domingo, 8 de junho de 2014

Vida, Laboratório do Espírito


Esta é a primeira apostila para estudo do desenvolvimento e treinamento das faculdades psíquicas chamadas de paranormais. Popularmente essas faculdades são conhecidas pelo nome de mediunidade. Este vocábulo é também adotado no Espiritismo, na Umbanda e Candomblé. Para designar a mesma faculdade, nos tempos atuais, tornou-se comum chamar a mediunidade de Canalização, todavia, nós continuaremos fazendo uso do vocábulo mediunidade na designação dessa paranormalidade.
Antes de iniciarmos a descrição da parte prática torna-se necessário conversar sobre alguns aspectos que, mais cedo ou mais tarde, se tornarão sensíveis a todos.
Começaremos dizendo que a vida é o laboratório do Espírito. Os corpos Mental, Astral e Físico, de um mesmo indivíduo, como demonstra a figura ao lado, são os elementos de manifestação e contato do espírito com a matéria, em suas diferentes dimensões. Concluímos, da figura, que a qualquer momento, ao nível da Consciência, o indivíduo estará colhendo impressões oriundas, respectivamente, de várias dimensões. Ou, de todas elas ao mesmo tempo. Portanto, a vida, como aspecto experimental do Espírito, se reveste de acontecimentos nem sempre previsíveis. Além do que, nem sempre é fácil viver tocando, simultaneamente, em suas múltiplas facetas, como acontece ao paranormal, ou médium.
Esta circunstância pode, também, ser chamada de Estado Alterado de Consciência, isto é, quando no estado de vigília, ter a percepção de níveis além do físico. O reflexo mais imediato desse acontecimento é o do indivíduo sentindo-se interagido por forças que estão além de seu domínio e visão comum.
Sem informações a respeito, e ignorando as causas, esse indivíduo se vê subjugado por aquelas energias. São energias oriundas, simultaneamente, dos planos Mental e Astral, numa atuação durante o seu estado de vigília.
Para harmonizar essa situação com sua vida cotidiana, a fase de aprendizado e treinamento deve se constituir de forma metódica e criteriosa, utilizando-se nela de todo o instrumental formado por uma base teórica e prática. (Nas apostilas seqüentes os dados inseridos na figura 01a serão mais detalhadamente comentados.)
Portanto, aqueles que se sentirem premidos por essas forças e queiram adotar em suas vidas esse recurso de controle de sua paranormalidade, tornando-se confiantes e seguros, deverão, igualmente, estar interessados tanto no conhecimento teórico quanto se disporem a treinamentos. Seguindo o roteiro dos estudos que aqui sugerimos, aquilo que hoje foge do controle, e tem o caráter de excepcionalidade, passa a se tornar rotineiro na vida do indivíduo.
Outra situação que acontece, e a experiência tem demonstrado como resultado inevitável desse desenvolvimento, é o do indivíduo encontrar-se consigo mesmo. E´ fácil compreender o que isso significa e porque se dá. Uma vez que suas faculdades psíquicas facilitam acesso involuntário aos vários níveis existenciais, a partir do momento em que esse mesmo indivíduo começar a distinguir esses níveis, ele começará, também, a notar facetas de si mesmo, até então desconhecidas. São suas outras personalidade pertencentes a outros tempos, a outras vidas. Nesses aprofundamentos nos refolhos de sua alma, o indivíduo vai descobrindo páginas de vida das quais se julgava isento.
Mas nem sempre esses encontros trazem emoções agradáveis. Esse resultado, inevitável, repetimos, por si só recomenda cautela, método e disciplina, para vivenciá-lo.
Outro reflexo que se distingue nessa fase de transição entre a insipiência do desenvolvimento e a etapa de segurança, é a vulnerabilidade organo/emocional do indivíduo. Nessa fase, que às vezes perdura por alguns anos, o aumento de sensibilidade às energias extrafísicas acarreta abalos emocionais e disfunções orgânicas.
A razão disso ocorrer é que os corpos são os elementos sensores do espírito para o contato com os mundos da matéria. Esse aumento de percepção pode ser comparado ao seguinte exemplo: Considere um dia nublado onde a claridade é difusa, céu cinzento sol encoberto. Despreocupadamente pode-se olhar para o alto, apreciando as nuvens, sem nenhum risco para os olhos. Entretanto, num instante a seguir, abre-se uma fenda nas nuvens, exatamente no ponto para o qual os olhos estão voltados. Sem nenhum obstáculo à frente, os raios solares tocam os olhos do observador, ferindo-lhe a retina. Essa ocorrência deixará a pessoa ofuscada por um bom período. Depois desse susto, ou nunca mais olhará o céu, ou, até mesmo em dias invariavelmente nublados usará óculos escuros, como cautela.
Assim, analogamente, também será durante a fase de treinamento. A cada nova surpresa provinda de sua sensibilidade e vivência psíquica, o novato irá se apossando de defesas correspondentes. Depois de um bom período, no qual tenha passado por bom número de situações diferentes, tendo-as vivido de forma bem orientada e disciplinada, ele se tornará confiante de sua capacidade, mesmo para situações inteiramente novas.

Em razão dessas surpresas, no decorrer dos textos dessas apostilas serão comentados fatos experimentais correspondentes. O importante, como todos constatarão, é manter-se organizado sem se deixar envolver por ansiedades. O tempo é o único recurso reposicionador do estado geral de harmonia, estando incluso nisso a consciente percepção da sensibilidade despertada em todos os corpos.
Outro tópico merece ser comentado. Chama-se:

