sábado, 19 de abril de 2014

A CONSCIÊNCIA E A ENERGIA 2ª Parte( espiritualismo)

A CONSCIÊNCIA E A ENERGIA

2ª Parte
Vimos na apostila 04 que o aumento do fluxo "descendente" de energia consciencial provoca calor, às vezes frio e até formigamento. Sensações essas registradas pelos sensitivos em geral, durante os trabalhos mediúnicos, e que alarmam tanto os iniciantes.
Vimos ainda que essa alteração da energia consciencial provocaria, segundo princípios da lei da Termodinâmica, o fenômeno da entropia. Isto é, provocaria desarranjo na cadeia celular do organismo do sensitivo. Entretanto, tal não acontece porque, oculto por detrás de toda essa ocorrência se encontra o grande maestro da vida individual de cada pessoa: seu EU verdadeiro. Mas para que esse maestro não perca o controle sobre todos os "músicos da orquestra", isto é, sobre cada órgão de per-si, e sobre todo o conjunto, é preciso estar atento aos limites a que suporta o trabalho mediúnico.
Esse limite de trabalho que não venha a extrapolar o equilíbrio funcional da cadeia celular do organismo ao qual o EU se acha ligado, é variável de pessoa a pessoa. Umas possuem maior resistência orgânica que outras. Entretanto, é preciso ressaltar que o próprio tempo se encarrega de provocar desgastes no organismo e, com isso, enfraquecer a coesão da cadeia celular e facilitar a desagregação da mesma.
Logo, o limite de resistência para o trabalho mediúnico considerado na etapa da juventude, não será o mesmo quando o médium estiver idoso, porque o princípio da entropia é inevitável em todos os seres. A chamada e conhecida luta contra o tempo, luta essa que todas as pessoas empreendem ao longo de suas vidas. Sendo assim, inevitavelmente assim, será de bom alvitre que o médium se cerque de cuidados adicionais com o fito de garantir uma continuidade mais estável em seu equilíbrio psíquico e orgânico.
Como exemplo da inevitabilidade da entropia agindo em nossas vidas, lembramos que mesmo as pessoas dotadas de bons princípios organizacionais passam a vida corrigindo suas arrumações: casa, escritório, fábrica, oficina, etc, pois que a tendência natural dos acontecimentos é provocar desarrumações.
O exemplo mais marcante de uma usual entropia é encontrado nas tarefas de uma dona de casa. Pela manhã ela limpa e arruma toda a casa, pondo-a em ordem. Depois, prepara a refeição do almoço, colocando-a sobre a mesa numa disposição convidativa ao apetite. (Pelo menos, até algum tempo atrás, era o cotidiano dos lares. Na atualidade, onde a mulher, necessariamente, também vai em busca do sustento, esse cotidiano mudou em muito).
A seguir, os filhos chegam da escola e o marido do trabalho. Estes, para o nosso exemplo, são os agentes da entropia doméstica. Minutos após a chegada deles a casa já apresenta os primeiros sinais de desordem. Mochilas escolares jogadas aos cantos, agasalhos sobre cadeiras, jornais espalhados, e a mesa do almoço... bem, é melhor nem falar. E num trabalho organizacional, repetitivamente, lá vai a senhora dona da casa pôr tudo em ordem novamente...
Pois bem, à vida inteira mantemos essa luta conosco mesmos, pois esta, diríamos, é uma Lei natural que leva o indivíduo à evolução dos costumes e métodos de vida. Na própria natureza tudo isso também acontece.
De um lado, irremediavelmente, a natureza depaupera-se com o passar do tempo. Diríamos, se transforma. Por exemplo: a semente deteriora-se e morre para que seu rebento, um broto de nova vida possa despontar da terra. Nesse broto que desponta vemos o esforço desse transformismo, ainda não totalmente compreendido, que luta por restabelecer e manter a ordem. Justamente esse transformismo é o que nos interessa analisar neste estudo da faculdade mediúnica.
Vejamos: no final da apostila 04 dissemos que no exercício de canalização há um acréscimo de energia e uma transformação desta, e que isso deveria provocar uma entropia, ou desordem, no organismo do indivíduo que vivencia a faculdade mediúnica.
A nosso ver três fatores contribuem para que tal não aconteça.
 - No médium cônscio da gravidade que incide sobre a prática de sua faculdade, pelos cuidados que toma, instala-se um acréscimo na sua capacidade de auto-regular o funcionamento do organismo, superando, desta forma, a tendência de ocorrências entrópicas durante a prática dos seus trabalhos.

