domingo, 12 de outubro de 2014

Esquecimento do Passado:


1) É justo sofrer devido a um passado do qual não se tem recordação?

2) Será que podemos descerrar (v. tr. dir. Abrir (o que estava cerrado.) o véu que cobre nosso passado? (nossas vidas passadas?)

3) Se nascemos sem lembrar do nosso passado, não seria porque Deus assim o quer?

4) Os Espíritos não nos ensinaram que lembrar do passado é prejudicial ao homem? 

Essas são perguntas que nos fazemos sempre que tentamos entender a questão do esquecimento de nossas vidas passadas no processo reencarnatório.

Numa tentativa de pensarmos essas questões vamos recorrer a algumas citações das obras espíritas para fundamentar o nosso raciocínio a fim de que possamos chegar às mesmas conclusões ou discordar delas, não esquecendo que um dos grandes pilares da Doutrina Espírita é não aceitar a fé que não possa ser confrontada pela razão.

Pelo nosso pensamento lógico, a respeito da reencarnação, uma questão básica nos assola : "Se há reencarnação, porque não nos lembramos naturalmente de nossas vidas passadas?

No Livro dos Espíritos, que trata do escopo (s. m. propósito; intento; fim. (Pl.: escopos [ô].) (Do gr. skopos.) filosófico da Doutrina dos Espíritos, Kardec apresenta, na sua sistematização um trecho intitulado "Esquecimento do Passado". 

Assim, na questão 392, é indagado à espiritualidade:

P. 392 – Por que perde o Espírito encarnado a lembrança de seu passado?

Os Espíritos respondem:

"Não pode o homem, nem deve, saber tudo. Deus assim o quer em sua sabedoria. Sem o véu que lhe oculta certas coisas ficaria ofuscado (v. tr. dir. Impedido de ver ou de ser visto; encoberto; oculto; obscurecido (Do lat.offuscare.), como quem sem transição saísse do escuro para o claro. Esquecido do passado ele é mais senhor de si".

Ainda dentro do mesmo capítulo VII – Parte Segunda, Kardec ao comentar a resposta dos Espíritos sobre a existência de mundos onde os habitantes têm a exata lembrança do seu passado, diz:

"Gravíssimos inconvenientes teria o nos lembrarmos das nossas individualidades anteriores. Em certos casos humilhar-nos-ia sobremaneira. Em outros nos exaltaria o orgulho, peando-nos (v. tr. dir. Prendendo com peia; (fig.) tolhendo; embaraçando; impedindo.), em conseqüência o livre arbítrio. Para nos melhorarmos, dá-nos Deus exatamente o que nos é necessário e basta; a voz do consciência e dos pendores instintivos. Priva-nos do que nos prejudicaria. Acrescentemos que, se nos recordássemos os nossos precedentes atos pessoais, igualmente nos recordaríamos dos atos dos outros homens, do que resultariam talvez os mais desastrosos efeitos para as relações sociais".

Do mesmo teor são as observações trazidas pelos Espíritos em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", no Capítulo V:

"É em vão que se objeta (v. tr. dir. Contrapõe (um argumento) a outro; alega como dificuldade, como razão contraditória. (Do lat. objectare.) o esquecimento como um obstáculo no sentido de que se possa aproveitar a experiência das existências anteriores. Se Deus julgou conveniente lançar um véu sobre o passado, é por que isso devia ser útil. Com efeito, essa lembrança teria graves inconvenientes; poderia em certos casos, nos humilhar ou exaltar o nosso orgulho, e, por isso mesmo, entravar o nosso livre arbítrio; em todos os casos, traria uma perturbação inevitável nas relações sociais".

Outra justificativa para o esquecimento do passado se refere às dificuldades que teríamos em modificar nossos sentimentos antagônicos (adj. Que apresenta antagonismo; contrários; adversos. (Do gr. anti+agonikos.) a outros seres que nos causaram sofrimento em vidas anteriores, impedindo-nos a convivência em família ou em círculos de amizade ou de trabalho, onde pudéssemos transformar os sentimentos de inimizade e de ódio em sentimentos de amizade e de amor, conforme nos fala Ricardo di Bernardi na revista Reformador n. 2.010:

"Do ponto de vista da argumentação filosófica somos informados pelas mensagens psicografadas sobre a razão do esquecimento do passado. Esclarecem-nos os amigos que já retornaram ao plano espiritual acerca da dificuldade que seria convivermos, às vezes sob o mesmo teto, com nossos algozes (s. m. Verdugos, carrascos; (p. ext.) homem cruel, bárbaro; coisa que aflige. (Pl.: algozes [ô].) (Do ár. algozz.) ou vítimas de outras romagens (s. f. Romarias; peregrinações.) terrenas, caso tivéssemos nitidamente na consciência as lembranças do pretérito. 

... Nos filhos que hoje acalentamos no colo, comovidos pela ternura de sua vestidura (s. f. vestimenta; traje;(Do lat. vestitura. – no caso, está em sentido figurado – estágio inicial de desenvolvimento físico/psíquico) infantil, podem estar Espíritos de difícil convivência em encarnações anteriores. Retornam a nós atraídos pelo magnetismo da mútua e desastrosa experiência que nos uniu em estâncias (s. f. Lugar onde se está ou se permanece por certo tempo; paragem; estação; (Do lat. stantia.) do passado vivido em comum. A única forma de se transmutar (v. tr. dir. e pr. O mesmo que transmudar. (Do lat. transmutare.) - v. tr. dir. e ind. Fazer mudar de lugar ou de domínio; transformar; converter; mudar; tornar diferente. (Do lat. transmutare.) a natureza problemática do vínculo existente (pois não há como romper ligações energéticas que se sintonizam pelo desequilíbrio comum) é manter o intercâmbio vibratório fazendo-os renascer no mesmo lar. Os antagonismos são assim suavizados pela anestesia temporária do esquecimento, e os vínculos familiares abrem a porta da esperança na reconciliação". 


Ä A importância do véu do passado: 

Usando da mesma lógica exposta nos argumentos anteriores só podemos concluir que seria impossível estruturar uma nova possibilidade de vida, uma nova encarnação com o conhecimento integral e simultâneo, em nossa consciência, de todas as nossas experiências negativas de nossas vidas passadas. 

Como imaginar uma criança de 03 ou 04 anos, por exemplo, em pleno processo de desenvolvimento sensório-motor e da personalidade pretendendo aprendizado e evolução, atormentada por todas as suas experiências passadas?

Não temos estrutura psicológica para suportar o peso de todas essas informações. 

Hermínio de Miranda em seu livro "A Memória e o Tempo", propõe que o modelo de nosso inconsciente pode ser representado esquematicamente por camadas superpostas, como uma cebola cortada, que conteria todas as informações pretéritas e que o consciente teria um determinado limite na sua capacidade operacional de decodificar e lidar com os diversos estímulos a que estaríamos submetidos. Desta forma, os conteúdos mais ou menos irrelevantes ou perturbadores do passado estariam seletivamente arquivados no inconsciente de forma a preservar o funcionamento do conjunto psíquico.

Outro autor de diversas obras espíritas de cunho científico, Dr. Jorge Andréa afirma o seguinte:

"... O esquecimento pregresso (adj. Decorrido anteriormente; que aconteceu antes. (Do lat. praegressu.) do encarnado, este bem maior da vida, seria um véu equilibrante evitando as naturais desarmonias se participássemos de outras vivências, nossa atual cerebração não suportaria tamanha carga de emoções impedindo novas construções psicológicas".

Isso quer dizer que se não tivéssemos a capacidade de esquecer as vidas anteriores, nosso processo evolutivo seria praticamente impossível.

O esquecimento do passado tem pois a finalidade de proteção do aparelho psíquico, da nova organização da personalidade da vida atual. O nosso aparelho psíquico como um todo funciona no sentido de permitir novas experiências sem deixar que as situações traumáticas do passado, aquelas que poderiam nos desestruturar, aflorem desorganizadamente. 

Podemos supor que é exatamente este o problema ocorrido em algumas psicopatologias mais graves. Parece que os desequilíbrios do passado são tão intensos que mesmo este mecanismo de proteção não consegue impedir que venham a emergir na consciência.

Até aqui podemos avaliar que a indicação da necessidade do esquecimento de nossas vidas passadas como dádiva de Deus aos espíritos, está relacionada, principalmente, ao retorno do Espírito à vida corporal como forma de possibilitar sua nova existência e não como uma impossibilidade geral. 