Desenvolvimento, Coisa muito Pessoal

Neste tópico queremos lembrar, inicialmente, um ponto que deve ser comum entre todos aqueles que se vêem a braços com situações psíquicas. E´ a Reencarnação. Para bem compreender a faculdade mediúnica, ou estado alterado de consciência, é preciso que o indivíduo tenha como premissa o fato de que é um SER reencarnante. Isto é, um indivíduo que já vivenciou muitas existências terrenas e tantas outras nos planos extrafísicos.
Essa é, hoje, uma premissa aceita não só nos meios espiritualistas como também nos centros avançados de estudos da mente. Haja visto os resultados que a Terapia de Vidas Passadas, (TVP), tem proporcionado, bem como as pesquisas no campo da reencarnação elaboradas pelo Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, que esteve sob a direção do eminente pesquisador Hernani Guimarães Andrade, (falecido em 25.Abril.2003), com sede na cidade de Bauru, estado de São Paulo.
Nesse campo da pesquisa sobre reencarnação podemos citar, também, o dr. Ian Stevenson, da Universidade de Virgínia, Estados Unidos da América do Norte, conceituado como uma das maiores autoridades no assunto.
Portanto, com tranqüilidade, podemos nos assentar no fato de que cada indivíduo traz em si uma biblioteca, na qual, os livros ali arquivados contam suas múltiplas e inumeráveis experiências de vidas terrenas e de vidas transcursas nos planos além do físico.
Assim sendo, e o indivíduo deparando-se com o involuntário acesso aos seus outros níveis de consciência, esbarrará com o conteúdo dessa sua imensa biblioteca de vida. Como as experiências de vida são múltiplas e de épocas as mais variadas, é comum o indivíduo tornar-se confuso e inseguro para lidar até com as situações mais banais de sua atual existência. Cai naquele estado que a psiquiatria chama de esquizofrenia, em suas muitas variações, sendo que as mais comuns são: paranóia e psicose-maníaco-depressivo.
Do que comentamos acima, e olhando a história da humanidade, concluímos que o ser humano, psicologicamente falando, é um barril de pólvora prestes a explodir a qualquer momento, se... não aprende a cultivar o controle emocional.
Para exemplificar sobre o cultivo do controle emocional apresentamos a figura 01B com a seguinte explicação: O controle emocional como corolário para a formação das defesas artificiais, em virtude do despertamento da sensibilidade, é atingido mediante treinamento disciplinado. Esse treinamento das faculdades psíquicas proporciona um duplo aspecto, que são:
A) - Desperta forças adormecidas, traz recordações inimagináveis, exacerba sentimentos;
B) - Quando metodicamente aplicado proporciona controle sobre as exteriorizações citadas no item "A".
Detalhemos o item "A"
Desperta forças adormecidas - O indivíduo passa a fazer coisas de que nunca cogitara, e com tal habilidade que até se surpreende. Tanto para os casos benéficos quanto para os nocivos.
Recordações inimagináveis - O indivíduo se vê como protagonista de acontecimentos, em eras as mais distantes. De início parecem discrepantes, mas ao observar bem, verifica que muitas tendências de hoje têm suas raízes nos fatos daquela revelação. Quando são fatos construtivos deles até se aproveita para melhorar a performance atual.
Exacerba Sentimentos - Obviamente que com o despertamento de forças e das recordações o resultado só poderá ser um crescendo de sentimentos relacionados aqueles fatos. De igual forma esses novos sentimentos, mais fortes em suas manifestações, serão nobres se as lembranças forem agradáveis, mas se foram causas destrutivas os sentimentos poderão ser de depressivo arrependimento, frustração ou ódio.
Todas essas forças em ebulição no indivíduo em despertamento de suas faculdades mediúnicas, têm por razão o que se apresenta na figura 01-B acima. Nela mostramos o SER em expansão, isto é, os veículos de contato da consciência com o meio dimensional em que vive ampliam seus alcances de percepção. Por conseguinte, amplia seus contatos com o meio exterior dos vários planos. Não se trata dos corpos crescerem volumetricamente. O que se expande são as "antenas" psíquicas com as quais percebe, analisa e apreende do mundo com que faz contato.
Essa expansão é natural porque, psiquicamente, todos os seres estão evoluindo. Como conseqüência, também natural, e como ficou dito acima, essa expansão, ou evolução, propicia, mesmo independentemente da vontade do indivíduo, o contato com as realidades dos respectivos planos dos diversos corpos de que a consciência faz uso.
Daí que, simultaneamente ao trabalho de desenvolvimento e controle psíquicos deve-se associar o cultivo deSentimentos equilibrados como elemento de reformulação pessoal e a criação de defesas artificiais para a vivência harmônica e simultânea em todos esses planos. (Sobre defesas artificiais falaremos demoradamente quando do estudo dos chacras, apostilas 21 à 25.)
Outro ponto a salientar é que embora o treinamento possa ser em grupo, o indivíduo deve ter em conta que o desenvolvimento efetivo é inteiramente pessoal e íntimo. A circunstância de se associar a um grupo é obter suporte na fase inicial. Considere, ainda, que a criatura humana por não suportar a solidão, tende ao encontro de outros de igual pensar, e daí formam-se os grupos. Mas seja por isso ou por aquilo, sempre se beneficia pelo contato com outros integrantes e por tomar conhecimento das respectivas experiências de cada um daqueles do grupo.
Contudo, deve ficar bem claro, a vivência em grupos de treinamento não dispensa o treinamento individual que, quanto possível, deve ser diário. E´ preciso lembrar que nem sempre, por toda a vida, e por todas as circunstâncias da vida, poderá contar com a presença de um grupo de apoio. E´ preciso aprender a enfrentar o mundo sozinho. E´ preciso levar em conta a possibilidade de viver uma orfandade grupal. Logo, se assim vier de acontecer, o responsável pela continuada harmonia pessoal será a própria confiança interior, que podemos chamar de o EUeducado, este que é o caminhante solitário das vastidões.
Podemos dizer que essa é a maior descoberta que o indivíduo faz de si mesmo. Isto é, sentir-se seguro frente às variadas circunstâncias de sua existência. Aquele que vivenciava estados atormentados e considerava-se inapto para a vida, chegando a pensar que pôr fim à ela era a única solução possível, depois desta descoberta sente inusitado alívio. Alívio que o regenera para uma vivência dita normal junto daqueles que lhe são mais queridos.
Mas nada a conseguir é assim tão fácil como possam fazer imaginar essas nossas primeiras linhas de estudo. O empenho do próprio indivíduo é indispensável, pois descortinar-se-á para ele todo um mundo novo a pedir-lhe compreensões sobre aquilo que lhe parece difuso. Assim sendo, seu aprendizado por lidar com essas forças estará na proporção direta de seu empenho em aprender.
Logo, par-e-passo com o treinamento em grupo, deve-se disciplinar um treinamento individual. Este abreviará o tempo do aprender e, por conseguinte, do evoluir. Sem persistente esforço por atingir tal objetivo, aprenderá também, mas ao custo de maior tempo e sob o constrangimento de forças calcadas em sofrimento e dor. Em resumo, o Carma pessoal pode ser modificado em função da direção que se dá à vida. Os recursos para isso ficaram, resumidamente, citados acima.

Bibliografia

Allan Kardec - O Livro dos Médiuns - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C.Xavier - Nos Domínios da Mediunidade - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C.Xavier - Mecanismos da Mediunidade - Federação Espírita Brasileira
Emmanuel/Francisco C.Xavier - Emmanuel - Federação Espírita Brasileira
Edgard Armond - Mediunidade - Editora Aliança
Léon Denis - No Invisível - Federação Espírita Brasileira
Miramez/João Nunes Maia - Segurança Mediúnica - Editora Espírita Cristã Fonte Viva
Annie Besant - Annie Besant - Editora Pensamento
Annie Besant - A vida do homem em três mundos - Editora Pensamento
Arthur E. Powell - O Duplo Etérico - Editora Pensamento
Arthur E. Powell - O Corpo Astral - Editora Pensamento
Arthur E. Powell - O Corpo Mental - Editora Pensamento
Arthur E. Powell - O Corpo Causal e o Ego - Editora Pensamento
Joana de Angelis/Divaldo P. Franco - O Homem Integral - Livraria Espírita Alvorada Editora

