domingo, 16 de junho de 2013

livro sobre perispirito leia vc tambem.

http://bvespirita.com/O%20Perisp%C3%ADrito%20e%20suas%20Modela%C3%A7%C3%B5es%20%28Luiz%20Gonzaga%20Pinheiro%29.pdfentre nesse endereço otimo livro cv va adorar essa leitura!

ILusão ( espirita)

Por favor veja que interessante amigo:
DIÁLOGO SOBRE ILUSÃO.

O QUE SÃO ILUSÕES? Definimos ilusão como sendo aquilo que pensamos, mas que não corresponde à realidade. São Percepções que nos distanciam da Verdade. Existem em relação a muitas questões da vida, tais como metas, cultura, comportamento, pessoas, fatos. A pior das ilusões é a que temos em relação a nós: a auto ilusão.

QUAL A CAUSA DAS ILUSÕES? As ilusões decorrem das nossas limitações em perceber a natureza dos sentimentos que criam ou terminam nossos raciocínios. Na matriz das ilusões encontramos carências, desejos, culpas, traumas, frustrações e todo um conjunto de inclinações e tendências que formam o subjetivo campo das emoções humanas.

POR QUE A AUTO ILUSÃO É A PIOR DAS ILUSÕES? O iludido pensa muito o mundo "negado" senti-lo, um mecanismo natural de defesa face às dificuldades que encontra em lidar com suas emoções. Esconder-se atrás de uma imagem que criou de si mesmo para resguardar autoridade social ou outro valor qualquer que deseja manter.
O Objetivo fundamental desta mistificação consiste em desiludir-se sobre nós mesmos através da criação de uma relação libertadora com o mundo material. Se não buscamos essa meta então caminhamos para a falência dos planos de ascensão individual.

O ILUDIDO ESCONDE-SE DE QUE?
De si mesmo. Criando um "eu ideal" para atenuar o sofrimento que lhe causa a angústia de ser o que é - a criatura foge de si e vive em " esconderijos psíquicos/mentais"

MAS, POR QUE SE ESCONDE DE SI MESMO? Devido ao sentimento de inferioridade que ainda assinala a caminhada da maioria dos habitantes da Terra. Iludimo-nos através de um mecanismo defensivo contra nossa própria fragilidade que, pouco a pouco, vamos extinguindo.
Negar o que se sente e o que se deseja é o objetivo desse mecanismo.
Uma forma que a mente aprendeu para camuflar o sentimento de inferioridade da qual o espírito se conscientizou em algum em algum instante de sua peregrinação evolutiva.

ENTÃO, ILUDIMO-NOS PARA NOS SENTIRMOS UM POUCO MELHORES, SERIA ISSO? Auto ilusão é aquilo que queremos acreditar sobre nós mesmo, mas que não corresponde à realidade do que verdadeiramente somos, é a miragem de nós próprios ou aquilo que imaginamos que somos. Uma vivência psíquica resultante da desconexão entre a razão e sentimento. É a crença na imagem idealizada que criamos no campo mental. É aquilo que pensamos que somos e desejamos que os outros criam sobre nós.
Do livro Reforma Íntima sem martírio.

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Medo (espirita)