Ä Regressão de Memória: 

Mediante os argumentos apresentados no tópico anterior formulamos a questão: Será então que ao nos utilizarmos da regressão da memória nas terapias de vidas passadas, não estaremos contra as determinações da Lei Natural ou Divina?

Ao responder a essa questão devemos empregar o bom senso, como nos ensinou Kardec. A regressão de memória não parece ser um erro, desde que ela se destine à possibilidade de minimizar o sofrimento de alguém. Só temos que nos preocupar, nesse caso, com a instrução dos espíritos no tocante ao "fim útil" que deve caracterizar o trabalho que traz à tona as lembranças do nosso passado. 


Ä Análise dos inconvenientes da regressão: 

Um dos inconvenientes da regressão de memória feita indiscriminadamente refere-se exatamente ao fato de que nem todos os que habitam a Terra têm um arcabouço (p. ext. - estrutura. (Var.: arcaboiço.) psíquico capaz de suportar a lembrança dos fatos traumáticos, dolorosos ou perniciosos (adj. Nocivos; ruinosos; funestos. (Do lat. perniciosu.)do passado.

As lembranças dolorosas ou geradoras de culpa podem desorganizar completamente a personalidade atual, gerando desequilíbrio psíquico que se manifesta sob forma das mais diversas denominações no campo da psicopatologia (s. f. Estudo psicológico das doenças mentais. (Do gr. psyche+pathos+logos.).

Outro inconveniente, que deve ser bastante considerado, é a dos efeitos desastrosos para nossas relações sociais, caso nos lembrássemos de nossos atos precedentes. A falta de uma ética na consideração deste aspecto no trabalho com regressão de memória pode trazer prejuízos a estas relações sociais.

Numa TVP (Terapia de Vidas Passadas), nunca se deve privilegiar o conhecimento de datas, locais ou a identificação de membros de nossa relação atual nos personagens do passado.

Quando essa identificação acontece naturalmente, não é valorizada e representa apenas uma necessidade do inconsciente para a superação do problema em foco. 

Assim como nos trabalhos doutrinários de orientação a espíritos sofredores, não nos preocupamos em identificar as entidades, não nos preocupando com nomes, locais, datas, mas sim exclusivamente com os seus sentimentos, também nas TVP esse cuidado deve ser seguido e esta é a maior contribuição da Doutrina Espírita nessa nova modalidade terapêutica.

Jorge Andréa no seu livro "Palingênese a Grande Lei", nos chama a atenção para o cuidado que se deve ter quando acionamos os mecanismos de nossas memórias pretéritas:

"...Poderíamos mesmo asseverar que o esquecimento das vidas pregressas do reencarnado seria a maior das perfeições do mecanismo palingenético: determinada existência representa um estágio de trabalho, que não dever ser maculado (s. f. Manchado, desdourado, deslustrado.) com lembranças negativas, quase sempre deprimentes. Aquele que por acaso conseguisse a lembrança integral da maioria de suas vivências passadas, sem um preparo ou condição apropriada, sofreria, inevitavelmente um vórtice (s. m. Furacão; turbilhão; voragem; redemoinho. (Do lat. vortice.) demolidor e asfixiante nos centros emocionais do EU".

Nessa mesma obra, o Dr. Jorge Andréa descreve suas próprias experiências e pesquisas com regressão de memória utilizando como instrumento a hipnose, na década de 60, em um indivíduo com alguns problemas físicos (alergia por exemplo). Sua preocupação estava na comprovação do fenômeno da palingênese (reencarnação). Apesar de não ter conseguido concluir suas pesquisas, verificou a redução de alguns sintomas físicos relacionados às experiência vividas em regressão pelos indivíduos submetidos à experiência. Na citação feita acima, vemos como ele destaca a importância de um preparo ou condições para vivenciar os conteúdos de vidas passadas. Além do mais, ele se refere textualmente "à lembrança integral da maioria das vivência passadas", fato que não é possível aos seres que como nós estamos engatinhando no processo evolutivo, e, como nos ensina o Livro dos Espíritos (pergunta 394) só é permitido aos Espíritos Superiores.

Na regressão de memória é importante considerarmos que não vamos propriamente ao passado, é o passado que vem até nós.

Se, como sabemos, os problemas de nossa vida atual têm sua origem no passado, os sintomas que eles desencadearam são seus representantes. São eles, os sintomas, que alertam sobre a existência de um desequilíbrio mais profundo. Assim, quando fizermos uma regressão a uma vida passada, não estamos indo necessariamente ao passado, mas é o passado que está se tornando presente pelo sofrimento que determina. 


Ä A Doutrina Espírita e os benefícios da TVP: 

Vimos até aqui, os inconvenientes da regressão de memória feita sem ética ou cuidado e a recomendação dos Espíritos nesse sentido, e nos perguntamos agora: - Será que existem pontos da Doutrina que, ao contrário, poderiam sugerir uma indicação à utilização da regressão de memória e consequentemente da TVP?

Verificamos na rica literatura espírita, quer por autores espirituais, através de obras psicografadas por médiuns consagrados, dada sua dedicação e seriedade à causa espírita, quer por autores e pesquisadores encarnados opiniões incontestavelmente favoráveis a utilidade da Regressão de Memória e da TVP, quando necessárias ao nosso desenvolvimento espiritual.

Dentro do próprio Livro dos Espíritos na questão 395, encontramos o seguinte:

P. 395 – "Podemos ter algumas revelações a respeito de nossas vidas anteriores?"

A resposta dos Espíritos é a seguinte:

R. "Nem sempre. Contudo, muitos sabem o que foram e o que faziam. Se lhe permitisse dizê-lo abertamente, extraordinárias revelações fariam sobre o passado."

Ao responderem "nem sempre", os Espíritos estão afirmando, por exclusão, que algumas vezes podemos ter revelações sobre nossas vidas passadas. Como em toda obra de Kardec, vemos que os Espíritos sempre que necessário colocam-nos conceitos gerais cujo detalhamento depende de nosso desenvolvimento intelectual e moral, gradual e constante. Não caberia aos objetivos de uma obra ao mesmo tempo tão abrangente e tão profunda penetrar nos detalhes de todas as coisas. Parece que os Espíritos só procuram ser enfáticos naquelas questões que seriam fundamentais aos entendimento dos princípios básicos da Doutrina. No caso em questão, parece que nosso desafio seria o de descobrir em quais situações nos seriam proveitosas e válidas as revelações do passado. 

Já em O Livro dos Médiuns, Kardec trata, no capítulo intitulado "perguntas que se podem fazer aos Espíritos", da questão de conhecermos o conteúdo de nosso passado. "15 a) - Podem os Espíritos dar-nos a conhecer as nossas existências passadas? R. Deus algumas vezes permite que elas vos sejam reveladas, conforme o objetivo.

b) – Assim como não podemos conhecer nossa individualidade anterior, segue-se que também nada podemos saber do gênero de existência que tivemos, da posição social que ocupamos e dos defeitos que em nós predominam?

R. Não, isso pode ser revelado, porque dessas revelações podeis tirar proveito para vos melhorardes."

Como podemos ver de acordo com a informação dos Espíritos a Kardec, a revelação dos conteúdos de vida passada, mesmo nossas posições sociais (nem sempre das quais podemos nos vangloriar) e nossos defeitos do passado, podem ser úteis ao nosso melhoramento atual no processo de evolução. Tudo depende, portanto, do modo e do objetivo com que esse conhecimento é empregado.

Léon Denis, contemporâneo de Kardec, já observava a importância que estes estudos e pesquisas a respeito das vidas passadas poderiam ter no futuro. Conhecido como "O Apóstolo do Espiritismo", "O Consolidador" e "O Filósofo do Espiritismo" por sua produção escrita e falada em favor da Doutrina dos Espíritos, Léon Denis descreve com detalhes, em uma de suas obras mais importantes, "O Problema do Ser, do Destino e da Dor", diversos estudos sobre provas experimentais para a comprovação das chamadas vidas sucessivas. Além de detalhar fenômenos em que os indivíduos entravam em um estado alterado de consciência associado à lembrança de vidas passadas, ele cita alguns importantes pesquisadores da época que estudavam a regressão de memória, através de técnicas hipnóticas. Ao invés de uma oposição a esses estudos, o autor constata que "estas experiências hão de, provavelmente, multiplicar-se dia para dia", ressaltando porém a necessidade de precaução e rigor científico na observação e experimentação destes fenômenos.