Apostila escrita por
LUIZ ANTONIO BRASIL

AURA HUMANA -

AURA HUMANA - I

Aura, é o invólucro energético, de forma ovóide, que envolve o indivíduo. (Ver figura ao lado) Durante muito tempo a constatação da existência da aura, tanto a humana como a dos demais seres orgânicos e inorgânicos, ficou restrita às crenças religiosas e à metafísica. Na área religiosa do catolicismo aprendemos a conhecer a aura pela alegórica auréola de luz sobre a cabeça daqueles denominados santos, representada em pinturas sacras. No campo filosófico a aura sempre foi citada para justificar determinados fenômenos de magnetismo. Todavia, a ciência manteve-se de lado, desconfiada. Desconfiança até certo ponto compreensível e necessária, pois é a ciência o elo de ligação entre a fé e a razão. Assim é que só em 1911, através do trabalho de pesquisa do dr. Walter John Kilner, médico residente na cidade de Londres, Inglaterra, é que surgiu na esfera científica a primeira constatação da aura.
Dr. Kilner, fazendo uso apenas de equipamentos e filtros óticos, à base de dicianina, comprovou a existência desse atributo. Não utilizou nenhum sensitivo, ou de algum clarividente. De suas pesquisas, conforme relato em seu esquecido livro por título "A Aura Humana", ele destaca que as radiações observadas se superpunham, ao redor do corpo, em três distintas camadas, como veremos mais à frente. Além disso, constatou que a forma e radiação com que a aura se apresenta é variável de pessoa para pessoa. Não só isso. Verificou, ainda, que mesmo na mesma pessoa a aura não é estática. Varia na forma e na cor de momento a momento. Todas essas observações levaram o emérito pesquisador a formular um sistema que permitia detectar algumas doenças baseando-se na forma e aparência da aura. Infelizmente o mercantilismo dos diagnósticos médicos fez com que tão nobre trabalho se perdesse no esquecimento dos homens.
Apesar de muitos de seus colegas cientistas não concordarem com os resultados de suas pesquisas, dr. Kilner não se intimidou. Prosseguiu nos trabalhos e despertou em outros pesquisadores o mesmo interesse.
Assim, mais próximo de nossa época temos o trabalho da dra. Colletti Tiret, também médica, residente na cidade de Marselha, França. Seu trabalho somou 29 anos de observações. Depois de exaustivos testes e experimentos, convicta da existência da aura, assim se expressou: "Dissemos igualmente de nossa quase certeza de que umCampo Eletromagnético é o suporte físico da nossa personalidade, do nosso ego e da nossa alma. Esse campo transborda do corpo em radiações coloridas, que nós chamamos de Aura. Essas cores e matizes traduzem os estados da alma e os valores profundos de cada indivíduo." (Livro: Auras Humanas - página 153 - Editora Pensamento)
Desta forma temos o suporte da ciência para alicerçar esta constatação. Não obstante, continuam existindo contestadores, principalmente depois que surgiram as fotografias Kirlian. O método fotográfico denominado de kirliangrafia foi inventado pelo casal russo Semyon Davidovich Kirlian e sua esposa, em 1939, utilizando filme preto e branco.
Em 1971 os senhores dr. Hernani Guimarães Andrade e Henrique Rodrigues, do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, construíram a primeira câmara fotográfica fora da Rússia, para fotos Kirlian a cores.
Essas fotos apresentam a imagem de parte do corpo humano envolta por um espectro luminoso. Os pesquisadores do método Kirlian garantem que o espectro é a retratação da Aura. Outra corrente de pensadores, porém, contesta, alegando que o espectro visível nas fotos é o chamado efeito "corona". Veja figura acima.

Para aqueles que não sabem, efeito "corona" é a radiação azulada que se forma em volta dos cabos transmissores de energia elétrica em alta-tensão. Como o processo da foto Kirlian utiliza uma câmara fotográfica munida de um campo de alta magnitude elétrica, os contestadores se baseiam nesse fato para tentar invalidar o resultado de tais fotos.
Entretanto, não têm faltado pesquisadores dando seus testemunhos sobre a existência da Aura. Por exemplo, podemos citar o dr. Waldo Vieira que, em seu livro PROJECIOLOGIA, capítulo 95, página 152, assim diz:"Kirliangrafias - Muitos estudiosos tentam sufocar a realidade da aura humana, que parece surgir nas kirliangrafias, através de várias suposições tais como: aura eletrônica; defeitos fotográficos; domínio de informações; efeito corona (...) No entanto, independente disso, a aura humana permanece ostensiva e evidente, do mesmo jeito, para quem tenha olhos de ver, ou seja, aos médiuns videntes." (Grifos do original) Dr. Waldo Vieira é a maior autoridade mundial no campo da prática e pesquisa em Projeção da Consciência, ou Viagem Astral. Portanto, sua opinião é abalizada e deve ser respeitada.
Além do renomado dr. Waldo Vieira podemos lembrar Lívio Vinardi, argentino, que se deu aos cuidados de analisar a aura, dando a ela o nome de campos biopsicoenergéticos.
Não bastassem esses, temos na vasta literatura espírita, bem como na teosófica, livros que estarão citados na bibliografia, inúmeros relatos e descrições da aura, informando que todos os seres se encontram revestidos por esse manto energético. Mas, como relatou dr. Walter Kilner, não se trata de um manto inerte e sim, como não poderia deixar de ser, dinâmico, retratando em seu dinamismo de cores e formas o estado emocional em que o indivíduo se encontra naquele momento. Como também confirmou dra. Tiret.
Para nós, portanto, simpatizantes da razão e da clareza dos ensinos oriundos de Mentores Espirituais reconhecidamente sérios, que se fazem presentes através de médiuns não menos capazes, essas informações têm a soberba força de definição. Logo, por tudo isso que acima expusemos, não há porque manter dúvidas a respeito.
Desta forma, juntando os resultados dos trabalhos dos pesquisadores acima nomeados, com a literatura transmitida pelos Mentores Espirituais, formamos o seguinte resumo de informações:
1 - Energia - Toda energia é radiante. Essa radiação espalha-se de forma esferoidal, portanto,
em todas as direções. Irradiando-se em todas as direções, atinge uma determinada e igual distância de seu núcleo emissor. Essa radiação será débil se o núcleo emissor estiver enfraquecido, e será luminosa se o núcleo for vigoroso. O contorno externo dessa radiação delimita o chamado campo. Campo da Aura, portanto, é todo o espaço/volume contido nos limites desses extremos da radiação emitida pelos corpos Físico, Astral e Mental. Em conjunto ou separados.
2 - Campo Eletromagnético - A Aura Humana é um campo de forças eletromagnéticas. Tem a forma ovalada, pois como campo magnético do corpo Físico acompanha este em seu contorno. Possui coloração e luminosidade variadas, das quais falaremos mais à frente.
Este envoltório eletromagnético em torno do corpo humano, para ser compreendido, pode ser comparado à camada atmosférica que envolve o planeta Terra. Veja figura ao lado. Em razão dessa semelhança a aura é também chamada de psicosfera.
3 - Características - As suas características são: a) - Existe em todos os seres e objetos; b) - Modifica-se instantaneamente a cada movimento do objeto ou do ser; c) - De maneira geral, dá a aparência de ser um invólucro ornamental, ou seja, como se a criatura, ou o objeto, estivessem engastados num foco de luz.
4 - Vigilante - No SER humano ela ainda tem a característica de um vigilante sempre alerta. Aliás, é exatamente a isso que os textos da literatura espírita fazem referência. A figura ao lado procura dar essa demonstração. Uma pessoa sensível e atenta às reações da aura notará de imediato que algo invisível, por exemplo, uma entidade desencarnada ou talvez apenas um fluxo de energia, se aproximou, tocando em seu campo. A figura, 1ª Etapa, representa um fluxo de energia tocando a aura, que estava equilibrada. De imediato, 2ª Etapa, a aura se altera. Essa reação se transmite aos chacras, que de pronto, via sistema nervoso, transferem à consciência física os sinais da nova sensação, que poderá ser agradável ou não. Perceber essas diferenças reativas da aura é uma circunstância que deve ser cultivada. Significa estar apurando a sensibilidade. Significa, ainda, estar desenvolvendo um sistema defensivo. Um sistema defensivo, pois, a todo instante, as influências do plano Astral descarregam-se sobre os habitantes do plano Físico. Isto é, sobre nós. Desta maneira, podemos classificar a aura como uma porta de vigilância entre as dimensões Física e a Mental/Astral. Comparativamente, podemos, ainda, dizer que a aura, em termos de dimensões Mental/Astral, é como a pele para o corpo humano. A pele é o grande sistema defensivo a proteger o corpo humano contra invasões de bactérias, quando não apresenta fendas, ou ferimentos. Da mesma forma a aura. Ela proporciona defesas quando não está com rompimentos, mal forma- ções, ou debilitada, como citado acima.
Quanto a estes aspectos de auras rompidas, mal formadas ou debilitadas, podemos acrescentar que algumas categorias de pessoas, e alguns profissionais, como citaremos a seguir, estão sempre mais vulneráveis aos aspectos negativos comentados. Essas circunstâncias críticas recaem comumente sobre: médiuns, psicólogos, médicos, enfermeiros, pessoal geral de hospitais, pessoal de trabalhos funerários e os agentes policiais. O trabalho de todas essas categorias é lidar com a dor humana, o que as torna vulneráveis aos desajustes provindos das auras daqueles com quem lidam. A absorção desses desajustes podem culminar, se não tratados a tempo, em processos de obsessão parasitária e depressão. - Importante, portanto, dar atenção às mudanças de humor que é um dos mais simples reflexos do estado da aura.
5 - Retrato da Consciência - A Aura humana é o retrato fiel da consciência de seu dono. Reflete, sempre, a imagem exata - nua e crua - do indivíduo, que assim pode ser visto e identificado pelos clarividentes, pelos desencarnados e até, em certos casos, pelos animais que tanto podem simpatizar ou se assustar com a presença, aparentemente, inofensiva de uma pessoa.
6 - Não Dissimulação - Esta característica da aura, de retratar com sua forma e coloração o conteúdo real do estado de consciência de uma pessoa, não permite que, para as entidades desencarnadas e os clarividentes, possa essa mesma pessoa dissimular suas verdadeiras intenções. A estorinha do lobo vestindo pele de ovelha, não resiste a uma análise da aura. Tal qual a pessoa for, assim ela será vista e conhecida.
7 - Integração - Por isso é fundamental nos trabalhos assistenciais manter-se perfeita integração entre médiuns e mentores. Os mentores, com a visão total do plano Astral, terão diante de si, desnudada em seus verdadeiros sentimentos, a pessoa a ser atendida. Comportando-se, esta, com atitudes menos nobres e intentando enganar a boa fé do médium, com aparência e conversa dissimulada, ao constatarem isso, os mentores de pronto advertirão ao seu auxiliar encarnado. Preveni-lo-ão quanto aos cuidados a serem tomados. Mas para esse intercâmbio funcionar harmoniosamente, como dissemos, é preciso que o médium conheça, entenda, respeite e se discipline numa conduta equivalente à evolução de seus mentores. Médium vulgar e relaxado terá por mentores, entidades de igual calibre: vulgares e relaxados.