O medo sob a ótica espírita
Quem de nós já não sentiu ou sente medo (ou medos)? Medo do escuro; dos mortos; de aranhas ou cobras; de lugares fechados…
De perder; de lutar; de chorar; de perder quem se ama…
De empobrecer; de não ser amado…
De dentista; de sentir dor…
Da violência; de ser vítima de crimes…
Do vestibular; das provas escolares; de novas oportunidades de trabalho ou emprego…
O medo envolve as pessoas e, generalizadamente, as impede de realizar as mínimas obrigações do dia-a-dia. Ou, de outro modo, as perturba de modo tão profundo, que provoca o desânimo, a prostração, a imobilidade, a depressão…
O certo é que, de uma forma ou de outra, temos de conviver com alguns medos. E evitá-los, muitas vezes, ou esquecê-los…
A própria cultura ou formação religiosa nos incute o medo. Veja-se, por exemplo, a crença do pecado original que a Humanidade, segundo tal entendimento, carrega até hoje. Isto resulta, naturalmente, no medo de Deus e das reprimendas ou represálias que Ele pode lançar sobre as pessoas ou civilizações. Por conseqüência, a religião incute o medo do futuro, a vida além-morte, já que, segundo o entendimento dominante, a passagem nos levará a uma de três situações: Céu, Inferno e Purgatório. Como raros são os que se consideram habilitados para o Paraíso, não nos considerando criaturas tão evoluídas ou merecedoras assim, dentre as possibilidades possíveis, ou iremos para o Inferno ou – dos males o menor para o Purgatório. E teremos de suportar mais sofrimentos. Então, tememos por eles…
Restringindo um pouco mais o alcance do entendimento do medo, podemos analisar os chamados medos dos espíritas, ou os medos decorrentes do contato com a filosofia espírita. São eles:
Medo da vida; da morte; do futuro; dos relacionamentos; dos outros; dos Espíritos; da reencarnação; do destino…
Temos medo da vida, ou seja, do que a vida nos oferece em termos de conjuntura e possibilidades. Na verdade, o medo é de fracassarmos no resgate de erros pretéritos ou da experimentação, por novas provas que poderiam, ambas (provas e expiações), nos garantir o ingresso em melhores condições espirituais futuras.
Medo da morte, porque por mais que possamos ler obras que relatam a vida no Plano Espiritual e os depoimentos daqueles que lá estão, ainda somos céticos em aceitar tais informações como verdades, primeiro porque não temos recordação de nossos retornos, segundo porque não nos achamos, muitas vezes, nos mesmos patamares daqueles que nos trazem informações do lado de lá.
O medo do futuro acha-se associado à pós-morte, como visto acima, mas também enquadra a extensão dos dias de nossa atual experiência encarnatória, imaginando que haverá, ainda, muitos débitos para serem ajustados e experiências desconhecidas, as quais não temos idéia se conseguiremos ou não administrar e sermos exitosos.
Quanto aos relacionamentos, tendo em vista o nível comum dos seres que habitam este orbe, temos medo de nos abrirmos ao outro, com receio de sermos enganados, machucados, prejudicados. Disto resulta a ausência de plenitude, de envolvimento, de vivência dos sentimentos e das sensações que fazem parte da própria vida, ou seja, é impossível saber o gosto das coisas e situações sem experimentá-las.
Então, temos medo dos outros, de que eles nos possam causar mal, em qualquer dos ambientes em que nos inserimos: o colega de trabalho ou estudo, o vizinho, o conhecido, o amigo, o parente… Todos, ou quase, nos representam ameaças vivas àquilo que projetamos ou desejamos para nós. Contudo, de igual forma como o anterior, não é possível antever com certeza absoluta e plena quem é o outro, como ele se comporta ou por quê ele age dessa ou daquela maneira. Somente vivenciando é que saberemos se o outro é companheiro ou inimigo, se quer nos ajudar ou prejudicar…
Curiosamente, de todos os medos antes listados, comuns aos espíritas, o mais intrigante é o de Espíritos. Afinal, no cotidiano das instituições espíritas, com seus diversificados trabalhos, o contato e a parceria entre nós e eles, isto é, entre encarnados e desencarnados, é a matéria-prima da atividade espiritista. Como podemos temê-los, se a teoria kardequiana nos explica, detalhadamente, quem são eles, quais suas características e de que modo se processam as relações entre vivos e mortos? Há espíritas, muitos mesmo, por aí, que se arrepiam ante a perspectiva de travarem qualquer contato com os Espíritos, de presenciarem qualquer fenômeno mediúnico. Chegam a ter medo de dormir, de ficar sozinhos, de apagar a luz, na iminência de serem surpreendidos por alguém que já está do outro lado.
E por que, então, têm eles medo da reencarnação? Porque, pela interpretação espírita, quando não aproveitamos as situações de nossa atual existência e continuamos a perseverar no erro, provavelmente teremos de retornar em condições existenciais mais difíceis, com maiores provas e sujeitos à reparação de outros débitos. Então o ser olha para si, para sua vida, para aquilo que considera quase impossível de realizar ou melhorar, e sente enorme receio de ter que retornar a este vale de lágrimas.
Por fim, há o medo do destino, como se este existisse, como se, a cada um de nós, estivesse reservado isso ou aquilo, desse ou daquele modo. Enxergamos a vida como se ela fosse pré-traçada de modo definitivo (ou quase) e que não pudéssemos, nós, alterar-lhe o curso pré-estabelecido.
Assim sendo, caberia a pergunta: Por que o Espiritismo destrói o medo em nós?
A resposta possui várias vertentes ou condicionantes que, somados e bem compreendidos, podem nos auxiliar a superar os medos que vivenciamos:
1. Somos Espíritos, logo, somos seres imortais. Não somos aniquilados e a eventual destruição do planeta, pela ação humana, não nos deixará sem morada. Daí, Vida e Morte serem etapas da trajetória espiritual a que todos estamos sujeitos;
2. Reencarnamos porque precisamos. Somente a teoria das vidas sucessivas pode explicar as desigualdades entre os Espíritos (encarnados ou desencarnados). É por ela que todos os Espíritos podem experimentar as diversas contingências da evolução (provas, expiações, missões), de modo que, em cada uma das encarnações, o ser poderá viver sob diferentes condições, entre as quais a riqueza, a pobreza, a fartura, a necessidade, a inteligência privilegiada, a limitação dos sentidos, a beleza, a feiúra, entre outros. Por conseqüência, o progresso é sempre ascendente, razão pela qual é acertado dizer que, hoje, somos infinitamente melhores do que já fomos.
3. Não há destino, sorte ou azar. Deus não escolhe (premia ou pune) os indivíduos a seu bel-prazer ou mediante critérios personalísticos e discutíveis. Deus não castiga, nem recompensa. Nós é que recebemos o efeito daquilo que praticamos. Somos, sempre, o resultado de nós mesmos. As lutas que travamos são sempre contra nós mesmos, em relação às nossas imperfeições morais. O resultado, quando exitoso, importa no avanço na escala evolutiva, que representa a vitória sobre nossas limitações e o credenciamento a outras (e melhores) oportunidades.
4. O passado espiritual de cada um, por certo, é composto por erros, limitações, dívidas. Mas a Justiça e a Contabilidade divinas que administram nossas idas e vindas, sob diferentes roupagens, não são baseadas em automatismos ou abordagens cartesianas (do tipo pagar na mesma moeda o mal causado). A dinâmica das Leis Espirituais comporta um mecanismo perene e perfeito de dar a cada um segundo suas obras, isto é, de considerar, a cada passo, em cada evento, tanto o que fizemos de errado quanto o que obramos em acerto, o que deixamos de fazer e a responsabilidade, pessoal e intransferível em relação a cada procedimento (ação ou omissão).
5. O presente, a vida física nos direciona à necessidade de agirmos como pessoas encarnadas, vivenciando as experiências do ser material, mas com a atenção às questões de natureza espiritual (tal como asseverou Jesus, viver no mundo sem ser do mundo). Ou seja, viver do melhor modo possível, aproveitando os capítulos da vida como meios de aprendizado e busca da felicidade, ainda relativa.
6. O futuro deve ser encarado sob duplo viés: a) a vida no Plano Espiritual, com características bastante similares à vida física, pois continuamos a ser o que somos, com nossas simpatias e antipatias, gostos e pendências, valores e limitações; e, b) o preparo para novas encarnações, nas quais ocorrerá a nossa depuração, até galgarmos os estágios da Escala Espiritual.
A arma para vencer todos os medos (assim como as limitações espirituais) é, sempre, o conhecimento. Conhecimento que deriva da informação acerca das realidades física e espiritual, o primeiro decorrente das pesquisas e experiências científicas e, o segundo, do intercâmbio mediúnico e do desenvolvimento de teses espíritas. O conhecimento, porém, não é só mera teoria. De nada valem as decorebas das questões e máximas espíritas. Isto é somente informação. Esta, para transmudar-se em conhecimento, há que estar aliada à prática, à conduta, que nos qualificará como seres em contínua evolução, superando medos e limitaçõ

ciumes (espirita)

 Ciúme: prova de desamor.

 

 Prender alguém, por mais dourados que sejam os laços ou as correntes, não deixa de ser uma prova de desamor. Como assim prender alguém? Não, não se trata de cativeiro, sequestro, prisão em grades ou algemas reais nas mãos.
     Referimo-nos antes aos efeitos danosos do ciúme, do sentimento de posse sobre alguém ou das tentativas de manipulação da liberdade de alguém em agir nesta ou naquela direção. Afinal, consideremos que não podemos forçar ninguém a nada, a não ser por força da Lei. O ciúme traz prejuízos de longo alcance, causando sofrimentos para ambos os envolvidos, em autêntica prisão psicológica cujos danosos efeitos não podemos prever.
     É uma prova de desamor porque quem ama não prende, pois o amor não impõe, não censura, não critica; o amor, antes, compreende, tolera, entende, estimula, liberta.
     Quem somos nós para determinar como, quando e onde uma pessoa pode agir, estar ou conviver? Desde que a pessoa haja com decência, dignidade, correção, como querer vigiar-lhe os passos?
     O Jornal da Cidade, de Bauru-SP, em sua edição de 27/01/2008, publicou no suplemento Comportamento, a excelente matéria Uma doença chamada ciúme, assinada por Giuliana Reginatto.   Referida reportagem inclui casos famosos de ciúme, geradores de tragédias comoventes e transcreve trecho importante do livro Ciúme – o lado amargo do amor, de Eduardo Ferreira Santos, doutor em ciências médicas e mestre em psicologia, que extraímos da reportagem citada: “O ciúme é egoísta. A pessoa exerce o ciúme para restringir a liberdade do outro. Podemos compará-lo com a dor: todo mundo sente dor, mas não é normal sentir muita dor, por tempo prolongado. Ficar enciumado com uma determinada situação é diferente de ser ciumento sempre, fantasiando motivos”.
     A reportagem traz também o relato de Cíntia Valadares, que procurou ajuda antes que uma obsessão pelo ex-noivo culminasse em tragédia: “Por causa do meu ciúme ele foi parar na delegacia. Como eu não poderia ir a um jantar com ele e não queria que fosse sozinho, fiz uma denúncia falsa. Inventei que havia sido roubada e que sabia onde o ladrão estava. Dei o endereço da festa e ele ficou detido por quatro horas. Para reatarmos, ele impôs que eu procurasse tratamento”.
     O tema, pois, merece cuidado e atenção, pelos desdobramentos prejudiciais que acarreta nos relacionamentos. Embora tenha usado o título acima para chamar a atenção do leitor, o ciúme é também insegurança, forma de chamar atenção e um verdadeiro transtorno, para o qual os psicólogos estão, estes sim mais do que eu, capacitados para ampliar as considerações sobre causas, consequências e tratamento. Mas é também, sem dúvida, em muitos casos, uma prova de desamor.
     Quem ama, confia! E prender ou constranger alguém, impedir relacionamentos e vigiar, como verdadeira neurose, é caso para terapia. Não somos propriedade de ninguém. Somos seres em aprendizado, necessitados uns dos outros, para nos estendermos as mãos nas experiências que nos façam crescer e conviver com harmonia.