Para concluir, trazemos a palavra de um Espírito muito estimado nos meios espíritas por todo seu exemplo durante a vida encarnada e, principalmente, por sua atividade enquanto desencarnado no alívio dos sofrimentos humanos: Dr. Bezerra de Menezes. Através do Espírito Manoel Philomeno de Miranda e psicografia de Divaldo Pereira Franco. Bezerra de Menezes resume muito bem a possibilidade da utilização do recurso terapêutico da regressão de memória quando comenta um caso de AJUDA ESPIRITUAL que estão acompanhando:

"A Terapia de vidas passadas é conquista muito importante, recentemente lograda pelos nobres estudiosos das "ciências das almas". Como ocorre com qualquer terapêutica, tem os seus limites identificados, não sendo uma panacéia (s. f. Planta imaginária, a que os antigos atribuíam a virtude de curar todas as doenças; (p. ext.) remédio para todos os males. (Do lat. panacea.) capaz de produzir milagres. Em grande número de casos, os seus resultados são excelentes, principalmente pela contribuição que oferece, na área das pesquisas sobre a reencarnação, entre os cientistas. Libera o paciente de muitos traumas e conflitos, propiciando a reconquista do equilíbrio psicológico, para a regularização dos erros pretéritos, sob outras condições. Mesmo aí, são exigidos muitos cuidados dos terapeutas, bem como conhecimento das leis de reencarnacionismo e da obsessão, a fim de ser levado a bom termo o tratamento, nesse campo. Outrossim, nesta, mais do que em outras, a conduta moral do agente deve ser superior, de tal forma que não se venha a enredar com os consórcios espirituais do seu paciente, ou que perca uma pugna (s. f. peleja; combate. (Do lat. pugna.), num enfrentamento com os mesmos, que facilmente se interpõem no campo das evocações trazidas à baila ((loc. adv.) a propósito.) ...

Ainda devemos considerar que cristalizações de longo período, no inconsciente, não podem ser arrancadas com algumas palavras e induções psicológicas de breve duração. Neste setor, além dos muitos cuidados exigíveis, o tempo é fator de alto significado, para os resultados salutares que se desejam alcançar." (do livro Loucura e Obsessão, página 91). 

Pelo que temos verificado até este ponto, a TVP não é contrária à Doutrina Espírita, e poderá trazer muitos benefícios à humanidade sofredora, desde que sejam observados diversos pontos julgados delicados pelos espíritos, que nos orientam para os cuidados necessários na tentativa que fazemos para aliviar os sofrimentos do homem. A TVP só deve ser praticadas quando realmente o conteúdo inconsciente do passado esteja impedindo o processo de conscientização e de evolução do homem, fixando-o nos processos de sofrimento. 

A questão não é se podemos ou não fazer uma regressão de memória, mas sim quando podemos ou devemos fazê-la e ainda com quem faremos esse tipo de terapia.




BIBLIOGRAFIA:


Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – Parte Segunda, capítulo VII – Da volta do Espírito à vida corporal – Esquecimento do passado. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

IDENTIFICAÇÃO DOS FLUÍDOS

IDENTIFICAÇÃO DOS FLUÍDOS

Introdução:

Ä Pensamento, Sintonia e Energias.

O ser humano é um complexo, que pode ser avaliado sobre diferentes visões: científica, religiosa, filosófica, holística, etc. Cada visão tem suas particularidades e abordagens, que enfatizam as "cores" da sua proposta ou linha de pensamento.

No entanto, um ponto de convergência começa a se consolidar como aceito pela maioria das visões: o componente energético do ser humano, e as sua interfaces com a natureza e com os outros seres da criação.

Com o desenvolvimento científico e os avanços tecnológicos, cada vez mais se estuda, diagnostica e teoriza sobre energias no complexo humano, como o pensamento emite energias, como se sintoniza e absorve energias do ambiente, etc.

O espiritismo kardecista enfatiza a questão energética do ser humano, colocando o componente energético e suas relações como tão ou mais importante que o componente material (físico, orgânico).

A base dos sistemas de auto-ajuda está na mentalização positiva, ou seja, na geração de energias positivas ao redor da pessoa.

A natureza é um imenso oceano de vibrações e energias, onde os seres transitam, influenciando e sendo influenciado por essa torrente energética e vibratória.

A física quântica, com suas teorias complexas e revolucionárias, traz à luz da discussão científica, o componente não material nos fenômenos da natureza, o elemento "organizador" da estrutura material e de seus fenômenos.

As colocações que fizemos até agora visam chamar nossa atenção para a questão energética e sua influência e relações em nossa vida. Vamos abordar a questão específica dos nossos pensamentos e de nossa sintonia energética e vibratória.

O ser humano absorve energias das mais diversas, de forma automática, e as metaboliza em sua estrutura energética, que o espiritismo denomina de perispírito. Essa absorção e metabolização fazem parte normal do funcionamento do complexo humano, ocorrendo de maneira automática, ou seja, é um processo inconsciente ou transparente, numa linguagem mais moderna, que ocorre independente da percepção ou decisão voluntária da pessoa.

Essas energias absorvidas são constituídas das energias e vibrações do ambiente em que estamos inseridos, e se constituem de elementos presentes na natureza (como o Fluído Cósmico Universal, radiações eletromagnéticas, etc.), de fluídos (emissões energéticas de processos orgânicos ou perispirituais de outros seres da criação) e de vibrações e pensamentos advindos de outros seres humanos ou espíritos.

A metabolização no nosso complexo transforma essas energias absorvidas em componentes específicos da nossa "circulação" energética, distribuindo estes em todo o nosso organismo físico e perispiritual, servindo como verdadeiro "alimento" para o complexo humano.

Por ser um processo automático, a absorção de energias pelo nosso organismo está ajustado, naturalmente e automaticamente, ao padrão energético e vibratório específico do indivíduo, ou seja, ao nível vibratório correspondente ao seu estado mental e espiritual do momento.

Isso significa dizer que as energias absorvidas pelo indivíduo são do mesmo padrão vibratório em que ele se encontra no momento, ou seja, nosso complexo energético tem uma espécie de "filtro", que deixa passar apenas as energias com as quais afinamos e sintonizamos.

Evidentemente, um estado de desequilíbrio no nosso campo mental e espiritual, promove imediatamente um reajuste no nosso sistema energético, o que nos leva também a sintonia com determinado tipo de energia, que passará a ser "filtrada" para o nosso sistema energético, incorporando-se, pela metabolização ao sistema perispiritual e físico.

O equilíbrio ou o desequilíbrio no campo mental e espiritual do indivíduo determina, portanto, que "qualidade" ou "tipo" de energia será absorvido por ele.

Se estivermos equilibrados, harmonizados, vibrando no bem, nosso "filtro" promove a absorção de boas energias, correspondentes ao nosso "patamar vibratório", bloqueando a absorção de padrões energéticos "ruins".

Se estivermos desequilibrados, desarmonizados, invigilante com nossos pensamentos, nosso patamar vibratório se ajusta com energias "ruins", e nosso filtro bloqueia a absorção das energias boas e promove a assimilação de energias desequilibradas.

É fácil deduzir que se absorvemos um determinado padrão energético, com uma certa "qualidade", seja ela positiva (boa) ou negativa (ruim), a metabolização dessas energias produz componentes energéticos de qualidade similar, que se distribuem pelo nosso organismo físico e perispiritual, afetando-o com a qualidade inerente ao tipo e qualidade da energia absorvida.

Também podemos inferir que o padrão vibratório/energético absorvido, uma vez metabolizado em nosso complexo perispirítico, reforça o estado vibratório (patamar) que permitiu sua absorção, ou seja, reforçamos o estado de equilíbrio ou desequilíbrio em que nos encontramos. Por isso é necessária a vigilância constante sobre nossa sintonia mental/espiritual, para que não nos deixemos levar pelos pensamentos inadequados, pelas vibrações negativas, pelos sentimentos menos dignos, pelas emoções descontroladas, pois isso permitirá que iniciemos um processo de absorção de energias negativas, que por sua vez reforçam nosso estado de desequilíbrio, o que pode, em persistindo esta situação, colocar-nos em contato com seres desequilibrados, causar-nos doenças e desequilíbrios físicos, psíquicos e espirituais.