 - O EU verdadeiro, o verdadeiro maestro da vida de uma pessoa, é o regente que, inconscientemente para quando ela mesma está no estado de vigília, dispara as instruções de auto-regulação para que os dispositivos situados no corpo humano entrem em ação neutralizadora dos desarranjos, em concomitância com os cuidados que, conscientemente, a pessoa toma.
 - Mas para que os dispositivos auto-reguladores funcionem bem é necessário que os canais de interligação entre o EU maior e seus corpos estejam desobstruídos.
Evidentemente que os três fatores acima comentados se referem às situações em que o médium, conscientemente, aceita e pratica, disciplinadamente, a sua faculdade paranormal. Entretanto, muitos são os indivíduos que não se apercebem serem possuidores dessa faculdade. Estes agem, ou vivem, em consideráveis desarranjos emocionais, imaginando que o que fazem são atitudes próprias, quando, na verdade, são induções de entidades provocadoras.
Para essas circunstâncias, parece-nos que o afluxo de energia consciencial provocou uma entropia. Se o desarranjo não foi no corpo Físico, por exemplo, no cérebro, imaginamos que tenha sido ao nível do corpo Astral ou do corpo Mental.
Para preservar os sensitivos das surpresas desagradáveis que qualquer desarranjo produz se instituem centros de estudos das faculdades psíquicas e, principalmente, estudos ligados aos fenômenos da mediunidade, como é o caso dessas apostilas.
Esses estudos, compulsando a vasta literatura científica e filosófica que trata do assunto, procura orientar os iniciantes para que eles não se deixem arrastar pelos sugestionamentos, inevitáveis, quando do despontar da faculdade. Afinal, ele, o médium, vai estar intermediando os dois mundos, como ficou citado nas apostilas 01 e 02, e, por isso, estará sujeito aos sugestionamentos que se transcorrerão de ambos os lados da vida.
Os grandes mestres que muito antes de nós tiveram oportunidade de pesquisar, estudar e orientar organizações espiritualistas tais como Allan Kardec, Léon Denis, Waldo Vieira, Hernani Guimarães Andrade, Helena Petrovna Blavatsky, Annie Besant, Roberto Assagioli, para só citar estes, descrevem em suas obras as normas e cuidados a serem observadas pelos sensitivos, com o fito de, num modo geral, se protegerem desses sugestionamentos e de outras ocorrências.
Falam do natural cansaço físico que acontece quando de qualquer tarefa em nosso mundo e, quando se trata das funções ligadas à atividade mediúnica, esse cansaço, além do físico, também atinge as faculdades psíquicas do indivíduo. Portanto, a prática dessa faculdade deve ser moderada, de acordo com a resistência pessoal de quem a executa. Podemos lembrar que as pesquisas na área da paranormalidade indicam que a vivência do sensitivo deve ser cercada de atos conscientes, moderados e disciplinados. Dentro desta específica circunstância temos a seguinte orientação que a prática nos confirmou:
O instrumento de trabalho do sensitivo é seu cérebro. Melhor dizendo, seu conjunto psíquico. E´ esse instrumental que ele empresta às entidades para que elas possam comunicar-se com o nosso mundo. Mas é seu conjunto psíquico que também controla todo seu organismo. Ora, se este conjunto, o conjunto psíquico, for mal usado, evidentemente que ele, o sensitivo, em seu organismo, se sentirá mal. Portanto, deduzimos que a atividade mediúnica não pode ser exercida só por entusiasmo, mas, sim, cercada de cuidados, tal qual, analogamente, os cuidados assépticos dispensados pelos cirurgiões às suas salas de cirurgia. Isto é, mantendo-se uma boa higidez. (Higidez = parte da medicina que trata da conservação da saúde - Dicionário LEP 1962) (Casos de abuso = situações em que mesmo ciente de sua faculdade mediúnica o indivíduo propositalmente não se modera, deixando-se levar pelas sugestões do momento).
Desta forma, quem essa faculdade sente despontada em sua vida, deve estar sempre atento ao que faz. Mesmo que aventando a possibilidade de que seus mecanismos auto-reguladores do organismo possam preservá-lo dos efeitos da entropia, não concordamos com a desatenção. Embora que ainda não tenhamos os cabedais necessários para uma afirmação completa, somos, todavia, simpáticos à idéia de que o vivenciar indiscriminadamente a faculdade mediúnica acaba por levar a algum nível de entropia. Isto porque, imaginamos nós, os abusos superariam a capacidade auto-reguladora do organismo de neutralizar o efeito dos desarranjos.
Portanto, se avaliarmos com ponderação todas as citações contidas nesta apostila vamos concluir que em razão da inevitável entropia, como ocorrência natural de nosso Universo, deve o sensitivo adaptar-se a um regime moderado de vida. Esta moderação criará a harmonia interior. A harmonia interior manterá desobstruídos os canais de contato com o EU maior. O EU maior, a partir daí, poderá comandar os mecanismos auto-reguladores como forma de compensar os esforços do organismo.
Sem essa observância, e mesmo a despeito de seu sistema auto-regulador, ocorrerá desgaste físico comprometedor. Essas circunstâncias de comprometimento pessoal poderão levar a outros nefastos acontecimentos, pois o indivíduo estará fadado ao fracasso pessoal, e com isso, provocar desarmonia no Grupo de trabalho espiritualista a que pertença.
Concluindo, o exercício da mediunidade deve ser acompanhado de concomitante harmonia interior. Esta harmonia é derivada da busca do Saber e do Sentimento de Solidariedade. É nestes dois pilares que se tem a sustentação da oculta força que luta dentro do indivíduo para restabelecer e mantê-lo em ordem.