Bibliografia: 

André Luiz/Francisco C. Xavier - No Mundo Maior - página 126 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Ação e Reação - páginas 257 e 258 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Mecanismos da Mediunidade - páginas 45 e 83 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Evolução em Dois Mundos - páginas 129 e 130 - Federação Espírita Brasileira
Colletti Tiret - Auras Humanas - Editora Pensamento
Helena Petrovna Blavatsky - A Doutrina Secreta - volume II páginas 244 e 250 - Editora Pensamento
Lancellin/João Nunes Maia - Iniciação, Viagem Astral -páginas 136, 148, 200, 202, 217, 240, 241, 243, 284 - Editora Espírita Cristã Fonte Viva
Valdo Vieira - Projeciologia - Capítulos 95 - 307 - 420 - Edição do Autor
Walter J. Kilner - A Aura Humana - Editora Pensamento

Apostila escrita por
LUIZ ANTONIO BRASIL

MEDIUNIDADE - TEORIA E PRÁTICA


1ª Parte
"Qualquer trabalho espiritualista implica acesso a, e manipulação de, energias potencialmente perigosas. O manuseio destas, de forma irreverente, quase sempre se converte em complicações irreversíveis aos que assim procedem."

Com as anotações acima damos início à descrição prática da Mediunidade. Faculdade peculiar e natural a toda criatura humana, não obstante, ainda cercada de incompreensões, crendices e mistérios. Nas apostilas 01 à 09 fizemos referências a algumas particularidades inerentes à essa faculdade, também chamada de paranormal. A partir desta apostila, porém, nos deteremos em análises mais completas, abrigando teoria e prática.
- - - o O o - - -
O Médium e seus Corpos
Para que se possa entender o mecanismo que propicia o funcionamento da faculdade mediúnica é necessário que antes se conheça a constituição integral do SER. Para facilitar essa compreensão elaboramos a figura ao lado, na qual expomos os corpos que compõem o SER Integral, e os planos onde cada corpo se situa, respectivamente. Fazendo referência aos planos de existência, temos:
Planos - 2 - Monádico, dimensão onde se situa e permanece o espírito, que é também chamado de centelha divina, ou mônada.
 
3 - Átmico ou Atmam.
4 - Búddhico ou Buddhi
5 - Mental Superior
Os planos Átmico, Búddhico e Mental Superior são regiões nas quais se dá a evolução do SER sob critérios Super Humanos.