Em contrapartida, a vigilância para que nosso pensamento, nossa sintonia permaneça sempre elevada, voltada à prática do bem, do amor e da caridade, permite que, constantemente, fiquemos sintonizados e absorvendo as energias equilibradas, o que reforça nosso equilíbrio e bem estar físico, psíquico e espiritual, trazendo a sensação agradável de estar em sintonia com energias elevadas. Esse é o retorno, a recompensa imediata de quem pratica o amor e a caridade. Traz o prazer em se praticar o bem.

Ao entender estes mecanismos, podem afirmar que é muito importante que busquemos, com um esforço constante, com muita consciência, uma mentalização positiva para o nosso foco mental, para os nossos pensamentos, em todas as etapas e momentos de nossa vida, em casa, no trabalho, no lazer, no trânsito..., De modo a garantir a sintonia com um patamar energético mais elevado, com a conseqüente absorção e metabolização de energias benéficas e reforçadoras de nosso comportamento no caminho do bem.

De outra forma, deve ser evitado que nosso foco mental vague em paragens menos dignas. Temos que zelar para que nosso pensamento não seja direcionado para as coisas negativas e destruidoras. Não devemos focar a negatividade, os problemas, as inconformidades, nem sintonizar com a desgraça, pois nesse caso nos comportaremos como urubus, que voam alto apenas para focalizar a carniça, para dela se alimentar.

Pensamento no bem, pensamento calmo, pensamento positivo, pensamento criador, foco no amor e na caridade. Esse é o caminho da mentalização, da sintonia e da absorção das boas energias. Lembremo-nos que as palavras expressam pensamentos. Que saiam de nossas bocas as boas palavras e de nosso coração as boas atitudes.

Devemos sempre ter em mente que a energização que nos envolverá, depende, em cada instante, apenas de nossa atitude mental, e que na aplicação prática de nossa vida, a ligação com o alto se faz na aplicação das boas virtudes, com o exercício constante do bem, seja em que atividade estiver.

Nosso bem estar depende apenas de nós mesmos.

Ä NOÇÕES SOBRE FLUIDOS – EXTERIORIZAÇÃO

Todos vivemos em um universo constituído de partículas, raios e ondas que não conseguimos perceber normalmente.

A própria matéria é constituída de pequenas porções chamados átomos, que são tão pequenas que não podem ser vistas.

Mas, mesmo assim, sabemos que a matéria compacta que conhecemos e que compõe uma cadeira, uma mesa, um papel, etc., é formada pela união dessas partículas. Elas não são imóveis, pelo contrario, a velocidade intensa que as anima, faz com que pareçam estar em muitos lugares ao mesmo tempo, dando aos nossos sentidos, a impressão de continuidade da matéria (lembrar as pás de um ventilador desligado, quando então se pode passar os dedos entre elas, pelos espaços vazios, o que não se consegue quando o aparelho está ligado).

Estamos imersos em um mundo de matéria sutilizada, refinada, invisível, porém, real, e que tem como fonte primeira, uma substancia que é denominado Fluido Cósmico Universal (FCU), que dá todas as formas materiais já conhecidas e, provavelmente, muitas outras que ainda nos são desconhecidas, e também a energia nas variadas formas em que se manifesta.

Os fluidos nada mais são que formas energéticas dessa substancia primordial que o perispírito automaticamente absorve do meio ambiente, transforma de acordo com o padrão vibratório espiritual em que se encontra e irradia em redor de si formando uma verdadeira esteira psíquica ou hálito mental.

Os fluidos estão sujeitos a impulsão da mente do Espírito, quer encarnado ou desencarnado; o pensamento e as emoções dão-lhes uma determinada estrutura de maior ou menor densidade, conforme a pureza ou harmonia com que são emitidos. Quanto mais elevados são os pensamentos e as emoções, os fluidos são mais harmônicos, agradáveis, luminosos, saudáveis. Quanto mais inferiores, mais desarmônicos, desagradáveis, doentios.

Constantemente estamos irradiando de nós o que realmente somos, e impregnando com esse fluido particular as coisas, o ambiente, os objetos e influindo sobre as pessoas que aceitam e assimilam essa energia.

Educando o nosso pensamento, podemos irradiar uma quantidade maior de fluidos de qualidade superior, que metabolizamos com a nossa mente. Daí, a importância de mantê-la sempre em estado de elevação.

Ä IDENTIFICAÇÃO DE FLUIDOS – PERCEPÇÃO E ANÁLISE.

Estamos mergulhados em uma atmosfera fluídica da qual absorvemos automaticamente energias que metabolizamos dando-lhes características particulares.

Assim é que cada um de nós vive na atmosfera psíquica que cria e recebe na proporção exata do que tenha semeado.

Todavia, é preciso salientar que não vivemos isolados, e sim que agimos e reagimos uns sobre os outros. Essa ação, porém, se subordina a lei de afinidade segunda a qual os semelhantes se atraem e os contrários se repudiam.

No fenômeno mediúnico, durante o transe, ocorre uma exteriorização mais ou menos acentuada do perispírito do médium, ampliando-lhe percepções que se acham atenuadas em face do maior estreitamento vibratório que o corpo físico condiciona. O médium nesse estado tem uma percepção mais acurada e sente em todo o seu corpo, uma sensação de maior vibratilidade, conseguindo entrar em contacto com os Espíritos pela associação das correntes fluídicas, identificar-lhes a intenção sentir-lhes o "peso especifico", sabendo que este tanto maior será quanto mais grosseiros e desagradáveis forem os fluidos.

Os fluidos projetados de uma pessoa combinam-se com os de outras e com os dos Espíritos presentes, formando assim o ambiente fluídico local, que pode ser percebido pelo médium que está com seus sentidos mais aguçados.

A prática ensina aos médiuns como devem diferenciar os vários tipos de Espíritos, segundo os fluidos que lhes são particulares. De uma forma geral, são as seguintes sensações que diferenciam os bons e elevados dos maus e atrasados: Os bons irradiam em torno de si fluidos leves, agradáveis, suaves, calmos, harmônicos e o médium tem uma sensação de bem-estar geral e euforia espiritual, podendo, então, se entrar na faixa mental do Espírito, perceber-lhe as idéias, intenções e sentimentos. Os maus irradiam em torno de si fluidos pesados, desagradáveis, fortes, violentos, desarmônicos e o médium tem uma sensação de mal-estar geral, ansiedade, desassossego, nervosismo, cabeça pesada, pálpebras chumbadas, bocejos freqüentes e arrepios.

O médium em desenvolvimento, após a concentração e a prece, ficará em atitude passiva, relaxada física e psiquicamente, procurando se colocar em condições de perceber o ambiente espiritual e o de alguma entidade que porventura dele se aproxime, analisando os efeitos dessa influencia, a ela se associando ou rechaçando.



Ä TIPOS DE FLUIDOS – FORMA DE ABSORVÊ-LOS OU RECHAÇÁ-LOS

Os fluidos se diferenciam de acordo com a condição espiritual de quem os emite ou de acordo com o tipo de ação que a mente sobre eles impõe.

As mais variadas categorias de fluidos existem, pois cada uma servindo como vestimenta dos sentimentos, pensamentos e ações de cada um de nós.

De acordo com a freqüência vibratória em que eles se situam, no plano espiritual e para os VIDENTES encarnados, se apresentam em cores com os mais variados matizes, cada uma delas significando determinados sentimentos predominantes. Cores escuras, fortes e violentas, sentimentos maus e agressivos; cores suaves, alegres e brilhantes, sentimentos elevados.

Cada um de nós é um dinamopsiquismo emissor e receptor permanente; daí, não apenas recebemos influencias dos outros, mas também sobre eles mantemos as nossas influenciações.

Quando estamos em situação favorável, mediunicamente falando, isto é, com parcial ou total exteriorização do nosso perispírito, percebemos os fluidos emitidos por uma entidade ou ambientes, a eles nos associando ou não, dependendo do nosso padrão vibratório. Se vibrarmos na mesma faixa ou padrão, reforçamos as vibrações recebidas e estabelecemos o que se chama de sintonia vibratória, graças ao fenômeno da afinidade. Para tanto, concorrem, não só o nosso estado espiritual como a movimentação de nossa vontade no sentido de aceitar e concordar com a tonalidade vibratória recebida, reforçando-a. Estamos, pois, diante de um fenômeno de absorção fluídica em que os afins se atraem e se somam. Assim, se estivermos em um ambiente onde imperam fluidos de natureza grosseira e inferior, e começarmos a emitir pensamentos infelizes, fatalmente entraremos na mesma faixa vibratória. Se, no entanto, o ambiente estiver saturado de fluidos de natureza superior, de acordo com o nosso padrão vibratório, podemos ou não, perceber-lhes a existência e sentir-lhes a influencia, podendo no caso positivo, absorve-los se nos elevarmos até a faixa vibratória que lhes é própria às custas de bons pensamentos, boas idéias, bons sentimentos.