Continuaremos na apostila 06

Bibliografia
Autor — Livro — Editora
Hernani Guimarães Andrade — Morte, Renascimento, Evolução - pág 33 — Editora Pensamento
Waldo Vieira — Projeciologia - capítulos 208 e 246 — Edição do Autor
Arthur C. Guyton — Fisiologia Humana - págs. 3 e 4 — Editora Interamericana
R.A.Raniere — O Prisioneiro de Cristo - pág 29 — Livraria Allan Kardec Editora
Velho Testamento Bíblico — Gênesis e Levíticos — Imprensa Bíblica Brasileira

Apostila escrita por
LUIZ ANTONIO BRASIL

A CONSCIÊNCIA E A ENERGIA (espiritualismo).

A CONSCIÊNCIA E A ENERGIA


Nas apostilas precedentes ficaram algumas recomendações organizativas que consideramos indispensáveis a todos os que participam de atividades ligadas à faculdade paranormal da mediunidade, principalmente os iniciantes. Aqueles textos devem ser relidos e pensados, pois os pontos ali expostos têm por objetividade dar sólida formação à base de sustentação psíquica do médium. Passemos agora à seqüência das exposições comentando sobre as variadas transformações, emocionais e orgânicas, que acontecem aos médiuns, seja durante a etapa inicial de seus despertamentos ou no decorrer de toda a vida.
- - - / / / - - -
Algumas sensações fisiológicas que atingem os canalizadores são: calor, frio e formigamento, em algumas partes do corpo. Para melhor compreender sobre essas incidências, observem a figura ao lado, acompanhando a seguinte explicação: A Consciência, ou o EU verdadeiro, situada em algum lugar do Cosmo, administra seus veículos de manifestação localizados, respectiva-mente, em planos adequados a cada um deles. O corpo Mental situado no plano Mental, e, assim, sucessivamente os demais corpos. A administração, ou comando, é efetuada por meio de ligações energéticas que interligam a Consciência aos seus diversos corpos. Sempre de um passando ao outro, o que faz com que os diferentes corpos estejam, também, interligados entre si. (Na série A Criatura encontram-se figuras ilustrando essa interligação entre a Consciência e seus corpos, que lá chamamos de Raio de Vida).
A Consciência, por alguma modalidade que ainda foge ao conhecimento humano, absorve do Cosmo a energia Primordial. Metaboliza-a e a remete aos corpos. Cada um deles, por sua vez, ao recebê-la, utiliza uma parcela, e o restante, modificado pela interação com aquela dimensão espacial, é remetido ao corpo seguinte. Desta forma, aquela energia inteiramente pura em sua origem cósmica, ao atingir o corpo Físico já está bastante modificada, principalmente pelo contágio ocorrido durante a passagem pelo corpo Astral.
A figura, com as cores da coluna que envolve os corpos, propõe a visualização e compreensão dessa alteração que vai acontecendo sobre a energia Primordial em seu descenso. Ainda leve e sutil sobre o corpo Mental e mais densa quando atinge o corpo Físico.
A figura, entretanto, resume o fato de que, inerente ao SER há um fluxo de energia "descendente", desde sua Consciência até o corpo mais denso. A este fluxo daremos o nome de Energia Consciencial.
No comum da vida humana esse fluxo tem uma intensidade tal que apenas atende às necessidades normais de cada corpo. Ou seja, não há excesso e nem falta. Entretanto, quando o indivíduo se vê atraído para alguma forma de convivência paranormal, ou mediúnica, altera-se nele, para maior, a intensidade daquele fluxo, ou, pode ser também o contrário.
Isto é, quando, por razões independentes de sua vontade, o fluxo da Energia Consciencial se lhe é aumentado, esse mesmo indivíduo sente que seu psiquismo, e alguma forma de funcionamento orgânico está alterando. Daí vêm as sensações de calor, frio ou formigamento, em algumas partes do corpo.
Segundo algumas pesquisas cujos resultados constam da literatura que indicamos nas bibliografias citadas em cada apostila, sabe-se que a Energia Consciencial, no corpo humano, está diretamente ligada ao sistema homeostático. O sistema homeostático é o responsável pela distribuição do líquido extracelular que preenche os vazios existentes entre as células do corpo. Portanto, é mais um sistema, além dos sistemas sangüíneo e linfático, por onde correm fluidos no corpo humano. Sendo assim, a Energia Consciencial se distribui por todo o corpo Físico através do sistema homeostático. Mas não só por ele. Também se distribui através dos nadis, ou meridianos da Acupuntura, rede essa sobre a qual atuam os acupunturistas com o fim terapêutico de desobstruir bloqueios energéticos.
Assim, pois, numa análise mais extensa, e embora sem comprovação, somos levados a supor que a mesma energia também utiliza os sistemas sangüíneo e linfático para complementação de seu circuito no corpo humano.
Aliás, pensando nisso, há um fato curioso que merece ser referido. Moisés, o grande legislador e condutor dos hebreus, levando-os do Egito às terras de Canaã, proibiu aos seus compatrícios a ingestão de sangue animal. Argumentou, ele, que no sangue está a alma do animal. Mesmo que essa tese não seja aceita, é uma questão a pensar. (Gênesis 9:4 e Levíticos 17:10 17:11 17:14).
Sensação de Calor
CALOR - Comprovado através dos estudos da física, o calor é produzido por algum tipo de atrito entre partes do corpo, ou objetos que se tocam. Nos condutores elétricos, ou fios, a passagem da energia elétrica produz calor. Quando a intensidade da energia elétrica é superior à capacidade de transmissão dos fios, estes se incandescem e provoca curto circuito, derivando, daí, algum incêndio.