5 - Mental Inferior
6 - Astral
7 - Físico
Os planos 5 inferior, 6 e 7 se situam nas dimensões chamadas de evolução Humana. Etapa evolutiva na qual se encontram os viventes na Terra. Somente quando vencidas as etapas correspondentes aos planos 7, 6 e 5, nessa ordem ascensional, é que o SER tem acesso ao plano 4. O que a figura nos descreve é o que podemos chamar deO Homem Integral. O SER inteligente, vivente na Terra, em todos os seus componentes.
Entretanto, para facilitar o estudo da Mediunidade, e apenas para facilitar o estudo, faremos uso da figura ao lado para descrever esse mesmo SER de forma mais simplificada. Nela vemos:
1 - Plano Consciencial, no qual estamos resumindo todos os planos situados "acima" do plano Mental . Será, para este estudo, a dimensão do Espírito, ou consciência.
2 - Plano Mental, onde, no desenho, englobamos o Mental Superior e o Mental Inferior. Neste plano o espírito manifesta-se fazendo uso do corpo Mental, sede do pensamento.
3 - Plano Astral, dimensão onde o Espírito se manifesta fazendo uso do corpo Astral. Allan Kardec, fundador da Doutrina dos Espíritos, ou Doutrina Espírita, deu ao corpo Astral o nome de perispírito. E´ também conhecido pelos nomes de psicossoma, sede dos desejos e das sensações.
4 - Plano Físico, onde estamos nesta atual existência como seres encarnados. Neste plano o espírito faz uso do corpo denominado de humano, também chamado de soma, ou corpo das ações. Acoplado ao corpo humano e fazendo parte deste, temos o corpo por nome Duplo-Etérico. Esse nome deriva do fato de esse invólucro ser a cópia fiel, em matéria rarefeita, ou energética, do corpo humano.
Esses corpos não se acham desligados uns dos outros. Podemos dizer que estão separados por força do aspecto dimensional da matéria de que são compostos, porém, interligados por tenuíssimos filetes de energia, distribuídos em cada célula do corpo, quando estes se acham acoplados durante o estado de vigília.
Quando os corpos se desacoplam, por motivos vários a que nos referiremos mais à frente, os tenuíssimos filetes de energia se concentram num só centro, formando um cordão. Dessa formação temos o cordão de Ouro, representado na figura acima pelo segmento "A", interligando o corpo Mental ao corpo Astral, e o cordão de Prata, segmento "B", interligando o corpo Astral ao corpo Físico. Os estudos do Cordão de Prata e Cordão de Ouro serão vistos na apostila 12.
Desacoplamento dos corpos
Alguns fatores que provocam o desacoplamento dos corpos, referente a Corpo Astral do corpo Físico são - o ato de dormir; o exercício da mediunidade incorporativa; o estado de desdobramento psíquico, onde a pessoa tem o corpo físico num determinado local e, ao mesmo tempo, é vista em seu corpo Astral em outro lugar; a faculdade de transporte, na qual o médium transfere de um outro local, ou de uma outra dimensão, objetos que lá se encontravam; a clarividência viajora, circunstância em que o médium deixa seu corpo físico em repouso, em estado sonambúlico, e vai com seu corpo Astral ao local do qual enviará informações a respeito do que está vendo; a chamada projeção astral, ou projeção da consciência, mais comumente conhecida como viagem astral, em que o projetor, conscientemente deixando o corpo Físico, "viaja" até o local, ou dimensão, à qual é atraído, e, por último, a morte do corpo Físico.
Neste último caso, isto é, a morte do corpo Físico, implica no rompimento do cordão de Prata. Nos demais casos ele se distende, elastece-se a distâncias inimagináveis sem que ocorra sua ruptura, permitindo, assim, ao corpo Astral, inteira liberdade de ação no plano correspondente ao qual se encontrar.
Desacoplamento Corpo Mental do corpo Astral - o ato, no plano Astral, semelhante ao ato humano de dormir; a mediunidade a nível mais profundo quando o médium na Terra desdobra-se ao plano Astral e deste, em etapa sucessiva, penetra no plano Mental, acontecimento comum na prática da meditação. Neste caso, além da distensão do cordão de Prata ocorre também a distensão do cordão de Ouro. E por último, o desacoplamento entre o corpo Mental e o corpo Astral que se dá pelo fenômeno chamado de segunda morte. Isto acontece quando, por evolução, o SER deixa, em definitivo, o corpo Astral, passando a viver só com o corpo Mental. Nesta circunstância rompe-se o cordão de Ouro.
Agora, analisemos por partes.
Corpo Humano - E´ o veículo de manifestação do espírito na face da Terra. Nesta dimensão os átomos de energia se condensaram na condição máxima conhecida por nós, e passaram a ser chamados de matéria. Portanto, matéria nada mais é que energia condensada, ou Luz Coagulada, no dizer de um autor espiritual, fato esse largamente conhecido da ciência nuclear.
Os átomos se aglomeram por atração simpática criando cadeias químicas que dão origem às substâncias. Estas, por sua vez, mutuamente se atraindo, formam os componentes orgânicos e inorgânicos. Os componentes orgânicos permitem a formação dos diferentes órgãos, e estes, em seu conjunto, formam os diferentes corpos animais que temos na Terra, inclusive o do homem. Magnífica e complexa escala de acontecimentos e transformações em cujo cimo se acha o espírito individual de cada SER, regendo, controlando e determinando a formação, desenvolvimento, envelhecimento e morte de seu equipamento.
Duplo-Etérico - E´ a parte invisível do corpo humano. E´ composto de matéria pertencente à dimensão física mas situada na escala das energias. Esse invólucro energético ultrapassa as linhas externas do corpo humano em mais ou menos um centímetro. O Duplo-Etérico é também conhecido como o veículo vitalizador de todo o conjunto físico.
E´ ele que absorve a energia cósmica distribuindo-a por toda a parte densa do corpo. Essa energia cósmica é o chamado "Fluido Cósmico Universal", assim denominado por Allan Kardec (O Livro dos Espíritos, questão 135-A). Helena Petrovna Blavatsky também faz referência à essa energia que preenche todo o Cosmo, chamando-a de Fohat, da linguagem sânscrita, (A Doutrina Secreta, vol. 1, págs. 158,159,160 e 161). Em outras escolas do pensamento é chamada de Prana, e outras a denominam de Chi ( Ki ).
Para melhor compreender essa função vitalizadora exercida pelo Duplo-Etérico, façamos uma comparação. A vida do corpo humano depende de três modalidades de vitalização, ou alimentação, quais sejam: 
a) - Alimento sólido ou refeições;
b) - Oxigênio do ar ou respiração;
c) - Energia cósmica absorvida através dos chacras.
Os alimentos sólidos são ingeridos e transformados pelo sistema intestinal do organismo. O oxigênio do ar é absorvido via pulmões. A energia cósmica é absorvida pelos chacras, metabolizada e difundida pelo Duplo-Etérico. Portanto, dentro do processo vitalizador do corpo, o Duplo-Etérico é de capital importância. Sobre a descrição dos chacras iremos fazê-lo mais à frente.
Outra curiosidade a respeito do Duplo-Etérico, é que apesar de sua forma ser idêntica à forma do corpo humano, não se presta, porém, como veículo independente para a manifestação da consciência, tal como ocorre com os corpos Físico, Astral e Mental. Ele é apenas o componente etérico do corpo humano, daí seu nome ser "Duplo-Etérico", ou, "Cópia etérica do corpo Físico". Um composto resultante da associação entre os elementos do ambiente físico, quais sejam, do sistema nervoso do indivíduo, e, do ambiente astral, o psiquismo do mesmo.
Dessa constatação ressalta sua importância no fenômeno da mediunidade que reclama cuidados a serem tomados na forma de disciplina, como comentamos em apostilas precedentes, para se evitar desequilíbrios de todo o sistema, que, em acontecendo, se traduzirão nos processos de descontroles emocionais e esquizofrênicos, como são chamados na linguagem da psiquiatria.
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Devido a extensão do tema, na próxima apostila daremos prosseguimento à análise do Duplo-Etérico.

Bibliografia:


André Luiz/Francisco C. Xavier - Entre a Terra e o Céu, pág. 78 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Nos Domínios da Mediunidade, pgs.99,123, 260 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Missionários da Luz, capítulo 3 e pág. 323 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Libertação, págs. 24, 62, 85 e 115 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Desobsessão, capítulo 2 e pág 25 - Federação Espírita Brasileira
André Luiz/Francisco C. Xavier - Evolução em dois Mundos, págs. 107 e 129 - Federação Espírita Brasileira
Emmanuel/Francisco C. Xavier - O Consolador, pergunta 151 - Federação Espírita Brasileira
Hermínio Corrêa de Miranda - Diálogo com as Sombras, pág 55 - Federação Espírita Brasileira
Hernani Guimarães Andrade - Espírito, Perispírito e Alma, págs. 66, 70, 149, 159, 192 e cap 7 - Editora Pensamento
Waldo Vieira - Projeciologia, capítulos 90 ao 93 - Editado pelo autor
Albert de Rochas - Exteriorização da Sensibilidade notas "E" e "L" - Editora Cultural Espírita
Helena Petrovna Blavatsky - A Doutrina Secreta, vol. I, págs. 158, 159, 160, 161 e 282 - Editora Pensamento
Annie Besant - A Vida do Homem em Tres Mundos - Editora Pensamento
Annie Besant - O Homem e seus Corpos - Editora Pensamento
Charles W. Leadbeater - A Mônada - Editora Pensamento
Charles W. Leadbeater - O Plano Astral - Editora Pensamento
Arthur E. Powell - O Duplo Etérico - Editora Pensamento
Arthur E. Powell - O Corpo Causal e o Ego - Editora Pensamento
Lawrence Bendit e Phoebe Bendit - O Corpo Etérico do Homem - Editora Pensamento
Elza Baker - Cartas de Um Morto Vivo - pág 108 - Livraria Allan Kardec Editora

Apostila escrita por

sábado, 3 de maio de 2014

maturidade. Espirita.

EM VIAGEM
A existência terrestre é uma viagem educativa...
Começa na meninice, avança pelos caminhos claros da plenitude física e altera-se na noite da enfermidade ou da velhice, para renovar-se, além da morte...
Repara, pois, como segues...
O caminho do mundo que atravessas cada dia, é apenas escola.
Valoriza-o com o teu aprimoramento no amor e na sabedoria.
Aceitando Jesus por Mestre, em teus passos de cada hora, guarda a certeza de que, em breve, atingirás a alegria do sublime retorno ao Divino Lar
.
EMMANUEL(Mensagem Sintetizada)(Francisco Cândido Xavier

esta angustiado? Espiritismo.