domingo, 9 de junho de 2013

incorporação e transfiguração espirita

A manifestação normalmente é telepatica, porém como se dá as incorporações onde há mudanças de fisionomia do médium, como é explicado este fenômeno?
O fenomeno de mudanca de fisionomia chama-se transfiguracao. Abaixo transcrevemos as informacoes que podem ser obtidas em O Livro dos Mediuns (Cap. VII) sobre tal assunto:
Consiste na mudança do aspecto de um corpo vivo. Aqui está um fato dessa natureza cuja perfeita autenticidade podemos garantir, ocorrido durante os anos de 1858 e 1859, nos arredores de Saint-Etienne.
A transfiguração, em certos casos, pode originar-se de uma simples contração muscular, capaz de dar à fisionomia expressão muito diferente da habitual, ao ponto de tornar quase irreconhecível a pessoa. Temo-lo observado freqüentemente com alguns sonâmbulos; mas, nesse caso, a transformação não é radical. Uma mulher poderá parecer jovem ou velha, bela ou feia, mas será sempre uma mulher e, sobretudo, seu peso não aumentará, nem diminuirá. No fenômeno com que nos ocupamos, há mais alguma coisa. A teoria do perispírito nos vai esclarecer.
Está, em princípio, admitido que o Espírito pode dar ao seu perispírito todas as aparências; que, mediante uma modificação na disposição molecular, pode dar-lhe a visibilidade, a tangibilidade e, conseguintemente, a opacidade que o perispírito de uma pessoa viva, isolado do corpo, é passível das mesmas transformações; que essa mudança de estado se opera pela combinação dos fluidos.
Figuremos agora o perispírito de uma pessoa viva, não isolado, mas irradiando-se em volta do corpo, de maneira a envolvê-lo numa espécie de vapor. Nesse estado, passível se torna das mesmas modificações de que o seria, se o corpo estivesse separado. Perdendo ele a sua transparência, o corpo pode desaparecer, tornar-se invisível, ficar velado, como se mergulhado numa bruma. Poderá então o perispírito mudar de aspecto, fazer-se brilhante, se tal for a vontade do Espírito e se este dispuser de poder para tanto.
Um outro Espírito, combinando seus fluidos com os do primeiro, poderá, a essa combinação de fluidos, imprimir a aparência que lhe é própria, de tal sorte, que o corpo real desapareça sob o envoltório fluídico exterior, cuja aparência pode variar à vontade do Espírito.
Esta parece ser a verdadeira causa do estranho fenômeno e raro, cumpra se diga, da transfiguração.
Quanto à diferença de peso, explica-se da mesma maneira por que se explica com relação aos corpos inertes. O peso intrínseco do corpo não variou, pois que não aumentou nele a quantidade de matéria. Sofreu, porém, a influência de um agente exterior, que lhe pode aumentar ou diminuir o peso relativo. Provável é, portanto, que, se a transformação se produzir, tomando a pessoa o aspecto de uma criança, o peso diminua proporcionalmente.
Concebe-se que o corpo possa tomar outra aparência de dimensão igual ou maior do que a que lhe é própria. Como, porém, lhe será possível tomar uma de dimensão menor, a de uma criança, conforme acabamos de dizer? Neste caso, não será de prever que o corpo real ultrapasse os limites do corpo aparente?
Por isso mesmo que tal se pode dar, não dizemos que o fato se tenha produzido.
Apenas, reportando-nos à teoria do peso específico, quisemos fazer sentir que o peso aparente houvera podido diminuir. Quanto ao fenômeno em si, não afirmamos nem a sua possibilidade, nem a sua impossibilidade. Dado, entretanto, que ocorra, a circunstância de se lhe não oferecer uma solução satisfatória de nenhum modo o infirmaria. Importa se não esqueça que nos achamos nos primórdios da ciência e que ela está longe de haver dito a última palavra sobre esse ponto, como sobre muitos outros. Aliás, as partes excedentes poderiam ser perfeitamente tornadas invisíveis.

Transfiguração e multiplicação dos pães.( espiritismo)


Jesus levou Pedro, Tiago e João em particular a um alto monte, com o propósito de orar.

Enquanto ele orava:

seu rosto se modificou, resplandecia como o sol;
suas vestes tomaram-se brancas como a luz.
E apareceram Moisés e Elias (ambos já desencontrados) e conversavam os três sobre sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusalém.

Explicação espírita do fenômeno
A transfiguração é "uma transformação fluídica, uma espécie de aparição perispirítica, que se produz sobre o próprio corpo do vivo" ; "geralmente é perceptível a todos os assistentes e com os olhos do corpo, precisamente por se basearem na matéria carnal visível". Pode-se dar pela vontade da própria pessoa ou sob influência externa. (Vide Allan Kardec, "A Gênese", cap. XIV, item 39; e a "Revista Espírita" de março de 1859.) Quando orou, Jesus se expandiu perispiritualmente, superpondo ao corpo novo aspecto e apresentando grande irradiação. A luminosidade propagou-se às suas vestes e através delas.

Quanto à presença de Moisés e Elias, foi um fenômeno de materialização (Pedro, Tiago e João eram médiuns de efeitos físicos), que será estudado em aula posterior.

A multiplicação de pães e peixes
Relatam os evangelistas que Jesus por 2 vezes multiplicou pães e peixes para atender à multidão que o seguira até uma região "deserta" (longe de cidades) e ali ficara ouvindo-o e recebendo curas mas, por não se terem munido de alimentos, estavam a ponto de passar fome.

A primeira multiplicação é relatada por Mt, 14 vs. 13/23, Mc. 6 vs. 30/44, Lc. 9 vs, 10/17 e Jo. 6 vs, l/15. A segunda somente por Mt. 15 32/39 e Mc. 8 1/10.

As diferenças entre as duas são pequenas, pois em ambas Jesus:

aproveitou o de que dispunham (alguns pães e peixes) ;
mandou que o povo se assentasse em grupos (ordenou a multidão);
orou (tomando os pães e peixes, ergueu os olhos aos céus e os abençoou);
depois fez a repartição entre os discípulos e estes para o povo;
todos comeram à vontade (milhares de homens, além das mulheres e crianças) ;
e ainda sobraram muitos cestos com pedaços de pão e de peixe, que Jesus mandou recolher para nada se perder.
Como explicar esse fenômeno?
Kardec entende que não houve o fenômeno materialmente ("A Gênese", cap. XV, item 48). A passagem seria simbólica, representando que Jesus "alimentou" espiritualmente a multidão que, magnetizada por sua presença e atenta à sua palavra, nem sentiu a falta de alimento físico. Assim queria Jesus que os discípulos também "alimentassem" o povo, quando lhes disse:

"Não é preciso que se retirem; dai-lhes vós de comer".

Também se pode pensar que, além dos poucos pães e peixes trazidos pelos discípulos, outras pessoas tivessem mais alimentos consigo e, ante o exemplo de doação generosa, acabaram por entregá-los também para a repartição entre todos. Aí, deu e sobrou.