O rechaçamento se faz automaticamente ou voluntariamente, lembremos que força contraria se repelem.

Notar a diferença que há entre perceber e absorver, isto porque, no primeiro caso, atua o médium como passivo, apenas percebendo as vibrações em derredor, dentro de um certo limite, é bem verdade; e no caso de absorção, ele não apenas percebe, como atrai para si a corrente fluídica através da graduação que dá à sua mente pela força da sua vontade.

Assim cada médium recebe de acordo com as suas obras, segundo o preceito evangélico, não havendo privilégios nem esquecimentos na Lei de Justiça e Harmonia Supremas.


Ä Bibliografia:

Carlos Augusto Parchen Dezembro de 2000 Centro Espírita Luz Eterna – CELE. 13.ª sessão de exercício prático do Coem - Emmanuel, psicografia de Francisco C. Xavier "Seara dos Médiuns" Cap. 38; André Luiz, "Nos Domínios da Mediunidade (introdução)" - 14.ª sessão de exercício prático do Coem. - Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, "Seara dos Médiuns, Pág. 205(IMÃ0); Roque Jacinto", Desenvolvimento Mediúnico, Cap. 14. - 15.ª sessão de exercício prático do Coem - Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, "Fonte Viva", Caps. 86 e 117; Allan Kardec, "A Gênese", Cap. XIV.

Ä BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

A Gênese – Allan Kardec. Cap. XIV
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec. Perguntas 27 e 427.
O Livro dos Médiuns – Allan Kardec. Perguntas 74 e 98.
A Alma é Imortal – Gabriel Della

Alma,principio vital.

Há outra palavra sobre a qual igualmente devemos entender-nos, porque é uma das chaves de toda doutrina moral e tem suscitado numerosas controvérsias, por falta de uma acepção bem determinada; é a palavra alma. A divergência de opiniões sobre a natureza da alma provém da aplicação particular que cada qual faz desse vocábulo. Uma língua perfeita, em que cada idéia tivesse a sua representação por um termo próprio, evitaria muitas discussões; com uma palavra para cada coisa, todos se entenderiam.
Segundo uns, a alma é o princípio da vida orgânica material; não tem existência própria e se extingue com a vida: é o puro materialismo. Nesse sentido e por comparação, dizem de um instrumento quebrado, que não produz mais som, que ele não tem alma. De acordo com esta opinião, a alma seria um efeito e não uma causa.
Outros pensam que a alma é o princípio da inteligência, agente universal de que cada ser absorve uma porção. Segundo estes, não haveria em todo o universo senão uma única alma, distribuindo fagulhas para os diversos seres inteligentes, durante a vida; após a morte, cada fagulha volta à fonte comum, confundindo-se no todo, como os córregos e os rios retornam ao mar de onde saíram. Esta opinião difere da precedente em que, segundo esta hipótese, existe em nós algo mais do que a matéria, restando qualquer coisa após a morte; mas é quase como se nada restasse, pois não subsistindo a individualidade não teríamos mais consciência de nós mesmos. De acordo com esta opinião, a alma universal seria Deus e cada ser uma porção da Divindade; é esta uma variedade do Panteísmo.
Segundo outros, enfim, a alma é um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva a sua individualidade após a morte. Esta concepção é incontestavelmente a mais comum, porque, sob um nome ou outro, a idéia desse ser que sobrevive ao corpo se encontra em estado de crença instintiva, e independente de qualquer ensinança, entre todos os povos, qualquer que seja o seu grau de civilização. Essa doutrina, para a qual a alma é causa e não efeito, éa dos espiritualistas.
Sem discutir o mérito dessas opiniões e não considerando senão o lado lingüístico da questão, diremos que essas três aplicações da palavra alma constituem três idéias distintas, que reclamariam cada uma um termo diferente.
Essa palavra tem, portanto, significação tríplice, e cada qual está com a razão, segundo o seu ponto de vista ao lhe dar uma definição; a falha se encontra na língua, que não dispõe de mais de uma palavra para três idéias. Para evitar confusões, seria necessário restringir a acepção da palavra alma a uma de suas idéias. Escolher esta ou aquela é indiferente, simples questão de convenção, e o que importa é esclarecer. Pensamos que o mais lógico é tomá- la na sua significação mais vulgar, e por isso chamamos ALMA ao ser imaterial e individual que existe em nós e sobrevive ao corpo. Ainda que este ser não existisse e não fosse mais que um produto da imaginação, seria necessário um termo para designá-lo.
Na falta de uma palavra especial para cada uma das duas outras idéias, chamaremos:
Princípio vital, o princípio da vida material e orgânica, seja qual for a sua fonte, que é comum a todos os seres vivos, desde as plantas ao homem. A vida podendo existir, sem a faculdade de pensar, o princípio vital é coisa distinta e independente. A palavra vitalidade não daria a mesma idéia. Para uns, o princípio vital é uma propriedade da matéria, um efeito que se produz quando a matéria se encontra em dadas circunstâncias; segundo outros, e essa idéia é a mais comum, ele se encontra num fluido especial, universalmente espalhado, do qual cada ser absorve e assimila uma parte durante a vida, como vemos os corpos inertes absorverem a luz. Este seria então o fluido vital, que, segundo certas opiniões, não seria outra coisa senão o fluido elétrico animalizado, também designado por fluido magnético, fluido nervoso etc.
Seja como for, há um fato incontestável, pois resulta da observação: é que os seres orgânicos possuem uma força íntima que produz o fenômeno da vida, enquanto essa força existe; que a vida material é comum a todos os seres orgânicos, e que ela independe da inteligência e do pensamento; que a inteligência e o pensamento são faculdades próprias de certas espécies orgânicas; enfim, que, entre as espécies orgânicas dotadas de inteligência e pensamento, há uma dotada de um senso moral especial que lhe dá incontestável superioridade perante as outras, e que é a espécie humana.
Compreende-se que, com uma significação múltipla, a alma não exclui o materialismo, nem o panteísmo. Mesmo o espiritualista pode muito bem entender a alma segundo uma ou outra das duas primeiras definições, sem prejuízo do ser material distinto, ao qual dará qualquer outro nome. Assim, essa palavra não representa uma opinião: é um Proteu, que cada qual ajeita a seu modo, o que dá origem a tantas disputas intermináveis.
Evitaríamos igualmente a confusão, mesmo empregando a palavra alma nos três casos, desde que lhe ajuntássemos um qualificativo para especificar a maneira pela qual a encaramos ou a aplicação que lhe damos. Ela seria então um termo genérico, representando ao mesmo tempo o princípio da vida material, da inteligência e do senso moral, que se distinguiriam pelo atributo, como o gás, por exemplo, que se distingue ajuntando-se-lhe as palavras hidrogênio, oxigênio eazoto. Poderíamos dizer, e talvez fosse o melhor, a alma vital para designar o princípio da vida material, a alma intelectual para o princípio da inteligência, e aalma espírita para o princípio da nossa individualidade após a morte. Como se vê, tudo isto é questão de palavras, mas questão muito importante para nos entendermos. Dessa maneira, a alma vital seria comum a todos os seres orgânicos: plantas, animais e homens; a alma intelectual seria própria dos animais e dos homens, e a alma espírita pertenceria somente ao homem.
Acreditamos dever insistir tanto mais nestas explicações, quanto a Doutrina Espírita repousa naturalmente sobre a existência em nós de um ser independente da matéria e que sobrevive ao corpo. Devendo repetir freqüentemente a palavra alma no curso desta obra, tínhamos de fixar o sentido em que a tomamos, a fim de evitar qualquer engano.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

pense nisso...

Seja ético. A vitória que vale a pena, é a que aumenta sua dignidade,e reafirma valores profundos, pisar nos outros para subir, desperta o desejo de vingança.

Estude sempre e muito. A glória pertence aqueles que tem um trabalho especial para oferecer.

Acredite sempre no Amor. Nós não fomos feitos para a solidão. Se você esta sofrendo por amor, esta com a pessoa errada ou amando de forma ruim para você. Caso tenha se separado, curta a dor, mas se abra para outro Amor.