.
"Esquece a idéia da morte e vive para os que te amam!...”
SE TE ENCONTRAS ANGUSTIADO
Irmão José
Se te sentes tentado ao suicídio, ora a Deus e busca a presença de um amigo com que possas conversar...
Quase todos os homens experimentam semelhante estado emocional, notadamente quando o sofrimento, em suas múltiplas nuanças, lhes subtrai a alegria de viver.
Se a tempestade das provações desaba sobre a tua vida, não desespere.
Breve, o Sol voltará a brilhar no horizonte de tuas esperanças.
Suporta corajosamente a dor que te acicata a alma, recordando que Deus, nosso Pai de Infinita Misericórdia, a ninguém desampara.
Se te encontras angustiado, pensa naqueles que estão lutando em silêncio por um mundo melhor e junta-te a eles, consagrando os teus dias a uma causa nobre.
Não acredites que nada possas realizar na seara do bem.
Cede as tuas mãos ao Senhor e Ele, por ti, fará maravilhas.
Esquece a idéia da morte e vive para os que te amam.
O sacrifício pessoal é uma estrada de beleza indefinível...
Amanhã, quando alcançares a Grande Renovação, agradecerás a cruz que te possibilitou compreender e abençoar a vida.
(Do livro "Tende Bom ânimo", pelo Espírito Irmão José, Francisco Cândido Xavier, Carlos A. Bacelli, Espíritos Diversos)NOTA: O link abaixo contém a relação de livros publicados por Chico Xavier e suas respectivas editoras:http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html

pneumatografia (Espirita.)

ESCRITA DIRETA DOS ESPÍRITOS - ESCRITA INDEPENDENTE - PSICOGRAFIA INDIRETA
        Tomemos, por exemplo, uma cestinha de 15 a 20 centímetros de diâmetro que pode ser de madeira ou de junco, a substância é indiferente. Então, através do fundo dessa cesta se faz passar um lápis fixado solidamente, com a ponta para fora e para baixo, mantendo-se o todo em equilíbrio sobre a ponta do lápis colocado sobre uma folha de papel, aplicando-se os dedos sobre a cesta, se os Espíritos desejarem comunicar-se, esta se moverá naturalmente, formando traços, desenhando ou escrevendo, palavras, frases ou mensagens completas. Porém, a escrita assim obtida nem sempre é legível.
        Nesta fase usou-se, também, a ardósia com um lápis apropriado, também, designada cesta pião. Depois, várias outras disposições foram imaginadas para atingir o mesmo fim. A mais cômoda é a denominada de cesta de bico, e que consistia em adaptar sobre a cesta uma haste de madeira inclinada, fazendo saliência de 10 a 15 centímetros de lado, como se fosse na posição do mastro de gurupés ou de um navio.

Pneumatografia - (Do grego - pneuma - ar, sopro, vento, espírito, e graphô, escrevo.) - Escrita direta dos Espíritos, sem o auxílio da mão de um médium.
Médiuns pneumatógrafos: os que têm a capacidade de obter escrita direta dos espíritos. Fenômeno muito raro e, sobretudo, muito fácil de ser imitado pelos trapaceiros. 
NOTA. Os Espíritos insistiram, contra a nossa opinião, em incluir a escrita direta entre os fenômenos de ordem física, pela razão, disseram eles, de que: "Os efeitos inteligentes são aqueles para cuja produção o Espírito se serve dos materiais existentes no cérebro do médium, o que não se dá na escrita direta. A ação do médium é aqui toda material, ao passo que no médium_escrevente, ainda que completamente mecânico, o cérebro desempenha sempre um papel ativo."

        Dá-se este nome aos médiuns que têm aptidão para obter a escrita direta, o que não é possível a todos os médiuns escreventes.  Esta faculdade, até agora, se mostra muito rara.
        Desenvolve-se, provavelmente, pelo exercício; mas, como dissemos, sua utilidade prática se limita a uma comprovação patente da intervenção de uma força oculta nas manifestações. Só a experiência é capaz de dar a ver a qualquer pessoa se a possui. Pode-se, portanto, experimentar, como também se pode inquirir a respeito um Espírito protetor, pelos outros meios de comunicação.  Conforme seja maior ou menor o poder do médium, obtêm-se simples traços, sinais, letras, palavras, frases e mesmo páginas inteiras.  Basta de ordinário colocar uma folha de papel dobrada num lugar qualquer, ou indicado pelo Espírito, durante dez minutos, ou um quarto de hora, às vezes mais.  A prece e o recolhimento são condições essenciais; é por isso que se pode considerar impossível a obtenção de coisa alguma, numa reunião de pessoas pouco sérias, ou não animadas de sentimentos de simpatia e benevolência.

        A escrita direta, ou pneumatografia, é a que se produz espontaneamente, sem o concurso, nem da mão do médium, nem do lápis.  Basta tomar-se de uma folha de papel branco, o que se pode fazer com todas as precauções necessárias, para se ter a certeza da ausência de qualquer fraude, dobrá-la e depositá-la em qualquer parte, numa gaveta, ou simplesmente sobre um móvel.  Feito isso, se a pessoa estiver nas devidas condições, ao cabo de mais ou menos longo tempo encontrar-se-ão, traçados no papel, letras, sinais diversos, palavras, frases e até dissertações, as mais das vezes com uma substância acinzentada, análoga à plumbagina, doutras vezes com lápis vermelho, tinta comum e, mesmo, tinta de imprimir.
        A escrita se forma por meio de uma matéria depositada sobre o papel. 
        A pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem intermediário algum; difere dapsicografia, por ser esta a transmissão do pensamento do Espírito, mediante a escrita feita com a mão do médium.
        O fenômeno da escrita direta é, não há negar, um dos mais extraordinários do Espiritismo; mas, por multo anormal que pareça, à primeira vista, constitui hoje fato averiguado e incontestável. A teoria, sempre necessária, para nos inteirarmos da possibilidade dos fenômenos espíritas em geral, talvez mais necessária ainda se faz neste caso que, sem contestação, é um dos mais estranhos que se possam apresentar, porém que deixa de parecer sobrenatural, desde que se lhe compreenda o princípio.
        Da primeira vez que este fenômeno se produziu, a da dúvida foi a impressão dominante que deixou.  Logo acudiu aos que o presenciaram a ideia de um embuste. Toda gente, com efeito, conhece a ação das tintas chamadas simpáticas, cujos traços, a princípio completamente invisíveis, aparecem ao cabo de algum tempo. Podia, pois, dar-se que houvessem, por esse meio, abusado da credulidade dos assistentes e longe nos achamos de afirmar que nunca o tenham feito.  Estamos até convencidos de que algumas pessoas, seja com intuitos mercantis, seja apenas por amor-próprio e para fazer acreditar nas suas faculdades, hão empregado subterfúgios. 

        Uma vez que a possibilidade de escrever sem intermediário representa um dos atributos do Espírito; uma vez que os Espíritos sempre existiram desde todos os tempos e que desde todos os tempos se hão produzindo os diversos fenômenos que conhecemos, o da escrita direta igualmente se há de ter operado na antigüidade, tanto quanto nos dias atuais. Deste modo é que se pode explicar o aparecimento das três palavras célebres, na sala do festim de Baltazar.  
        A Idade Média, tão fecunda em prodígios ocultos, mas que eram abafados por meio das fogueiras, também conheceu necessariamente a escrita direta, e possível é que, na teoria das modificações por que os Espíritos podem fazer passar a matéria, se encontre o fundamento da crença na transmutação dos metais.
        Todavia, quaisquer que tenham sido os resultados obtidos em diversas épocas, só depois de vulgarizadas as manifestações espíritas foi que se tomou a sério a questão da escrita direta.  Ao que parece, o primeiro a torná-la conhecida, estes últimos anos, em Paris, foi o barão de Guldenstubbe, que publicou sobre o assunto uma obra muito interessante, com grande número de fac similes das escritas que obteve. O fenômeno já era conhecido na América, havia algum tempo. A posição social do Sr. Guldenstubbe, sua independência, a consideração de que goza nas mais elevadas rodas incontestavelmente afastam toda suspeita de fraude intencional, porquanto nenhum motivo de interesse havia a que ele obedecesse. Quando muito, o que se poderia supor, é que fora vítima de uma ilusão; a isto, porém, um fato responde peremptoriamente: o de haverem outras pessoas obtido o mesmo fenômeno, cercadas de todas as precauções necessárias para evitar qualquer embuste e qualquer causa de erro.