Entretanto, não seria impossível um fenômeno de efeitos físicos, materializando substâncias. Em "O Livro dos Médiuns" (cap. VIII, Do Laboratório do Mundo Invisível), vemos que os espíritos podem não só reproduzir aparência de alimentos mas fazer que essas substâncias materializadas dêem até "a impressão de saciedade", quando ingeridas.

Mas para que teria Jesus realizado um fenômeno de efeitos físicos assim, multiplicando pães e peixes? Talvez com o objetivo de ensinar que precisamos pensar no próximo, no que ele necessita, e ajudar a atender essa necessidade; fazer isso orientando e ordenando o povo, doando o que nos for possível, buscando também o auxílio espiritual (orou antes de multiplicar) e não desperdiçando recursos (mandou recolher o que sobrasse).

Qual foi a repercussão?
Foi grande. A multidão, depois, queria proclamar rei a Jesus.

Mas ele não aceitou. E advertiu a todos: "Trabalhai não pela comida que perece mas pela que permanece para a vida eterna", ou seja, que procurassem assimilar sua mensagem, seus ensinos e exemplos.

Ressurreições
No Velho e no Novo Testamentos, há relatos de ressurreições, isto é, de pessoas que estavam mortas e voltaram a viver.

Como aceitar tais relatos se, à luz da Ciência, fatos assim são impossíveis e também não mais os vemos ocorrer nos dias de hoje?

O que a Ciência constata são casos em que as pessoas sofreram:

morte clínica: com parada cardíaca, perda da respiração, da consciência e dos movimentos; ' - letargia (do latim, letargia): perda momentânea da sensibilidade e do movimento, dando ao corpo aparência de morte real;
catalepsia (do grego, katálepsis): perda momentânea, algumas vezes espontânea, da sensibilidade e do movimento em determinada parte do corpo.
São, os três, estados patológicos ou anômalos. Geralmente a pessoa pode se recuperar deles, em minutos ou dias, havendo as condições e ajuda adequadas.

Explicação espírita de tais estados
Havendo desligamento parcial do perispírito, o espírito deixa de tomar contato, temporariamente, com determinada região do corpo ou no seu todo, porque lhe falta o elemento de ligação com ele.

O desligamento perispiritual pode se dar por causas orgânicas ou espirituais (inclusive por influência de outrem). Mas enquanto os laços fluídicos não se desataram totalmente e o corpo ainda tem vitalidade, sem lesão irreversível nos órgãos, será possível fazer a pessoa retomar ao normal:

restaurando as condições do funcionamento orgânico;
auxiliando fluidicamente (magnetismo humano ou espiritual) ;
estimulando o espírito à ação sobre o corpo;
afastando o espírito perturbador (se houver).
Mas, ao tempo de Jesus, se uma pessoa caísse em estado letárgico não haveria no local um médico que a examinasse e soubesse reconhecer que ela estava viva. (Quase não havia "doutores" na Palestina, naquela época, e muitos dos que assim se consideravam eram rabinos e, às vezes, curandeiros ; conheciam-se poucos remédios genuínos, se bem que se usassem várias ervas medicinais).

Por isso, as pessoas em estado letárgico acabavam sendo consideradas mortas. E como o sepultamento de cadáveres era feito no próprio dia da morte (às vezes de modo imediato: Atos 5, 1/11), podia não dar tempo de a pessoa se recuperar da letargia.

Após estes esclarecimentos, leiamos e analisemos os 3 casos em que Jesus "ressuscitou" pessoas, que foram:

o filho da viúva de Naim (Lc. 7 vs. l1/17);
a filha de Jairo, chefe da sinagoga de Cafarnaum (Lc. 8 40/42 e 49/56) ;
Lázaro (Jo. l 1, 1/45).
Observações:
No caso da filha de Jairo e de Lázaro, Jesus afirma textualmente que a pessoa não está morta mas dorme. Também ocorreria o mesmo quanto ao filho da viúva de Naim.
Jesus orou antes de "ressuscitar" Lázaro; certamente o fez também nas outras vezes mas, ou não foi em voz alta, ou não ficou relatado.
Os discípulos estavam sempre por perto; mas provavelmente se utilizava Jesus dos fluidos de Pedro, Tiago e João (médiuns de efeitos físicos), pois estes apóstolos foram os únicos que admitiu entrassem com ele para fazer a "ressurreição" da filha de Jairo.
Jesus se encaminhou para o túmulo de Lázaro, que "era uma gruta, a cuja entrada tinham posto uma pedra". Esclarece bem o evangelista João, pois o sepultamento, entre os judeus, não era feito sob a terra (como o fazemos atualmente) mas nas rochas, em cavernas naturais ou artificiais, fechando-se a entrada por meio de pedras, para proteger de eventual ataque de animais. Preferiam sepultar em lugares distanciados das habitações, fora dos muros da c idade.
Portanto, apesar de sepultado logo após a sua "morte", Lázaro não estava sob a terra mas numa gruta, com oxigenação suficiente para sobreviver ao estado letárgico em que caíra.
"Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias", disse Marta, irmã de Lázaro, quando Jesus mandou removessem a pedra da entrada do sepulcro. Era o que Marta pensava mas não a realidade, pois Lázaro não morrera, e seu corpo, em estado letárgico, não estava em decomposição.
Nos três casos, Jesus falou diretamente à pessoa para que se levantasse. Em espírito, podiam ouvi-lo e agir sobre o corpo, após haverem recebido a ajuda fluídica de Jesus. No caso da menina, Lucas diz expressamente: "voltou-lhe o espírito" (quer dizer que estava afastado) e então "ela imediatamente se levantou".
(Vide "O Livro dos Espíritos", 2a parte, cap. VIII, pergs. 422/424 e "A Gênese", cap. XV, itens 37 a 40.) Por mais admirável que a "ressurreição" física nos pareça, ela é de efeito temporário, pois um dia o "ressuscitado" terá de desencarnar mesmo.

Que haverá "ressurreição" espiritual para todos nós, além da morte do corpo, é verdade, pois continuaremos a viver em espírito. Porém, em que estado despertaremos nesse além? Felizes ou infelizes, conforme nossos pensamentos, sentimentos e ações.

Que mais nos importa, então? É a "ressurreição" moral, o despertamento nosso em espírito, para sairmos da "morte espiritual" (erro, inércia, vício, usura, etc.) na direção da vivência correta e plena de nossas potencialidades espirituais.Assista o filme é lindo!!!