Para que não ocorra excesso de energia elétrica no circuito são instalados dispositivos que interrompem a corrente quando o sistema atinge uma certa temperatura, ou o chamado ponto crítico de segurança. Esses dispositivos são os fusíveis e os disjuntores que funcionam como reguladores da passagem da corrente elétrica.
Nos médiuns ocorre um fenômeno análogo ao acima exposto porque o corpo humano possui seu sistema de distribuição dessa corrente que chamamos de Energia Consciencial. Nas atividades comuns do dia a circulação dessa energia se faz de forma proporcional às necessidades próprias de cada indivíduo, por isso, não provocando nele qualquer alteração de temperatura corpórea. Entretanto, quando este mesmo indivíduo começa a interagir com a mediunidade, o fluxo de Energia Consciencial é aumentado, ou, como ficou em linhas atrás, o fluxo já está aumentado, por isso a pessoa se sente levada ao campo da mediunidade.
Não importando qual a modalidade que no indivíduo atua, o fato é que seu sistema de distribuição continua o mesmo de antes, isto é, próprio para a capacidade de energia a ser utilizada em atividades comuns. Sendo assim, com o aumento do fluxo de energia, obviamente, vai haver o aumento da temperatura corporal. Esse aumento de temperatura será acusado por seus dispositivos controladores e o seu organismo responderá através de esforços extras com o fim de manter a integridade do corpo e impedir que ocorra alteração na cadeia intercelular.
Estarão sendo acionados os sistemas de auto-defesa para impedir que, devido o acréscimo de energia que recebe, venha provocar algum tipo de desarranjo orgânico. A esse desarranjo celular podemos chamar de entropia.
Vejamos, porém, toda essa questão analisando, separadamente, cada tópico. Antes, porém, para ficar mais fácil nosso entendimento, vejam a figura ao lado, 04B. Nela está representada a aura humana ao redor do corpo de uma pessoa. Um invólucro energético. Nas apostilas 18, 19 e 20 estaremos fazendo completa digressão sobre a Aura Humana. Por enquanto é suficiente a figura ao lado para que os que nada dela saibam possam ter uma idéia de sua existência e conformação. Prossigamos.
Alteração Na Cadeia Intercelular - Durante o estado a que podemos chamar de consciência normal todo o conjunto celular do corpo humano responde a um determinado ritmo, ou movimento vibratório, ficando, nesse caso, a temperatura do corpo em torno dos 37 graus centígrados.
No momento em que acontecem acoplamentos áuricos, ou seja, a aura de uma pessoa encostando-se à aura de outra pessoa, e ambas se misturando - vide figuras 04C, 04D e 04E, intensifica-se a emissão de Energia Consciencial. (Falaremos de acoplamentos áuricos nas apostilas 18, 19 e 20). Essas situações podem advir de: numa reunião onde os integrantes mantenham proximidade física e uniformidade mental; num aglomerado ou multidão, mesmo à rua; numa aplicação de passes, ou transfusão de energia. Em todas essas situações o movimento intercelular se altera.
Afetando os Dispositivos Auto-Reguladores - Auto reguladores, são os sistemas biológicos encarregados de manter o todo do corpo físico funcionando harmonicamente. Este sistema é composto, basicamente, pelo sistema endócrino. Isto é, as glândulas, com a secreção de seus hormônios, promovem a normalidade do funcionamento orgânico. (Sobre as glândulas falaremos com maiores detalhes nas apostilas 25, 26 e 27).
Afinal o corpo humano é composto de diferentes órgãos e para entrelaçar, ordeiramente, o funcionamento de cada um, ao mesmo tempo em que também todo o conjunto, entram em ação os sistemas reguladores.
Na situação aventada acima, a de quando o indivíduo está em acoplamento áurico, seu fluxo de energia consciencial intensifica-se. Por decorrência altera-se, para maior, o ritmo vibratório molecular. Das leis da física: Movimento maior, atrito maior. O atrito gera calor. Maior atrito, maior calor. Em alguns casos o mecanismo regulador faz disparar das glândulas supra-renais o hormônio adrenalina, ativando o movimento circulatório do sangue com o aumento dos batimentos cardíacos. O efeito da taquicardia.
Neutralizar a Entropia - Entropia é o princípio da desordem, para o qual toda a matéria tende. Ou seja, toda matéria tende à desordem molecular quando sofre alteração na energia que a equilibra. Ora, ocorrendo o aumento do fluxo da Energia Consciencial, naturalmente, ocorrerá um desequilíbrio na ordem molecular do organismo do indivíduo.
Exatamente isso é o que acontece no exercício da mediunidade. Há um acréscimo de energia e, conseqüentemente, uma transformação desta no organismo do canalizador.
Em razão desse princípio da termodinâmica, tão bem conhecido nas pesquisas física, tenderia a crescer uma desordem celular no organismo do médium. Tal não acontece porque os sistemas auto-reguladores do organismo respondem imediatamente. Como um maestro que determina um crescendo no ritmo da melodia sem perder, contudo, o controle sobre os músicos. Desta forma altera-se o movimento vibratório celular sem que, porém, ocorra desagregação, ou desordem. Sem que ocorra a chamada entropia.
Por esta razão justifica-se o treinamento controlado. Este, quando bem orientado, vai, como em qualquer tipo de exercício físico, predispondo o organismo ao funcionamento harmônico para essa nova atividade para a qual se vê atraído. Em resumo, o treinamento controlado reprograma o funcionamento dos dispositivos reguladores do organismo do canalizador.