        A escrita direta se obtém, como, em geral, a maior parte das manifestações_espíritas não espontâneas, ...
  • por meio da concentração,
  • da prece
  • e da evocação.
        Têm-se produzido em igrejas, sobre túmulos, no sopé de estátuas, ou imagens de personagens evocadas. 
        Evidente, porem, é que o local nenhuma outra influência exerce, além da de facultar maior recolhimento espiritual e maior concentração dos pensamentos; porquanto, provado está que o fenômeno se obtém, igualmente, sem esses acessórios e nos lugares mais comuns, sobre um simples móvel caseiro, desde que os que desejam obtê-lo se achem nas devidas condições morais e que entre esses se encontre quem possua a necessária faculdade mediúnica.
        Julgou-se, a princípio, ser preciso colocar-se aqui ou ali um lápis com o papel. O fato então podia, até certo ponto, explicar-se. É sabido que os Espíritos produzem o movimento e a deslocação dos objetos; que, algumas vezes, os tomam e atiram longe.  Bem podiam, pois, tomar também do lápis e servir-se dele para traçar letras. Visto que o impulsionam, utilizando-se da mão do médium, de uma prancheta, etc., podiam, do mesmo modo, impulsioná-lo diretamente. 
        Não tardou, porém, se reconhecesse que o lápis era dispensável, que bastava um pedaço de papel, dobrado ou não, para que, ao cabo de alguns minutos, se achassem nele grafadas letras. Aqui, já o fenômeno muda completamente de aspecto e nos transporta a uma ordem inteiramente nova de coisas. As letras hão de ter sido traçadas com uma substância qualquer. Ora, sendo certo que ninguém forneceu ao Espírito essa substância, segue-se que ele próprio a compôs. Donde a tirou? Esse o problema.
        Para escrever dessa maneira, o Espírito não se serve das nossas substâncias, nem dos nossos instrumentos. - Ele próprio fabrica a matéria e os instrumentos de que há mister, tirando, para isso, os materiais precisos, do elemento_primitivo_universal que, pela ação da sua vontade, sofre as modificações necessárias à produção do efeito desejado. Possível lhe é, portanto, fabricar tanto o lápis vermelho, a tinta de imprimir, a tinta comum, como o lápis preto, ou, até, caracteres tipográficos bastante resistentes para darem relevo à escrita, conforme temos tido ensejo de verificar. A filha de um senhor que conhecemos, menina de 12 a 13 anos, obteve páginas e páginas escritas com uma substância análoga ao pastel.
DANIEL [5]
  • 1 O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes, e bebeu vinho na presença dos mil.
  • 2 Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os vasos de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem por eles o rei, e os seus grandes, as suas mulheres e concubinas.
  • 3 Então trouxeram os vasos de ouro que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam por eles o rei, os seus grandes, as suas mulheres e concubinas.
  • Beberam vinho, e deram louvores aos deuses de ouro, e de prata, de bronze, de ferro, de madeira, e de pedra.
  • 5 Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo.
  • Mudou-se, então, o semblante do rei, e os seus pensamentos o perturbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro.
  • E ordenou o rei em alta voz, que se introduzissem os encantadores, os caldeus e os adivinhadores; e falou o rei, e disse aos sábios de Babilônia: Qualquer que ler esta escritura, e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço, e no reino será o terceiro governante.
  • 8 Então entraram todos os sábios do rei; mas não puderam ler o escrito, nem fazer saber ao rei a sua interpretação.
  • 9 Nisto ficou o rei Belsazar muito perturbado, e se lhe mudou o semblante; e os seus grandes estavam perplexos.
  • 10 Ora a rainha, por causa das palavras do rei e dos seus grandes, entrou na casa do banquete; e a rainha disse: ó rei, vive para sempre; não te perturbem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante.
  • 11 Há no teu reino um homem que tem o espírito dos deuses santos; e nos dias de teu pai se achou nele luz, e inteligência, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses; e teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos encantadores, dos caldeus, e dos adivinhadores;
  • 12 porquanto se achou neste Daniel um espírito excelente, e conhecimento e entendimento para interpretar sonhos, explicar enigmas e resolver dúvidas, ao qual o rei pôs o nome de Beltessazar. Chame-se, pois, agora Daniel, e ele dará a interpretação.
  • 13 Então Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei, e disse à Daniel: és tu aquele Daniel, um dos cativos de Judá, que o rei, meu pai, trouxe de Judá?
  • 14 Tenho ouvido dizer a teu respeito que o espírito dos deuses está em ti, e que em ti se acham a luz, o entendimento e a excelente sabedoria.
  • 15 Acabam de ser introduzidos à minha presença os sábios, os encantadores, para lerem o escrito, e me fazerem saber a sua interpretação; mas não puderam dar a interpretação destas palavras.
  • 16 Ouvi dizer, porém, a teu respeito que podes dar interpretações e resolver dúvidas. Agora, pois, se puderes ler esta escritura e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, e terás cadeia de ouro ao pescoço, e no reino serás o terceiro governante.
  • 17 Então respondeu Daniel, e disse na presença do rei: Os teus presentes fiquem contigo, e dá os teus prêmios a outro; todavia vou ler ao rei o escrito, e lhe farei saber a interpretação.
  • 18 O Altíssimo Deus, ó rei, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino e a grandeza, glória e majestade;
  • 19 e por causa da grandeza que lhe deu, todos os povos, nações, e línguas tremiam e temiam diante dele; a quem queria matava, e a quem queria conservava em vida; a quem queria exaltava, e a quem queria abatia.
  • 20 Mas quando o seu coração se elevou, e o seu espírito se endureceu para se haver arrogantemente, foi derrubado do seu trono real, e passou dele a sua glória.
  • 21 E foi expulso do meio dos filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante aos dos animais, e a sua morada foi com os jumentos monteses; deram-lhe a comer erva como aos bois, e do orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que o Altíssimo Deus tem domínio sobre o reino dos homens, e a quem quer constitui sobre ele.
  • 22 E tu, Belsazar, que és seu filho, não humilhaste o teu coração, ainda que soubeste tudo isso;
  • 23 porém te elevaste contra o Senhor do céu; pois foram trazidos a tua presença os vasos da casa dele, e tu, os teus grandes, as tua mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho neles; além disso, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida, e de quem são todos os teus caminhos, a ele não glorificaste.:
  • 24 Então dele foi enviada aquela parte da mão que traçou o escrito.
  • 25 Esta, pois, é a escritura que foi traçada: MENE, MENE, TEQUEL, UFARSlM.
  • 26 Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino, e o acabou.
  • 27 TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta.
  • 28 PERES: Dividido está o teu reino, e entregue aos medos e persas.
  • 29 Então Belsazar deu ordem, e vestiram a Daniel de púrpura, puseram-lhe uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamaram a respeito dele que seria o terceiro em autoridade no reino.
  • 30 Naquela mesma noite Belsazar, o rei dos caldeus, foi morto.
  • 31 E Dario, o medo, recebeu o reino, tendo cerca de sessenta e dois anos de idade.