Que é Bilocação( espirita)

                

A Bilocação pode ser definida como a presença simultânea de uma pessoa em dois lugares diferentes. Muitos Santos da Igreja católica tiveram o carisma da bilocação. Padre Pio teve este carisma, na realidade várias testemunhas oculares o viram em lugares diferentes em bilocação.
Sra. Maria era a filha espiritual de padre Pio, ela disse: "Uma vez, durante a noite, eu estava rezando com meu irmão quando de repente ele se sentiu adormecido. Ele se levantou imediatamente por ter recebido um tapa. Ele percebeu que a mão que o bateu estava coberta com uma luva. Ele pensou que era padre Pio e no dia seguinte perguntou para padre Pio se ele tinha dado-lhe um tapa. Padre Pio respondeu: ”Este é o jeito certo de se rezar?” Com um tapa, padre Pio o levantou chamando sua atenção para a oração.
Em um dia, um oficial do Exército italiano foi para a sacristia e assistindo padre Pio disse: "Sim, aqui está ele! Eu não estou errado!" Ele se aproximou de padre Pio e se ajoelhou em frente a ele e chorando disse: "Padre, obrigado por me salvar de morte”. Aquele homem contou para aquelas pessoas que estavam lá: "Eu era Capitão da Infantaria e um dia, no campo de batalha, em uma hora terrível não longe de mim, eu vi um frade que disse:"Senhor, fique longe desse lugar!". Eu fui para ele e assim que eu me movi um estouro de granada no mesmo lugar onde eu estava poucos segundos antes. Aquela granada abriu uma cratera. Eu me virei para achar o frade, mas ele não estava mais lá”. Padre Pio que estava em bilocação tinha salvado a vida dele.
Padre Alberto que conheceu padre Pio em 1917 contou: "Eu vi padre Pio que se levantou em frente a FOTO16.jpg (5587 byte)uma janela enquanto eu estava olhando para a montanha. Eu cheguei para beijar a mão dele, mas ele notou minha presença. Eu notei que o braço dele estava rígido. Naquele momento eu ouvi que ele estava concedendo a absolvição a alguém. Depois de um tempo ele se sacudiu como se ele estivesse saindo de um sono. Ele me viu e me falou:” Você estava aqui, e eu não o notei!".Alguns dias depois um telegrama foi recebido de Torino (Itália). Naquele telegrama alguém agradeceu o superior do convento porque ele tinha enviado padre Pio a Torino (Itália) para ajudar uma pessoa que estava morrendo. Eu percebi que o homem estava morrendo no mesmo momento no qual padre Pio estava o abençoando em San Giovanni Rotondo. Obviamente o superior do convento não tinha enviado padre Pio a Torino (Itália) ele tinha estado lá em bilocação.
Em 1946 uma família americana foi da Filadélfia para São Giovanni Rotondo para agradecer padre Pio. Na realidade o filho deles era piloto de um avião bombardeiro (durante a Segunda Guerra Mundial) e padre Pio no céu do Oceano Pacífico tinha o salvo. O avião estava voando perto da ilha para o aeroporto onde ia pousar depois de descarregar suas bombas. Mas o avião foi danificado por um avião de caça japonês. "O avião" - disse o filho - explodiu antes que a tripulação tivesse a chance de saltar com o pára-quedas. Eu só tive sucesso saindo do avião; Eu não sei como eu fiz. Eu tentei abrir o pára-quedas, mas eu não tive sucesso fazendo isto. Então eu teria me esmagado no chão se eu não tivesse recebido a ajuda de um frade que me apareceu no ar. Ele tinha uma barba branca, ele me levou em seus braços e me colocou suavemente no aeroporto. Você imagina, que tipo de surpresa eu tive, isto retirou minha fala. Ninguém acreditava em mim, mas por causa de minha presença todo mundo teve que acreditar. Eu reconheci o frade que salvou minha vida quando, depois de alguns dias me deram licença e eu fui para casa. Eu vi o monge nas fotografias de minha mãe. Ela me falou que tinha pedido para padre Pio que cuidasse de mim.
Uma mulher tinha ido para a casa da filha dela. Ela teve câncer em um dos braços e ela concordou com sua filha em enfrentar uma cirurgia. O médico tinha lhe pedido para ser paciente e esperar alguns dias antes de estabelecer a data para a cirurgia. O marido da filha dela enviou um telegrama para padre Pio onde lhe pedia que rezasse para a sogra dele. Em pouco tempo o telegrama chegou a padre Pio, a mulher que estava no quarto só viu um monge entrar pela porta. Ele disse, "Eu sou padre Pio de Pietrelcina". Então ele lhe perguntou o que o médico tinha lhe contado e ele lhe encorajou que confiasse em Nossa Senhora. Então ele fez o sinal da Cruz no braço dela e despediu-se saindo do quarto. Naquele ponto a mulher chamou o mordomo, a filha dela e o genro. Ela perguntou: "Por que você disse para padre Pio entrar no quarto sem me informar?”. Mas eles responderam que não tinham visto padre Pio, além disso, eles não tinham aberto a porta a qualquer pessoa. No dia seguinte quando o médico fez sua análise médica para a preparação da cirurgia, ele não achou nenhum câncer.
O bispo que ordenou padre Pio em 10 de agosto de 1910 na catedral de Benevento (Italy), teve a visita de padre Pio antes de sua morte para receber o apoio espiritual dele. Padre Pio entrou lá em bilocação. 
Até mesmo o abençoado Dom Orione falou sobre a bilocação de padre Pio. Ele disse: "Eu estava na Igreja de São Pedro em Roma, para assistir à celebração da beatificação de Santa Teresa. Também estava padre Pio (apesar dele estar ao mesmo tempo no convento dele), eu o vi, ele estava sorrindo e estava vindo para mim pela multidão, mas quando eu estava perto, ele desapareceu”.
Em 1951, padre Pio celebrou a Santa Missa em um convento de freiras na Tchecoslováquia. Depois que a Missa terminou as freiras foram para a sacristia para oferecer a padre Pio um café para lhe agradecer a visita inesperada, mas elas não acharam o padre na sacristia. Assim as freiras perceberam que padre Pio tinha estado lá em bilocação. 
Em 1956, padre Pio ajudou o cardeal da Hungria que estava na prisão em Budapeste durante a Santa Missa. Alguém teve notícias daquele fato e pediu a Padre Pio diretamente: "Padre Pio que você serviu para a Massa ao Cardeal de Hungria, assim você falou com ele! Assim você esteve em prisão com ele e você o viu!” Padre Pio respondeu: "Claro que se eu tivesse falado com ele que eu também o" vi. Ele estava em bilocation. 
Mãe Speranza que fundou a ordem das Criadas do Amor Misericordioso disse ter visto padre Pio durante um ano, diariamente em Roma. Nós sabíamos que padre Pio nunca tinha ido para Roma, se não uma vez para levar a irmã dele que tinha decidido entrar no convento, em 1917. Ele tinha estado lá em bilocação. 
Um General Italiano do Exército cujo nome era Cadorna, depois da derrota de Feltro de Caporetto estava em tal condição de depressão que decidiu suicidar-se. Uma noite ele foi para o seu quarto e ordenou à empregada dele que não permitisse que ninguém entrasse. Ele pegou sua arma de uma gaveta e apontou-a para sua cabeça, mas de repente ele ouviu uma voz: "Oh General, por que você quer fazer tal coisa estúpida?" A voz e a presença do monge deixaram o general mudo. Ele desejou saber como era possível que um monge tivesse entrado no quarto dele. Ele pediu explicações à empregada dele, mas ela respondeu que não tinha visto ninguém entrando no quarto dele. Alguns anos depois, soube-se de uma notícia em um jornal de um monge que fez milagres na área de Gargano. Ele foi secretamente lá, mas se surpreendeu quando padre Pio lhe falou: “Oi General, você corre um grande risco esta noite, não o faça!”.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Alienados mentais espiritismo