Seja grato a quem participa de suas conquistas. O verdadeiro campeão sabe que as verdadeiras Vitórias são alimentadas pelo trabalho em equipe. E agradecer é a melhor maneira de deixar os outros motivados.

Eleve suas expectativas. Pessoas com sonhos grandes, tem energia para crescer! Os perdedores dizem: Isso não é para nós!Os vencedores pensam em como realizar seu objetivo!

Curta muito a sua companhia! Casamento dá certo para quem não é dependente. Tenha metas claras, a história da humanidade é cheia de vitórias desperdiçadas. Amores que não geram relações enriquecedoras, talentos que não levaram carreiras ao sucesso.Ter objetivos evita desperdício de tempo, energia e dinheiro.

Cuide bem do seu corpo! Alimentação, sono e execício são fundamentais para um vida saudável. Seu corpo é seu templo. Gostar da gente, deixa as portas abertas, para os outros gostarem também.

Declare seu amor! Cada vez mais devemos exercer nosso direito de buscar o que queremos. Sobretudo no amor! Mas atenção! Elegância e bom senso são fundamentais.

Amplie os seus relacionamentos profissionais. Os amigos são a melhor referência em crises e a melhor frente de oportunidades na expansão. Ter bons contatos é essencial nos momentos decisivos.

Seja simples. Tire de sua vida, tudo o que lhe dá trabalho e preocupação desnecessários.Não imite o modelo masculino do sucesso, os homens fizeram sucesso à custa de solidão e da restrição de sentimentos. O preço tem sido alto. Infartos, suicídios. Sem dúvida temos mais a aprender com as mulheres do que elas conosco.

Preserve a sensibilidade feminina, é mais natural e mais criativa. 

Tenha um orientador, viver sem, é decidir na neblina, sabendo que o resultado só será conhecido, quando pouco resta a fazer. Procure alguém de confiança, de preferência mais experiente e mais bem sucedido para lhe orientar nas decisões, caso você precise.

Jogue fora o vício da preocupação! Viver tenso e estressado esta virando moda. Parece que ser competente e estar de bem com a vida são coisas incompatíveis! Bobagem!!!!!!!! Defina suas metas. Conquiste-as. E deixe as neuras para quem gosta delas.O Amor é um jogo COOPERATIVO. Se vocês estão juntos é para jogar no mesmo time.

Tenha amigos vencedores, aproxime-se de pessoas com alegria de viver. 

Resolva! A Mulher ou Homem do Milênio, vai limpar de sua vida, situações e os problemas desnecessários. Aceite o ritmo do Amor, assim como ninguém vai empolgadíssimo todos os dias para o trabalho, ninguém estará sempre no auge da paixão. Cobrar de si e do outro, viver nas nuvens, é o começo de muita frustração.Celebre as Vitórias! Compartilhe o Sucesso! Mesmo as pequenas conquistas com as pessoas queridas.

Grite! Chore! Encha-se de Alegria para os desafios seguintes. 

Perdoe. Se você quer continuar com uma pessoa, enterre o passado,para viver feliz. Todo mundo erra. A gente também.ARRISQUE! O Amor não é para covardes. Quem fica à noite em casa sozinho,só terá que decidir que pizza pedir, e o único risco será o de engordar.

Tenha uma vida Espiritual, conversar com Deus e seus Amigos Espirituais,é o Máximo! Especialmente para agradecer.

Reze antes de dormir, faz bem ao sono, e a alma. Coração e meditação são fontes de inspiração. Dá Paz, Amor e Harmonia, Sempre!

O Espiritismo e o Evangelho.


Pergunta: - Quais foram os principais motivos que fizeram Allan Kardec preferir o Evangelho de Jesus para fundamentar a moral de sua doutrina?

Ramatís: - Em primeiro lugar, porque os ensinamentos de Jesus, assim como os postulados espíritas, são simples e destituídos de fórmulas ou símbolos complicados. Ademais, Jesus não exigia que os homens se tornassem santos ou heróis sob a influência imediata de suas palavras. Ele ensinava os predicados do Céu no seio da vida em comum, nas ruas, nas estradas, nos campos, nos lares ou à beira das praias. O Mestre preferiu conviver entre o povo aflito e sofredor e que pedia consolações, em vez de interessar-se pelos poderes políticos ou complicações religiosas do mundo. Suas máximas eram simples, compreensivas e fluíam diretamente para o coração dos homens, através de recomendações inesquecíveis como "Ama ao próximo como a ti mesmo", "Faz aos outros o que queres que te façam", "Quem se humilha será exaltado" ou "Cada um colhe conforme suas obras".

Jamais outro Código Moral tão sublime poderia fundamentar o espiritismo, cuja doutrina também é um modelo de simplicidade, lógica e libertação. A verdade é que nenhuma moral ensinada pelos espíritos poderia se comparar com a prédica evangélica que Jesus expôs aos terrícolas. Allan Kardec, mais uma vez, comprovou a sua elevada missão entre os homens quando escolheu o Evangelho de Jesus para orientar as atividades espíritas.

Bem, creio que o texto é auto-explicativo, me resguardo a dizer apenas que, Allan Kardec ao escrever o Evangelho Segundo o Espiritismo, tinha com certeza o aporte por parte do espírito da verdade ao lhe intuir todo o direcionamento para este trabalho tão importante nas searas espíritas plantadas por todo o mundo.

domingo, 21 de setembro de 2014

Baixe este livro e tenha um otimo livro para estudo ,espirita e espiritualista!

Para que busca um leitura do estudo espiritual e espirita leia este livro e os outros da trilogia é otimo ,eu recomendo .
http://baixarlivrosgratis.blogspot.com.br/2010/03/download-gratis-livro-legiao-robson.html.
seja curioso e abaixe esse livro e otima leitura .