Bibliografia

Autor — Livro — Editora
Hernani Guimarães Andrade — Morte, Renascimento, Evolução - pág 33 — Editora Pensamento
Waldo Vieira — Projeciologia - capítulos 208 e 246 — Edição do Autor
Arthur C. Guyton — Fisiologia Humana - págs. 3 e 4 — Editora Interamericana
R.A.Raniere — O Prisioneiro de Cristo - pág 29 — Livraria Allan Kardec Editora
Velho Testamento Bíblico — Gênesis e Levítico — Imprensa Bíblica Brasileira

Apostila escrita por
LUIZ ANTONIO BRASIL
Abril de 1995

segunda-feira, 7 de abril de 2014

universo,

Princípio Espiritual.

 O Princípio Espiritual é o gérmen do Espíritoa protoconsciência.  Uma vez nascido, jamais se desfará, jamais morrerá.  Filho de Deus Altíssimo, inicia então a sua lenta evolução, no espaço e no tempo, rumo ao principado celeste, à infinita grandeza crística. 
        Durante  milênios vai_residir_nos_cristais, em longuíssimo processo de auto-fixação, ensaiando aos poucos os primeiros movimentos internos de organização e crescimento volumétrico, até que surja, no grande relógio da existência, o instante sublime em que será liberado para glória orgânica da Vida.


  • De a, o espírito, puro pensamentoprincípio, a Lei que é Deus,
  • caminha para b, num devenir contínuo, movimento feito de energia e vontade,  
  • para atingir seu último termo (g)A matériaestruturaação, a forma. E, iniciar o seu regresso para a.
  1. Ciclo involutivo (espacial): espírito (a) ®  energia (b) ®  matéria (g)  - Movimento descêntrico, a expansão e a exteriorização.
  2. Ciclo evolutivo (conceptual): matéria (g) ® energia (b) ® espírito (a)  - (Ver: A Lei do universo )
  3. A letra w (ômega) representa o Universo.
A respiração de w é: a ®b ®g ®b ®a



 










 SUPERCONSCIÊNCIA = a + x
espírito, pensamento.