Alienados mentais
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Antes de visitarmos as cavernas de sofrimento, Calderaro instou-me a fazer com ele rápida visita a grande instituto Consagrado ao recolhimento de alienados mentais, na Esfera da Crosta.
— Compreenderás, então, mais exatamente —explicou, generoso, dirigindo-se a mim com a delicadeza que lhe é peculiar — a tragédia dos homens desencarnados, em pleno desequilíbrio das sensações. Excetuados os casos puramente orgânicos, o louco é alguém que procurou forçar a libertação do aprendizado terrestre, por indisciplina ou ignorância. Temos neste domínio um gênero de suicídio habilmente dissimulado, a auto-eliminação da harmonia mental, pela inconformação da alma nos quadros de luta que a existência humana apresenta. Diante da dor, do obstáculo ou da morte, milhares de pessoas capitulam, entregando-se, sem resistência, à perturbação destruidora, que lhes abre, por fim, as portas do túmulo. A princípio, são meros descontentes e desesperados, que passam despercebidos mesmo àqueles que os acompanham de mais perto. Pouco a pouco, no entanto, transformam-se em doentes mentais de variadas gradações, de cura quase impossível, portadores que são de problemas inextricáveis e ingratos. Imperceptíveis frutos da desobediência começam por arruinar o patrimônio fisiológico que lhes foi confiado na Crosta da Terra, e acabam empobrecidos e infortunados. Aflitos e semimortos, são eles homens e mulheres que desde os círculos terrenos padecem, encovados em precipícios infernais, por se haverem rebelado aos desígnios divinos, preterindo-os, na escola benéfica da luta aperfeiçoadora, pelos caprichos insensatos.
Guardando carinhosamente a observação, acompanhei-o na excursão matinal ao grande estabelecimento, onde os mentecaptos eram em grande número.
No primeiro pátio que topamos, compacta era a quantidade de mulheres desequilibradas que palestravam.
Uma velha de cabelos nevados, mostrando acerba ferocidade no olhar, envergava o uniforme da casa, como quem arrastasse um vestido real, e dizia a duas companheiras apáticas:
— Na minha qualidade de marquesa, não tolero a intromissão de médicos inconscientes. Creio estar presa por motivos secretos de família, que averiguarei na primeira oportunidade. Tenho poderosos inimigos na Corte; contudo, as minhas amizades são mais prestigiosas e fiéis.
Baixou a voz, como receando espias ocultos, e falou ao ouvido de uma das irmãs de sofrimento:
— O Imperador está interessado em meu caso e punirá os culpados. Segregaram-me por miseraveis questões de dinheiro.
Elevando o diapasão, inesperadamente, bradou:
— Todos pagarão! Todos pagarão!
E continuava explicando-se com gestos de grande senhora.
Compungia-me observar a promiscuidade entre as enfermas encarnadas e as entidades infelizes, que ali se acotovelavam. Preso ainda ao meu antigo vezo de curiosidade, tentei estacar, a fim de ouvir a demente até ao fim, mas o Assistente deu-se pressa em considerar:
— Não nos detenhamos. Infelizmente, atraVessamos vasta galeria de padecimento expiatório, onde nossos recursos socorristas não ofereceriam vantagens imediatas. Aqui, quase todos os alienados são criaturas que abdicaram a realidade, atendo-se a circunstâncias do passado sem mais razão de ser. Essa desventurada irmã já possuiu titulos de nobreza em existência anterior; perpetrou clamorosas faltas, dando expansão às energias cegas do orgulho e da vaidade. Renascendo em aprendizado humilde para o reajustamento imprescindível, alarmou-se ante as primeiras provações mais rudes da correção benfeitora, reagiu contra os resultados da própria sementeira, entregou o invólucro físico ao curso de ocorrências nefastas; e, por fim, situou-se mentalmente em zonas mais baixas da personalidade, passando a residir, em pensamento, no pretérito de mentiras brilhantes. Agarrou-se, desesperada, às recordações da marquesa vaidosa de salões que já desapareceram, e perambula nos vales da demência em lastimáveis condições.
Não déramos muitos passos, encontramos novo ajuntamento, em que sobressaía curiosa dama, extremamente nervosa.
— Deus me livre de todos, Deus me livre de todos! — gritava, inquieta. — Não voltarei! nunca, nunca!...
Aproxima-se, cordata, a enfermeira, e pede:
— Senhora, mais calma! É seu marido que vem à visita. Vamos ao guarda-roupa.
E sorrindo:
— Não se sente feliz?
— Jamais! — bradava a demente com espantoso semblante de angústia. — Não quero vê-lo! odeio-o, odeio, com tudo o que lhe pertence!
tRepetindo expressões de desprezo, inteiriçou-se, caindo em lamentável crise de nervos, pelo que a auxiliar da enfermagem houve que requisitar socorro urgente.
Desejei reter-me, a fim de estudar a situação, mas o Assistente impediu-me, esclarecendo:
— Não percas tempo. Não remediarias o mal. Nossa passagem aqui é rápida. RecomendO apenas anotes o refúgio de todos os que se esquecem dos deveres presentes, pretendendo escapar aos imperativos da realidade educadOra.
Modificou a inflexão da voz e prosseguiu:
— Não asseguramos que todos os casos do hospício se relacionem exclusivamente com esse fator. Muita gente atravessa este paVorosO túnel, premida por exigências da prova retificadora; é, no entanto, forçoso reconhecer que a maioria encetoU o pungitivo drama em si mesma. São irmãos nossos, revoltados ante os desígnios superiores que os conduzirem a recapitular ensinamentos difíceis, qual o de se reaproximarem de velhos inimigos por intermédio de laços consangüíneos ou o de enfrentarem obstáculos aparentemente insuperáveis.
“Para que se efetue a jornada iluminativa do espírito é indispensável deslocar a mente, revolver as idéias, renovar as concepções e modificar, invariavelmente, para o bem maior o modo IntimO de ser, tal qual procedemoS com o solo na revivificação da lavoura produtiva OU com qualquer instituto humano em reestruturação para o progreSSO geral. NegandO-Se, porém, a alma a receber o auxilio divinO, através dos processos de transformação incessante que lhe são oferecidos, em seu benefício próprios pelas diferentes situações de que os dias se compõem no aprendizado carnal, recolhe-se á margem da estrada, criando paisagens perturbadoras com desejos injustificáveis.
Quase podemos afirmar que noventa em cem dos casos de loucura, excetuados aqueles que se originam da incursãO microbiana sobre a matéria cinzenta, começam nas conseqüências das faltas graves que praticamos, com a impaciência ou com a tristeza, isto é, por intermédio de atitudes mentais que imprimem deploráveis reflexos ao caminho daqueles que as acolhem e alimentam. instaladas essas forças desequilibrantes no campo íntimo, inicia-se a desintegração da harmonia mental: esta por vezes perdura, não só numa existência, mas em várias delas, até que o interessado se disponha, com fidelidade, a valer-se das bênçãos divinas que o aljofram, para restabelecer a tranqüilidade e a capacidade de renovação que lhe são inerentes à individualidade, em abençoado serviço evolutivo. Pela rebeldia, a alma responsável pode encaminhar-se para muitos crimes, a cujos resultados nefastos se cativa indefinidamente; e, pelo desânimo, é propensa a cair nos despenhadeiros da inércia, com fatal atraso nas edificações que lhe cabe providenciar.