Aprendendo com as emoções

 Muitas vezes nos deparamos com dificuldades intransponíveis que nos levam à busca de auxílio para  nos equilibrarmos. E, uma dessas terapias alternativas tem sido a freqüência aos centros espíritas Assim, nele chegamos com altas expectativas de melhora, depositando na casa ou em um de seus dirigentes, toda a responsabilidade de cura e reequilíbrio.Passadas algumas semanas ou meses, nos deparamos com a distância imensa entre o que esperávamos conseguir e o que realmente atingimos e, algumas vezes,  saímos por aí criticando e adjetivando este e outros centros epíritas de “fracos “. Essa postura crítica decorre do imediatismo natural dos ocidentais e do total desconhecimento a respeito de nós mesmos. Comecemos com uma questã nos conhecemos profundamenteO complexo human razão, emoção e espírito Esse autoconhecimento a que nos referimos não é apenas o comportamental, mas sim o mais amplo possível. Segundo Kardec, somos um complexo humano formado de corpo físico, corpo espiritual ou perispírito e espírito propriamente dito, portanto, paranos conhecermos integralmente é preciso conquistar cultura nesses diversos aspectos de nós mesmos. Perguntamos, entã É preciso estudarmos anatomia, biologia, fisiologia, psicologia, e tantas outras “gias” para nos conhecermos? Muitas vezes um médico ou psicólogo muito estudado e culto mal se conhece ou tem olhos para descobrir e conhecer o próximo ou pelo menos seus pacientes. Entram nesse caso, diversas virtudes espirituais, como por exemplo, o amor ao semelhante, a humildade, a caridade, a paciência, o perdão, etc. Sermos autodidatas e termos humildade para aprender já é um grande caminho para o aprendizado do autoconhecimento. Em seu livro A Gênese, Kardec nos explica que somos espíritos eternos que vêm evoluindo milênio a milênio, vagarosamente, realizando estágios na matéria de diversas formas: mineral, vegetal, animal e recentemente conquistamos a individualidade humana e com certeza, nessa forma iremos estagiar por muitos e muitos milênios mais. Nesse processo evolutivo conquistamos instintos valiosos para chegarmos até a condição de humanos, instintos esses que ainda prevalecem muito em todos nós. Com a experiência reencarnatória estamos aprendendo a transformá-los em emoções e seguidamente em sentimentos, tudo com o desenvolvimento da razão e do conhecimento. Mais ainda adiante, com certeza, conquistaremos a habilidade de transformarmos essas emoções em sentimentos e esses sentimentos em Amor  Verdadeiro. Assim somos nós. Espíritos eternos evoluindo desde o instinto até o amor desinteressado  por nosso próprio esforço. Temos ajuda?  Claro,  constantemente obtemos ajuda, mas a maioria das vezes não temos consciência desse auxílio, que vêm da infinita bondade divina, que coloca junto de nós pessoas e circunstâncias que nos impelem para frente, evitando estacionarmos na ignorância, por medo (o grande vilão), por preguiça mental e física, por orgulho, falta de perdão, mágoas, etc.  Aprender a administrar Autogerenciar nossas emoções é a chave para um bom desempenho em todos os aspectos de nossa vida, inclusive para a harmonia e o progresso espiritual. Uma pessoa totalmente desequilibrada e dominada por emoções fortes e avassaladoras dificilmente conseguirá captar mensagens edificantes e proveitosas para sua vida ao, por exemplo, assistir uma palestra em uma casa espírita, e mais, a captação de fluidos benéficos no momento do passe será grandemente reduzida por desequilíbrios emocionais ou por falta de crença. Nem sempre podemos controlar situações ou controlar outras pessoas, mas podemos controlar nossa maneira de reagir a elas. Portanto essa será sempre a nossa grande e maior conquista: ESCOLHER O NOSSO ESTADO INTERNO E MANTÊ-LO ESTÁVEL CONSTANTEMENTE, COM UM MÍNIMO DE ESFORÇO POSSÍVEL PARA ELIMINARMOS O ESTRESSE (A DOENÇA DO SÉCULO). Um estado de desequilíbrio emocional poderá nos trazer conseqüências funestas como a perda de emprego, dissolução do casamento, desarmonia familiar, prejudicando não apenas nós mesmos como nossos semelhantes e entes queridos. Para aprendermos a gerenciar nossas emoções, e não eliminá-las, é preciso conhecer nossas tendências. O maior inimigo desse conhecimento e a presunção de perfeição. Sócrates, filósofo grego, já ensinava que quem acha que sabe tudo, não sabe nada. Fazer uma falsa imagem de si mesmo é o grande impecilho para a evolução pessoal. Ser realista com nossas próprias tendências, aceitá-las e não nos subestimarmos é o primeiro passo para o domínio dessas forças interiores.   As forças atuantes no corpo Quando abordamos a necessidade de cultura geral para melhorarmos nosso processo evolutivo, nos referimos ao conhecimento de diversos aspectos da natureza que influenciam na exteriorização de nossas emoções, inclusive o aspecto físico, ou melhor ainda, o aspecto fisiológico. O conhecimento de nosso desempenho corporal é de suma importância para distinguirmos o porquê de um desequilíbrio momentâneo. A mulher, por exemplo, é regulada por hormônios que interferem intensamente em suas emoções, chegando a excluir seu livre arbítrio diante da sua natureza reprodutora. Ela não tem opção, a não ser aceitar seu fluxo menstrual, queira ou não a maternidade. A  fisiologia do seu corpo é totalmente voltada à função reprodutiva, e todos os meses,  impreterivelmente, seus hormônios preparam seu organismo para a reprodução, causando uma total modificação em sua fisiologia. Esse ciclo mensal influencia o comportamento emocional, que por sua vez interfere em todos os demais mecanismos, como o mental,  o comportamental,  o psicológico,  e até o espiritual. Muitas mulheres vivem uma vida inteira sendo consideradas desequilibradas ou histéricas, e até acreditando nisso, sendo que são totalmente sãs, possuindo apenas uma somatização desse estado emocional confuso pré-menstrual, desencadeado por uma somatória de motivos, inclusive os fisiológicos. Quantas famílias não teriam sido poupadas da desunião, se os homens e até as próprias mulheres, possuíssem conhecimento dos seus ritmos biológicos ? Esse conhecimento traz a compreensão e a ajuda nesses momentos difíceis. Daí termos ressaltado a importância da cultura geral,  nesse caso a biológica,  para conquistarmos o autogerenciamento das emoções.   Adapte-se ao momento Consciente de estar nesse período propício às tensões,  a pessoa  se  policiará mais e tomará as devidas providências para contornar o problema e evitar que ele interfira nos demais aspectos de sua vida. Outras forças exteriores também interferem em nosso comportamento de maneira contundente, como por exemplo as forças da natureza, a alta pressão do ar, variações bruscas de temperatura, poluição, etc. Quantas vezes demoramos a nos dar conta de que um ambiente de trabalho está envolto por uma excitação geral, influenciando no desempenho dos profissionais, devido a uma inversão térmica? Quando o corpo é atingido por esses fatores exógenos, imediatamente nossas emoções se desequilibram e afetam nosso estado geral de harmonia. O aprendizado a respeito desses mecanismos nos auxiliam na conquista do autoconhecimento e conseqüente domínio de nossas tendências desequilibrantes.   Conscientização corporalHá estudos complexos e detalhados sobre nossa postura física. Eles são baseados na constatação de que o corpo reflete nossa alma, nossas emoções, nossos sentimentos. Podemos detectar com absoluta certeza o estado emocional de uma pessoa que se apresenta cabisbaixa, com a fronte enrugada, ombros caídos e semblante sombrio,  por exemplo. Ao tomarmos cons­ci­ência dessa postura negativa e nos corrigirmos, inevitavelmente nossa mente readquirá atenção, e pensamentos mais claros,  mais otimistas,  nos invadirão. Por isso,  nas centros  espíritas é comum o chamamento a respeito da postura no momento do passe,  mais como um sinal de alerta para estarmos mentalmente receptivos, do que a errônea conclusão de que essa  postura  exterior possa influenciar na eficácia dos seus benefícios. As orientações sobre a postura se baseiam no princípio de que, induzindo o  atendido a adquirir uma postura receptiva, sua mente também se tornará mais acessível para o  recebimento dos benefícios da transfusão fluídica.   Espiritism doutrina para o autoconhecimento A Doutrina Espírita ensina e propicia condições de entendimento para nossa melhoria e equilíbrio, porém somos nós os responsáveis por essa conquista. Está em nossas mãos o êxito da nossa evolução. Por isso muitas pessoas freqüentam centros espíritas anos seguidos e concluem que continuam com as mesmas dificuldades, pois aguardaram a solução de seus problemas pela doutrina espírita,  pelo centro que iam, ou pelo médium que consultavam, e não por si próprias, através de seu esforço pessoal. O aprimoramento espiritual está atrelado a todos os demais aspectos de nossa vida. Não adianta frequentar a casa espírita todos os dias da semana, por anos a fio, se dizer dirigente de centros importantes, se não dermos a devida importância para o aprimoramento pessoal e não vivenciarmos esse aprendizado. Kardec dá especial atenção, no O Livro dos Espíritos, ao autoconhecimento. Sabermos quem somos, como somos, de onde viemos e para onde vamos é a pedra angular do conhecimento da doutrina espírita e conseqüentemente do conhecimento de nós mesmos. A atenção sobre o nosso estado emocional e a manutenção do mesmo em equilíbrio nos propiciará a oportunidade de um estado espiritual tranqüilo e receptivo à novas conquistas e ao aperfeiçoamento de nós mesmos, vivenciando com mais facilidade as lições do Evangelho de Jesus. Paz e luz a todos

solidão e carma.

Caminhas, na Terra, experimentando carência afetiva e aflição, que acreditas não ter como superar.
Sorris, e tens a impressão de que é um esgar que te sulca a face. Anelas por afetos e constatas que a ninguém inspiras amor, atormentando-te, não poucas vezes, e resvalando na melancolia injustificável.
Planejas a felicidade e lutas por consegui-la,  todavia, descobres-te a sós, carpindo rude angústia interior.
Gostarias de um lar em festa, abençoado por filhos ditosos, e um amor dedicado que te coroassem a existência com os louros da felicidade. Sofres e consideras-te desditoso. Ignoras, no entanto, o que se passa com os outros, aqueles que se te apresentam felizes, que desfilam nos carros do aparente triunfo,
sorridentes e engalanados. Também eles experimentam necessidades urgentes, em outras áreas, não
menos afligentes que as tuas. Se os pudesses auscultar, perceberias como te invejam alguns daqueles
cuja felicidade cobiças... A vida, na Terra, é feita de muitos paradoxos. E isto se dá em razão de ser um planeta de provações, de experiências reeducativas, de expiações redentoras. Assim, não desfaleças, porquanto este é o teu carma de solidão. Faze, desse modo, uma pausa, nas tuas considerações pessimistas e muda de atitude mental, reintegrando-te na ação do bem. O que ora te falta, malbarataste.
Perdeste, porque descuraste enquanto possuías, o de que agora tens necessidade. A invigilância levou-te ao abuso, e delinquiste contra o amor. A tua consciência espiritual sabe que necessitas de expungir e de
reparar, o que te leva, nas vezes em que o júbilo te visita, a retornar à tristeza, rememorar sofrimentos, fugindo para a tua solidão... Além disso, é muito provável que, aqueles a quem magoaste, não se
havendo recuperado, busquem-te, psiquicamente, assim te afligindo. Reage com otimismo à situação e enriquece-te de propósitos superiores, que deves pôr em execução. Ama, sem aguardar resposta. Serve, sem pensar em recompensa. O que ora faças no bem, atenuará, liberará o que realizaste equivocadamente e, assim, reencontrar-te-ás com o amor, em nome Daquele que permanece até agora entre nós como sendo o amor não amado, porém, amoroso de sempre.
*   *   *
A dor é mecanismo de aprendizado sempre. Nas Leis maiores do Criador não existe o sofrer por sofrer.
Todo sofrer visa aprendizado, visa redenção da alma que busca a felicidade. Saber bem sofrer é uma arte, e toda arte exige disciplina, disciplina e disciplina. E uma das belezas desta vida é que quando nos propomos a bem sofrer, nunca estamos realmente sozinhos.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

queremos justiça ou vingança?