 
 
O tempo
(propriedade da energia)
Eletricidade, onda degradada,
movimento feito de
  energia e vontade (Aspecto dinâmico do universo)
(do sistema espacial)
 
 




g
matéria, estrutura, formas, ação.
(Aspecto estático do universo)
HIDROGêNIO











 
     
Vosso ciclo poderia definir-se como um físio-dínamo-psiquismo  
Movimento concêntrico (ciclo inverso). 
        Diz Sua Voz, em "A Grande Síntese"
  • No princípio era o movimento; 
  • o movimento concentrou-se na matéria
  • da matéria nasceu a energia
  • e da energia emergirá o espírito"
        O Princípio EspiritualCrisálida de Consciência, nasce, por transformação, da extrema evolução da energia, no berço da matéria.    
        Há três momentos decisivos e divinos em que o transformismo evolutivo assinala triunfos definitivos (Esses três momentos foram magnificamente focados por Sua Voz em "A Grande Síntese"): 
Ciclo evolutivo: matéria  ®  energia  ®  espírito
  • o do surgimento da matéria
    “De todas as partes do universo as correntes trazem sempre nova energia; o movimento toma-se sempre mais intenso, o vértice fecha-se em si mesmo, o turbilhão fica sendo um verdadeiro núcleo de atração dinâmica. Quando ele não pode sustentar no seu âmbito todo o ímpeto da energia acumulada, aparece um momento de máxima saturação dinâmica, um momento critico em que avelocidade_fica_sendo_massa, estabiliza-se nos infinitos sistemas planetários íntimos, de que nascera o núcleo, depois o átomo, a molécula, o cristal, o mineral, os amontoados solares, planetários e siderais.  Da tempestade imensa nasceu a matéria.  Deus criou." (Ver: Nebulosas)
  • o do surgimento da energia  
    “Completada a maturação das formas de matéria, verificou-se também a expansão do vórtice galáxico, do centro para a periferia, o resfriamento e solidificação da matéria. Esta completou o ciclo de sua vida e a Substância, tomando novas formas, se muda lentamente, em individuações de mais elevado grau. A dimensão-espaço se eleva à dimensão-tempo. A matéria inicia uma transformação radical, doando todo o seu movimento tipo matéria ao movimento tipo energia. O vórtice nuclear do éter desenvolveu na fase matéria o vórtice atômico da matéria. Alcançado o máximo da dilatação, este vórtice continua a se expandir, desenvolvendo as formas dinâmicas, e nasce a energia. A substância continua a evolver, prosseguindo na energia a sua ascensão.  A primeira emanação gravífica, de mínimo comprimento de onda e máxima freqüência vibratória, máxima velocidade de propagação no sistema dinâmico, completa-se com a emanação radioativa da desintegração atômica.  O processo de transformação dinâmica, que tem sua raiz na evolução estequiogenética, isola-se, firmando-se decisivamente. O vórtice atômico despedaça-se e se dissolve expelindo progressivamente do sistema aqueles elétrons lá nascidos dosistema nuclear por igual expulsão.  É um contínuo tornar-se em ato daquilo que existia em potencialidade, encerrado em gérmen por concentração de movimento. Nascem novas espécies dinâmicas; depois da gravitação e da radioatividade, aparecem as radiações químicas, a luz, o calor, a eletricidade.." 
  • e o do surgimento do Princípio Espiritual
    movimento, primeiro produto da evolução físico-dinâmica, é força centrífuga e tende, por isso, à difusão, à expansão, àdesagregação_da_matéria. Expansão em todas as dimensões é, com efeito, a direção da evolução. Mas, de súbito, esta direção se inverte, pela lei de equilíbrio, em direção centrípeta, contra-impulso involutivo, e as forças de expansão completam-se com as de atração. Assim, a primeira explosão cinética encontra desde logo o seu ritmo; o princípio da Lei substitui a desordem, tão logo se manifesta, por uma nova ordem: o movimento_equilibrase num par de forças antagônicas. Assim, a gravitação vos aparece como energia cinética da matéria e, como sua primogênita, se lhe torna tão inerente, tão intimamente conexa, que não vos é possível isolá-la. Assim, a matéria atrai a matéria, e ouniverso, formado por massas lançadas em todas as direções, e separadas por espaços imensos, é, não obstante isso, “ligado” todo, formando uma unidade indissolúvel; é mantido coeso e, ao mesmo tempo, movido_por_essa_força, que é a sua circulação e o seu respiro físico. Ao aparecer, pois, da forma protodinâmica, é que o universo se move pela primeira vez, é que se geram os movimentos siderais, é que a gravitação passa a guiá-lo (a lei onipotente instantaneamente disciplina toda Sua manifestação) segundo o binário atração-repulsão, que compõe o binômio (+ e -, positivo e negativo) constitutivo de toda força, como de toda manifestação do ser. A substância adquire, na nova fase, a forma de consciência_linear do vir-a-ser fenomênico, a primeira dimensão do sistema trino sucessivo ao espacial. Nasce o tempoA protoforma da energia propaga-se. Com o movimento, nascem a direção, a corrente, a vibração, o ritmo, a onda. Nasce o tempo, que mede a velocidade de transmissão, o universo é todo invadido por uma palpitação nova, de mais intensa, de mais rápida transformação. E quando a matéria, recondensada por concentração das correntes dinâmicas, inicia novamente o seu ciclo ascensional, é toda tomada de um vórtice dinâmico que a guia e plasma na gênese estelar, numa evolução diversa e superior à precedente, íntima maturação estequiogenética: uma madureza da qual nascerão não só miríades de novas criaturas mais ágeis e ativas, como eletricidade, luz, calor, som e toda a série das individuações dinâmicas, as quais, afinal, se destilarão na criação superior da vida.(...) Quando num sistema rotatório sobrevém uma força nova, esta se imite no sistema e tende a se acrescentar e se fundir no tipo de movimento circular preexistente. Podeis imaginar que profundas complicações advêm ao entrelaçamento, já de si mesmo complexo, das forças atrativo-repulsivas. O simples movimento circular se agiganta num mais complexo moto vorticoso. Pela imissão de novos elétrons, o movimento não somente se complica estruturalmente, mas se reforça, alimentado por novos impulsos. Em vez de um sistema planetário, tereis uma nova unidade que vos lembra os sorvedouros de água, as trombas marinhas, os turbilhões e ciclones, O princípio cinético da matéria é assim retomado pela energia, numa forma vorticosa muito mais complexa e poderosa. Nasce, assim, uma nova individuação da Substância, agora verdadeiro organismo cinéticoem que todas as criações e conquistas, isto é, trajetórias e equilíbrios precedentes constituídos, subsistem mas se coordenam. (...) O tipo dinâmico do vórtice contém, embrionariamente, todas as características fundamentais da individuação orgânica e do Eu pessoal."  