Nesse ponto dos esclarecimentos, penetrávamos extensa varanda no departamento masculino e logo se nos deparou um homem que decerto se enquadrava entre os esquizofrênicos absolutos. Rodeavam-no algumas entidades de sombrio aspecto. Semelhava-se o doente a perfeito autômato, sob o guante de tais companheiros. Exibia gestos maquinais, e, ao guarda que se aproximava, cauteloso, explicou em tom muito sério:
— Venha, “seus João. Não tenha receio. Ontem eu era o “leão”, mas hoje, sabe o senhor o que eu sou?
Ante o enfermeiro hesitante, concluiu:
— Hoje sou a “bananeira”.
Encontraria, eu, sem dúvida, no caso, excelente ensejo de enriquecer experiências, porqüanto de pronto reconhecera a entrosagem completa entre a vitima e os obsessores que lhe eram invisíveis. O desditoso era rematado fantoche nas mãos dos algozes tipicamente perversos.
Calderaro, porém, não me permitiu interromper a marcha.
— O processo de desequilíbrio está consumado — informou —, e não encontrarias possibilidade de recompor-lhe, em serviçO rápido, as energias mentais centralizadas na região inferior. O infeliz vem sendo objeto de práticas hipnóticas de implacáveis perseguidores; acha-se exposto a emissões contínuas de forças que o deprimem e enlouquecem.
— Céus! — exclamei, aparvalhado — como socorrê-lo?
— Trata-se de um homem — acrescentou o orientador — que em encarnações anteriores abusou do magnetismo pessoal.
Não pude sopitar a objeção que me nasceu espontânea:
— Como? as ciências magnéticas são de ontem...
Calderaro estampou no olhar a condescendência que lhe é característica e retorquiu:
— Acreditas que teriam sido iniciadas com Mesmer?
E, sorridente, ajuntou:
— Se consideráramos o sentido literal do texto, o abuso de magnetiSmo pessoal teria começado com Eva, no paraíso...
Indicou o enfermo e prossegUiU:
— Em pretérito não muito remoto, nosso imprevidente amigo se excedeu em seu potencial de fascínio, desviando-o para aventuras menos dignas. Várias mulheres que lhe sofreram a ação corrosiva, assestaram contra ele incessantes explosões de ódio doentio e corruptor, extravasamentos que o pobre companheiro merecia em conseqüência da atividade condenável a que se dedicou por muitos anos. Minado pela reação persisttente, minguou-lhe o cabedal de resistência; converteu-se, destarte, em joguete das forças destrutivas, às quais, a bem dizer, voluntariamente se unira, ao abraçar, entusiasta, a declarada prática do mal. Até quando se demorará em tal atitude, não será possível prever. Geralmente, ao delinqüirmos, podemos precisar o instante exato de nossa penetração na desarmonia; jamais sabemos, porém, quando soará o momento de abandoná-la. No retorno à estrada reta, através de atoleiros em que chafurdamos, por indiferença e má fé, não podemos prefixar calendários para a volta: implicamo-nos em jogos circunstanciais, de que só nos despeamos após doloroso reajustamento...
Observando-me a admiração, ante a experiência hipnótica que os frios verdugos levavam a efeito, o Assistente considerou:
— Não te impressiones. A morte física não modifica de súbito as inteligências votadas ao mal, nem o duelo da luz com a sombra se adstringe aos estreitos círculos carnais.
Logo após, éramos surpreendidos por dois velhinhos atoleimados, a pronunciar frases desconexas.
— O tempo — elucidou o orientador, indicando-os — acaba sempre por denunciar a nossa posição verdadeira. Quando a criatura não haja feito da existência o sacerdócio de trabalho construtivo, que nos cumpre na Terra, os fenômenos senis do corpo são mais tristes para a alma, pois, neste caso, o indivíduo já não domina as conveniências forjadas pelo imediatismo humano, patenteando-se-lhe a fixação da mente nos impulsos inferiores. Milhões de irmãos nossos permanecem, séculos afora, na fase infantil do entendimento, por não se animarem ao esforço de melhoria própria. Enquanto recebem a transitória cooperação de saúde física relativa, das convenções terrenas, das possibilidades financeiras e das variadas impressões passageiras que a existência na Crosta Planetária oferece aos que passam pela carne, esteiam-se nos títulos de cidadãos que a sociedade lhes confere; logo, porém, que visitados pelo morbo, pela escassez de recursos ou pela decrepitude, revelam a infância espiritual em que jazem: voltam a ser crianças, não obstante a idade provecta manifestada pelo veículo de ossos, por se haverem excessivamente demorado nos sítios superficiais da vida.
A exposição não podia ser mais lógica; todavia, examinando aquele vasto ambiente, onde tantos loucos de ambos os sexos modorravam distantes do realismo do mundo, sem a mais leve perspectiva de desencarnação próxima, pensei nas criaturas que já renascem imperfeitas e perturbadas; nas crianças atrasadas e nos moços em luta com a demência juvenil; nas fobias sem número que amofinam pessoas respeitáveis e prestativas, e solicitei, então, do instrutor esclarecimentos sobre os quadros de sofrimento desse jaez, que de improviso assaltam os ambientes domésticos mais distintos.
O Assistente não se surpreendeu, e observou:
— Estudamos aqui, André, a messe das sementeiras, assim do presente, como do passado. Ponderamos não só a aprendizagem de uma existência efêmera, mas também a romagem da alma nos caminhos infinitos da vida, da vida imperecível que segue sempre, vencendo as imposições e as injunções da forma, purificando-se e santificando-se cada dia. Verificarás, conosco, afligente quadro de padecimentos espirituais, e é provável que apreendas, num hospício humano, algo dos desequilíbrios que afetam a mente desviada das Leis Universais. Em verdade, na alienação mental começa a «descida da alma às zonas inferiores da morte». Através do manicômio é possível entender, de certo modo, a loucura dos homens e das mulheres que, aparentemente equilibrados no campo social da Crosta Terrestre, onde permutam os eternos valores divinos por satisfações ilusórias imediatas, são relegados depois, além do sepulcro, a inominável desespero do sentimento. Quanto às perturbações que acompanham a alma no renascimento ou na infância do corpo, na juventude ou na senilidade, é mister reconhecer que o desequilíbrio começa na inobservância da Lei, como a expiação se inicia no crime. Adotada a conduta em desacordo com a realidade, encontra o espírito, invariavelmente, em todos os círculos onde se veja, os efeitos da própria ação. Seja nos mecanismos da hereditariedade fisiológica, seja fora de sua influência, a mente, encarnada ou não, revela-se na colheita do que haja semeado, no campo de evolução do esforço comum, no monte da elevação pela prática do sumo bem, ou no vale expiatório pelo exercício do mal.
O Assistente, que se dispunha a retirar-se, fitou-me demoradamente, e rematou:
- O louco, em geral, considerando-se não só o presente, senão até o passado longínquo, é alguém que aborreceu as bênçãos da experiência humana, preferindo segregar-se nos caprichos mentais; e a entidade espiritual atormentada após a morte é sempre alguém que deliberadamente fugiu às realidades da Vida e do Universo, criando regiões purgatórias para si mesmo.
Compreendeste?
Fixei o instrutor, reconhecidamente.
Sim, havia entendido. E, ponderando a lição da manhã, segui o orientador, que silente abandonava o campo de observação, a fim de mais tarde nos avistarmos com os benfeitores que visitariam as cavernas, em missão de amor e de paz.Assista o filme e vc vera um pouco do mundo espiritual!
 