(...)Muitas coisas que o juiz humano não consegue captar, não consegue ver, só o olhar da Divindade pode ver.
Jamais um juiz humano entenderá, de fato, as reais motivações que levaram ou que levam uma criatura cometer um crime, um desatino.
Todas as respostas que temos, nesse sentido, são as respostas exteriores, aquilo que a gente pode ver.
Foi a pobreza, foi a fome, foi o desemprego, foi o desespero. Mas as razões profundas, a bagagem que esse Espírito traz, as marcas que essa alma carrega em si, nenhum juiz humano consegue ver. Só o Pai da vida, somente o Senhor Supremo pode saber.
Então, muitas vezes, quando as criaturas clamam por justiça, estão clamando por vingança, porque toda justiça que age fora das bases do amor se torna crueldade. A justiça sem amor é vingança social.
Daí, a nossa necessidade de entendermos bem o que vem a ser justiça.
Todas essas pessoas que clamam por justiça contra os outros exercem a injustiça.
Fazem greves por melhores salários para si, por exemplo, mas não melhoram o salário dos seus empregados. São pessoas injustas.
Reclamam que a cidade está desorganizada, mas atiram papéis, lixo da janela do carro, dos ônibus, na via pública, para onerar a cidade e impor que alguém vá limpar a sua sujidade.
Estacionam seu carro sobre calçadas por onde as pessoas deveriam passar e essas pessoas têm que disputar a rua com os outros carros que passam.
Elas querem justiça contra os outros, mas não vivenciam o princípio básico da justiça: Fazer ao outro o que o outro merece. Dar às pessoas aquilo que as pessoas merecem.
Desejamos considerações da justiça para conosco; queremos os direitos, mas não exercitamos a prática da justiça, quando se trata de beneficiar os outros.
Quantas vezes colocamos, nas nossas festas, no apartamento, nas casas, a nossa música no maior volume, com todos os decibéis, não nos importando se há crianças recém-nascidas, se há idosos cansados, doentes ou, simplesmente, se as pessoas não querem ouvir o nosso barulho.
Nosso critério de direito está muito equivocado.
Nosso critério de democracia é equivocadíssimo porque temos um conceito de democracia que só serve para nós, que é contra os outros, quando a democracia propõe o direito de todos, a justiça para todos.
Se não respeito a minha vizinhança quando desejo dar a minha festa, estou tratando com a injustiça social. Como é que eu cobro das autoridades justiça para mim?
É com isto que nós começamos a pensar como têm sido equivocadas as nossas posturas diante da vida, no capítulo que se refere à justiça.
Vale a pena pensar que, quando o Cristo propôs que nós não julgássemos porque, com a mesma medida com que julgássemos seríamos julgados, ficamos pensando na responsabilidade do magistrado, daquele que tem o dever profissional de julgar, de sentenciar.
Se ele não tiver luz por dentro, se ele não tiver lucidez na alma, amor no coração, ele será um verdugo da sociedade porque estará punindo as pessoas em nome do seu sentimento de mágoa, de revolta ou de sua displicência.
Não é por outra razão que o Evangelho do Reino nos diz que quem com ferro fere, com ferro será ferido, representando a lei de Talião, o dente por dente, olho por olho.
Só em Cristo encontramos a proposta do amor. E, quando amamos, até a nossa avaliação e o nosso juízo, são macios."

Depressão espirita .

A variação de humor ocorre em função de: pressões ambientais, problema de saúde, influências espirituais, o peso do passado e  saudades do Além.
Vamos explicar cada uma:
 
1º - Pressões ambientais: é causado por desilusão sentimental, problemas familiares, perda do emprego ou seja, são pessoas plenamente realizadas no terreno afetivo, da saúde, social e profissional que, não obstante, experimenta períodos de angústia. Aqui confunde-se muito tristeza, desilusão, preocupação com depressão.

2º  -  Problema de saúde: anemia profunda (falta de ferro), causa fraqueza, de apatia; pode ser por problemas de hormonios como da tireoides, por exemplo; a falta da vitamina B12; a TPM (tensão pré menstrual), disturbio hormonal na menopausa, etc.
 
3º - Influências espirituais: estados depressivos podem originar-se da atuação de Espíritos perturbados e perturbadores, que consciente ou inconscientemente nos assediam. Popularmente emprega-se o termo “encosto” para esse envolvimento. Por outro lado, os estados de euforia, sem motivo aparente, resultam do contato com benfeitores espirituais que imprimem em nosso psiquismo algo de suas vibrações alentadoras.
 
4º - Peso do passado: a depressão pode ser herança, não de nossos pais, mas de nós mesmos. O que fizemos no passado determina o que somos no presente. O que pesa sobre nossos ombros, favorecendo os estados depressivos, neuroses, fobias, psicoses e demais elementos fragilizadores da consciência é a carga dos desvios cometidos, das tendências inferiores desenvolvidas, dos vícios cultivados, do mal praticado. Há pessoas que, pressionadas por esse peso mergulham tão fundo na angústia que parecem cultivar a volúpia do sofrimento, com o que comprometem a própria estabilidade física, favorecendo a evolução de desajustes intermináveis. O remorso é um dos mais avassaladores sentimentos e o Espírito que reencarna nesta condição carreará para o corpo físico todo esse desequilíbrio. Seu aspecto será o de um obsidiado. No entanto, ele é obsidiado apenas por sua memória profunda, que vinculou sua personalidade humana. Os transtornos mentais e emocionais, conforme assevera Divaldo Franco, tem raízes no Espírito que delinqüiu. A culpa, consciente ou inconsciente, imprimiu-lhe no perispírito o quadro psicológico que se irá refletir na organização física e mental durante o transcurso da reencarnação. Mas, como disse Joanna de Ângelis: "ocorre a possibilidade de interferências no campo mental, produzidos por entidades infelizes. Quando as duas coisas se juntam - PASSADO E OBSESSÃO - os problemas se avolumam, os sintomas são mais severos e a cura, às vezes, é mais demorada."
 
5º - Saudades do Além: este aspecto é abordado pelo Espírito François de Genève, no cap. V, de “O Evangelho segundo o Espiritismo”: “A melancolia” – “Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? E que vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes. Crede-me, resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor; mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantêm cativo o Espírito. Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou. Se, no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para os suportar. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra.”
E COMO SUPERAR AS VARIAÇÕES DE HUMOR, MANTENDO A SERENIDADE E A PAZ EM TODAS AS SITUAÇÕES? É evidente que não o faremos da noite para o dia, como quem opera um prodígio, mesmo porque isso envolve uma profunda mudança em nossa maneira de pensar e agir, o que pede o concurso do tempo.
Considerando, entretanto, que influências boas ou más passam necessariamente pelos condutos de nosso pensamento, podemos começar com o esforço por disciplinar nossa mente, não nos permitindo idéias negativas.

 
Orientação:
Procure ajuda médica, mas:
- Mexa-se. Desenvolva atividades. Ninguém “cai na fossa”; geralmente entramos nela quando renunciamos a uma vida ativa e empreendedora.
- Policie sua casa mental. Estados depressivos começam, com insinuantes idéias infelizes.
- Ainda que não se sinta disposto, cultive a convivência com familiares, amigos, colegas de profissão. O isolamento contraria a natureza sociável do ser humano, favorecendo a instalação de desajustes íntimos.