O famoso físico e escritor francês. Jean Charon, alinhado com o que chama de Física Neognóstica, sustenta, curiosamente, que o princípio espiritual – ou o que entende como tal – localiza-se num miniburaco negro, existente no elétron. 
Procuremos pesquisar na realidade dos fenômenos alguns efeitos desta íntima transformação de movimento, da qual nasce a vida e se manifesta seu psiquismo.
        Da eletricidade (a forma dinâmica mais madura), numa nova grande curva da evolução, nasce e veremos como, a vida: matéria organizada como vida, ou seja, retomada num turbilhão ainda mais alto. A vida, pequena centelha na origem, na qual continua a expansão evolucionista do princípio nuclear e atômico, dinâmico (onda), numa forma cada vez mais complexa de coordenação de partes, de especialização de funções, de organização de unidades e de atividades; a vida, cuja substância, cujo significado, objetivo e produto é a CRIAÇÃO  DA  CONSCIÊNCIA, é o espírito. E da primeira_célula se iniciará, através de miríades de formas, de tentativas, de fracassos e de vitórias, a lenta conquista que gradualmente triunfará no homem e dele, hoje, lança-se para as últimas fases do terceiro período de vossa evolução, que se resume na conquista  da superconsciência e na realização biológica do Reino de Deus.
  • A matéria vos deu o princípio estático da forma; 
  • a energia, o princípio dinâmico da trajetória e transmissão; 
  • a vida vos dará o princípio psíquico do organismo e da consciência.
        As formas dinâmicas abrem-se por evolução, não na vida como a entendeis, mas no psiquismo que é a causa dessa vida
  • se o plano terrestre é o seio tépido da vida em que o princípio inteligente deve nascer, medrar, florir e amadurecer em energia consciente
  • plano espiritual é a escola em que a alma se aperfeiçoará em trabalho de frutescência antes que possa desferir mais amplos vôos no rumo da Luz Eterna.
[56 - página 95] - Uberaba-MG, 12/3/1958
        princípio espiritual acolheu-se no seio tépido das águas, através dos organismos celulares, que se mantinham e se multiplicavam por cissiparidade. 
  • Em milhares de anos, fez longa viagem na esponja, passando a dominar células autônomas, impondo-lhes o espírito de obediência e de coletividade, na organização primordial dos músculos.
  • Experimentou longo tempo, antes de ensaiar os alicerces do aparelho nervoso, na medusa, no verme, no batráquio, arrastando-se para emergir do fundo escuro e lodoso das águas, de modo a encetar as experiências primeiras, ao sol meridiano. 
  • Quantos séculos consumiu, revestindo formas monstruosas, aprimorando-se, aqui e ali, ajudado pela interferência indireta das Inteligências superiores? Impossível responder, por enquanto. 
  • Sugou o seio farto da Terra, evolucionando sem parar, através de milênios, até conquistar a região mais alta, onde conseguiu elaborar o próprio alimento.
        Por mais esforços que envidemos por simplificar a exposição deste delicado tema, o retrospecto que a respeito fazemos sempre causa perplexidade. Quero dizer, que o princípio espiritual, desde o obscuro momento da criação, caminha sem detenção para frente...  
  • Afastou-se do leito oceânico, 
  • atingiu a superfície das águas protetoras, 
  • moveu-se em direção à lama das margens, 
  • debateu-se no charco, 
  • chegou à terra firme, 
  • experimentou na floresta copioso material de formas representativas, 