      Os grandes fatos da clarividência, assim como da escrita direta e independente, têm sido tão completamente demonstrados e são tão evidentemente demonstráveis, em suas condições peculiares, que nenhum perfeito e sincero investigador poderá contestá-los. As condições em que se têm produzido, são tais, que isolam toda possibilidade de fraude. Novos testemunhos a seu respeito estão aparecendo diariamente em todas as partes do Globo. Exibindo, como o fazem, o lado físico e o mental de muitos fenômenos análogos, eles podem ser perfeitamente escolhidos como fatos típicos, já hoje incontroversos, e oferecendo bases de certeza a uma ciência_psico-física, justificando uma crença implícita na imortalidade.
        "É uma questão de evidência primeiro, e depois de explicação, tanto quanto for possível, dos fatos, corno eles devem ser estabelecidos." Assim escreveu o eminente jurisconsulto e primeiro ministro inglês, Williarn E. Gladstone, em 16 de Outubro de 1878, a respeito desses fenômenos.
[97 - página 29]  - 1880 - Epes Sargent (1813-1880)
        Os fenômenos da escrita direta e da clarividência foram escolhidos para servir de base científica, porque não se encontra brecha, nem dúvida concebivel, no método experimentativo pelo qual eles foram e são diariamente verificados e confirmados.
  • Pode haver outros fenômenos mais surpreendentes, a cujo conhecimento uma cabal convicção destes nos pode com segurança levar; 
  • nenhum, porém, que o saibamos, impressionará melhor os sentidos e a razão do cientista que busca a sua confirmação.
        Sejam todos os médiuns de escrita direta apanhados em fraude, isso não invalidará os fenômenos até provar-se que um prestidigitador perito, sem ter faculdades_mediúnicas, possa produzi-los em idênticas condições. Isso, pela natureza do fato, não se pode dar, visto envolver o exercício de uma faculdade, ao mesmo tempo anormal e transcendente, sem a qual o fato seria inexplicável.

Salve Oxalá, Ogum, Iemanjá, Oxum, Xangô, Iansã e Oxossi!

Salve Oxalá, Ogum, Iemanjá, Oxum, Xangô, Iansã e Oxossi!

Uma das mais impressionantes marcas do estudo da Umbanda é a influência que os  Orixás  exercem em seus filhos. Ou seja, aqueles que nasceram sob o manto da vibração do  Orixá, o que não se pode saber por data de nascimento, mas por rituais próprios da religião.
Falaremos das descrições dos Orixás, não se preocupando com lendas. Apesar de cada região cultuar diferentes Orixás e sincretizar com determinados Santos Católicos descreveremos os que cultuamos em nosso Terreiro, as suas datas de comemoração e os arquétipos dos seus filhos. Isto não quer dizer que os outros terreiros estejam fazendo seus cultos erroneamente.
Também divulgamos algumas ervas que podem ser usadas para os banhos de cada um e tambem seus respectivos amalás (entregas).
Oxalá
Ogum
Iemanjá
Iansã
Oxóssi
Oxum
Xangô

Oxum Rainha da água.( Umbanda.)

Oxum Rainha da água doce, dona dos rios e cachoeiras

O arquétipo de Oxum é das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras.
Os filhos de Oxum, a Rainha da Água doce, dona dos rios e das cachoeiras, carregam o tipo de Iemanjá . A maternidade é sua grande força, tanto que quando uma mulher tem dificuldade para engravidar, é à Oxum que se pede ajuda (pelo Amalá). A diferença maior é a vaidade.
Filhos de Oxum amam espelhos (a figura de Oxum carrega um espelho na mão), jóias caras, ouro, são impecáveis no trajar e não se exibem publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta e a mulher do cabelo e da pintura. Normalmente têm uma facilidade muito grande para o choro. São emotivos.
Talvez ninguém tenha sido tão feliz para definir os filhos de Oxum como o pesquisador da religião africana, o francês Pierre Verger, que escreveu: "o arquétipo de Oxum é das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Das mulheres que são símbolo do charme e da beleza. Voluptuosas e sensuais, porém mais reservadas que as de Iansã . Elas evitam chocar a opinião publica, á qual dão muita importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora, escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social". Seu maior defeito é o ciúme.
Toda descrição acima é muito interessante por representar a realidade dos filhos de Oxum, mas isso fica por conta dos seus filhos que entendem como riqueza o Ouro, mas para o Orixá Oxum o ouro não tem valor no pregão comercial, mas sim na sua pureza. Ser puro como o ouro seria uma verdadeira representação de um filho de Oxum.

Sentar na beira de um rio e tentar harmonizar-se com a natureza é uma forma para nossa Mãe Oxum nos abençoar e nos proteger!

COR : Amarelo
AMALÁ: 7 velas brancas e 7 amarelo claro, água mineral canjica branca, fitas amarelo claro e branca
ENTREGA: Ao lado de uma cascata
ERVAS: Erva Cidreira, Gengibre, Camomila, Arnica, Trevo Azedo ou grande, Chuva de Ouro. Manjericona, Erva Sta. Maria, Gengibre, Calendula

Ogum Orixá da guerra (Umbanda.)

, da demanda, da luta

Os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo: quando o atinge, imediatamente o larga e parte em procura de outro.
Ogum é o Orixá da guerra, da demanda e da luta. Seus filhos são influenciados com todos esses característicos. Seu tipo é esguio e procura sempre estar bem fisicamente, por isso gosta de praticar o esporte. É agitado, impaciente e afoito. Tem decisões precipitadas. Inicia tudo sem se preocupar como vai terminar e nem quando. Por amar o desafio sempre está buscando uma tarefa considerada impossível. Como os soldados que conquistavam cidades e depois a largavam para seguir em novas conquistas, os filhos de Ogum perseguem tenazmente um objetivo, mas quando o atinge  imediatamente o larga e parte em procura de outro. É insaciável em suas próprias conquistas.
Uma marca muito forte de sua personalidade  é tornar-se violento repentinamente. Seu gênio é muito forte. Não admite a injustiça e costuma proteger os mais fracos, assumindo integralmente a situação daquele que quer proteger. Leal e correto é um líder. Sabe mandar sem nenhum constrangimento e ao mesmo tempo sabe ser mandado, desde que não seja desrespeitado. Adapta-se facilmente em qualquer lugar. Come para viver, não fazendo questão da qualidade ou paladar da comida. As armas de fogo, facas, espadas e das coisas eitas em ferro ou latão fazem o gosto dos filhos do Ogum, talvez por ele ser o Orixá do Ferro e do Fogo.
É franco, muitas vezes até com assustadora agressividade. Não faz rodeio para dizer as coisas. Não admite a fraqueza, falsidade e a falta de garra. O difícil é a sua maior tentação.
Seu temperamento rebelde o torna desde a infância uma pessoa de difícil trato. Como não depende de ninguém para vencer suas dificuldades, com o crescimento vai se libertando e se acomodando às suas necessidades. A medida que  seu gênio impulsivo cede lugar ao equilibro a sua vida fica bem mais fácil. Quando ele consegue esperar ao menos 24 hs. para decidir uma situação qualquer muitos revezes seriam evitados, muito embora, por mais incrível que pareça, são calculistas e estrategistas. Contar até 10 antes de deixar explodir sua zanga, também lhe evitaria muitos remorsos. Seu maior defeito é o gênio impulsivo e sua maior qualidade é que sempre, seja pelo caminho que for, será sempre um vencedor.
COR: Vermelha e Branca
AMALÁ: 14 velas branca e vermelha ou 7 brancas e 7 vermelhas, cerveja branca em coité, 7 charutos, peixe de escama e de água doce, ou camarão seco, amendoins e frutas, de preferência, dentre elas, uma manga (melhor a espada), fitas vermelha e branca.
ENTREGA: Uma campina
ERVAS: Aroeira, Pata de Vaca, Carqueja, Losna, Comigo Ninguém Pode, Folhas de Romã, Espada de S. Jorge, Flecha de Ogum, Cinco Folhas, Macaé, Folhas de Jurubeba