  • ergueu-se do solo, 
  • contemplou os céus e, 
  • depois de longos milênios, durante os quais aprendeu a procriar, alimentar-se, escolher, lembrar e sentir, conquistou a inteligência... 
    1. Viajou do simples impulso para a irritabilidade
    2. da irritabilidade para a sensação
    3. da sensação para o instinto
    4. do instinto para a razão
        Nessa penosa romagem, inúmeros milênios decorreram sobre nós. Estamos, em todas as épocas, abandonando esferas inferiores, a fim de escalar as superiores. O cérebro é o órgão sagrado de manifestação da mente, em trânsito da animalidade primitiva para a espiritualidade humana.
[25 - página 57] André Luiz
        Objetivando o ponto delimitador, a distinção clara, entre princípio espiritual e princípio inteligenteapresentamos nossa interpretação- com base nas informações cadastradas neste site - para efeito de estudos, análise e considerações Entendemos que o princípio espiritualprecede ao princípio inteligente. Mas, chegando a confundir-nos como sendo um só princípio. 
        Até aqui, porém, temos guardado silêncio sobre o mundo espiritual, que também faz parte da criação e cumpre seus destinos conforme as augustas prescrições do Senhor.
        Acerca do modo da criação dos Espíritos, entretanto, não posso ministrar mais que um ensino muito restrito, em virtude da minha própria ignorância e também porque tenho ainda de calar-me no que concerne a certas questões, se bem já me haja sido dado aprofundá-las.
         Aos que desejem religiosamente conhecer e se mostrem humildes perante Deus, direi, rogando-lhes, todavia, que nenhum sistema prematuro baseiem nas minhas palavras, o seguinte: Espírito não chega a receber a iluminação divina, que lhe dá, simultaneamente com o livre-arbítrio e a consciência, a noção de seus altos destinos, sem haver passado pela série divinamente fatal dos seres inferiores, entre os quais se elabora lentamente a obra da sua individualização. Unicamente a datar do dia em que o Senhor lhe imprime na fronte o seu tipo augusto, o Espírito toma lugar no seio das humanidades.
         De novo peço: não construais sobre as minhas palavras os vossos raciocínios, tão tristemente célebres na história da Metafísica. Eu preferiria mil vezes calar-me sobre tão elevadas questões, tão acima das nossas meditações ordinárias, a vos expor a desnaturar o sentido de meu ensino e a vos lançar, por culpa minha, nos inextricáveis dédalos do deísmo ou do fatalismo.
[38 - capitulo VI página 117 item 19 ] - Allan Kardec  - A Gênese - 1868

                   
TUDO É VIBRAÇÃO ESPIRITUAL
         Já não nos referindo aos poderes plásticos do Espírito, no tocante às questões fisiológicas, quais sejam ... 
  • a autonomia de certos órgãos que parecem independentes na sua ação dentro do organismo, 
  • o trabalho da célula que fabrica a antitoxina apta a destruir o micróbio que a ataca, (Ver: Sistema linfático)
  • estrutura do princípio fetal, os sinais de nascença que a Ciência tem negado, baseando-se na ausência de ligação nervosa entre o feto e o organismo materno, desçamos ao mundo zootécnico.
        Somente a intervenção do princípio espiritual explica as metamorfoses dos insetos, o mimetismo, como o embrião dos instintos e das possibilidades do futuro.
        
Tudo, nos domínios da matériase concatena e se reúne, sob a orientação de um princípio estranho às suas qualidades amorfas.