terça-feira, 4 de junho de 2013

o que é magia de redenção . espiritualismo

 livro Magia de Redenção psicografada pelo médiun Hercílio Maes

Meus Irmãos
Atendendo às recomendações de nossos maiorais da espiritualidade, entregamo-vos esta obra de advertência e esclarecimento sobre o processo de “feitiço e bruxaria”, na qual preocupou-nos, exclusivamente, a ventura do ser humano e jamais o nosso interesse espiritual. No limiar do “Terceiro Milênio” e do signo mentalista de Aquário, símbolo dominante dos ares e do clima astrológico para a encarnação dos espíritos escolhidos a direito do Cristo, é necessário orientar os terrícolas para libertarem-se de práticas e atos, que os situarão na caravana dos “esquerdistas” estigmatizados para povoarem outro mundo inferior.
A Terra, a partir do III milênio, será promovida a escola planetária ginasial, requerendo, também, a matrícula de alunos já libertos das injunções instintivas e primárias da animalidade inferior. Malgrado os habituais protestos e censuras dos conservadores e descrentes do texto desta obra, insistimos em advertir aos terrícolas que o “feitiço” existe e só os espíritos completamente liberados de resgates cármicos são invulneráveis aos seus efeitos ruinosos.
Também não aguardamos louvores prematuros para as explicações e considerações que relacionamos nesta obra sobre os processos de feitiçaria. Em verdade, o principal objetivo de “Magia de Redenção” é advertir aos terrícolas, quanto à sua tremenda responsabilidade espiritual pelo derrame de sangue de animais e aves através de matadouros, frigoríficos, charqueadas e açougues, cuja barbárie “civilizada” gera cruciante carma humano e torna-se a principal fonte de infelicidade terrena. Enquanto sangue do irmão menor verter tão cruelmente na face da terra, os espíritos desencarnados também terão farto fornecimento de “tônus vital” para a prática nefanda do vampirismo, obsessão e feitiçaria. Sob a justiça implacável da Lei do Carma, a quantidade de sangue vertida pelos animais e aves, resulta, pela ação reflexa, em igual quantidade de sangue humano jorrado fratricidamente nos morticínios das guerras e guerrilhas! Cada matadouro construído no mundo proporciona a encarnação de um “Hitler” ou “Átila”, verdadeiros flagelos, semeadores de sofrimento da humanidade, como executores inconscientes da lei cármica, - a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória! Jamais a guerra será eliminada da face da terra, enquanto explorardes a “indústria da morte” mediante esses abomináveis matadouros e frigoríficos de aves e animais, pois estes, como os homens, são filhos do mesmo Deus e criados para a mesma felicidade. A Divindade não seria tão estuta e injusta, permitindo que o homem dito racional seja feliz enquanto massacrar o irmão menor, indefeso e serviçal, pois ele também sente!
Ademais, os espíritos diabólicos que obsidiam, vampirizam e enfeitiçam, são os irmãos desencarnados ainda escravos da ignomínia do carnivorismo, tal qual fazeis atualmente. Em verdade, é bem diminuta a diferença entre os vampiros desencarnados, que se satisfazem com o sangue cru, e os vampiros encarnados, que preferem come-lo ou bate-lo até transforma-lo em chouriço de rótulo dourado! Infeliz humanidade terrena, ainda escrava de um círculo vicioso, em que os “vivos” dotados de razão trucidam os “vivos” irracionais para beber-lhes o sangue e devorar-lhes as carnes; e então, depois, enfrentam o cruciante sofrimento de verem os filhos ou parentes para o massacre organizado dos campos de batalhas! Estadistas, filósofos, psicólogos, sacerdotes, lideres espiritualistas e governos tem gasto toneladas de papel e rios de tinta em congressos, campanhas, empreendimentos e confraternizações para implantarem a paz do mundo e festejando tais congraçamentos com banquetes de vísceras sangrentas de aves e de animais, cujo sangue vertido é exatamente a causa da infelicidade das guerras! A Divindade jamais poderia rebaixar o seu espírito de justiça e de amor por todos os seres, concedendo a paz e a ventura ao homem racional, que firma a sua existência sobre os escombros sangrentos do irmão menor!
Convertem-se os terrícolas em escravos do mundo oculto ao servir de “repastos vivos” dos espíritos tenebrosos, vinculados às paixões mais aviltantes! Por isso, o enfeitiçamento e a obsessão alastram-se no vosso mundo, nutridos pelo sangue derramado das aves, dos animais e dos próprios homens massacrados carmicamente nas guerras abomináveis! Jorra o sangue nos pisos dos matadouros e aviários modernos sob os gemidos cruciantes dos animais e aves indefesos; mas jorrará também o sangue humano nas ruas, praças, lares e campos floridos sob a lei de causa e efeito do Carma!
“Magia de Redenção”, embora não passe de um singelo relato mediúnico de muitos assuntos já conhecidos dos ocultistas de estudiosos, também poderá servir para novas pesquisas e estudos acerca das atividades do Espírito na matéria. Não buscamos compilar obra meritória no sentido literário ou revelativo, mas, acima de tudo, oferecer modesto compêndio de ensinamentos tão velhos como o próprio homem. Basta-nos despertar em alguns leitores pensamentos e decisões mais prudentes em favor da maior vivência do evangelho de Jesus, pois a impiedade para com o infeliz irmão menor gera o choque de retorno tão popularizado, de que “o feitiço sempre se volta contra o feiticeiro”! E jamais alguém se integra à vivência evangélica, quando o seu prazer e a sua ventura ainda dependam do sacrifício do mais ínfimo animal!
Curitiba, 15 de agosto de 1967.

Formas e pensamento( Espiritual)



PERGUNTA: — Qual é a diferença entre o feitiço verbal e o feitiço mental?
RAMATÍS: — Sem dúvida, quer seja feitiço verbal ou mental, o pensamento é sempre o elemento fundamental dessa prática maléfica, pois não existem palavras
sem pensamentos e sem idéias. Quando o homem fala, ele mobiliza energia mental sobre o sistema nervoso, para então acionar o aparelho de fonação e expressar em palavras as idéias germinadas na mente. E o feitiço mental
ainda pode ser mais daninho do que através da palavra, pois é elaborado demorada e friamente sob o calculismo da consciência desperta, em vez de produto emotivo do instinto incontrolável. O enfeitiçamento verbal
produzido pela maldição ou pela praga pode gerar-se num arrebatamento de cólera, contrariedade ou desforra de natureza mais emotiva ou explosiva, produzindo mais fumaça do que ruínas! Faltando-lhe a premeditação, que
confirma o impacto ofensivo, também pode ser menos prejudicial.
PERGUNTA: — Quais são os motivos que tornam o feitiço mental mais ofensivo do que o enfeitiçamento verbal?
RAMATÍS: — O feitiço mental, quase sempre, é fruto do ciúme, do amor-próprio, da frustração, vingança e humilhação, pois germina e cresce no silêncio enfermiço da alma e sob a consciência desperta do seu autor. O feitiço mental pode ser mais grave do que o feitiço verbal, porque fecunda-se na covardia silenciosa e ignorada do mundo profano.
Quem amaldiçoa ou roga pragas, assume em público a responsabilidade
de sua desforra intempestiva. Mas o que enfeitiça pela mente, resguarda-se no anonimato hipócrita e ainda continua a gozar de bom conceito público.
PERGUNTA: — Qual é o processo ou mecanismo que faz o pensamento ferir à distância, movido por um veemente desejo de vingança?
RAMATÍS: — A mente humana, quando tomada de raiva, ódio, cólera, inveja ou ciúme, produz energias agressivas que perpassam pelo cérebro perispiritual e fazem baixar-lhe o padrão vibratório, alterando também as demais energias
astralinas e etéricas que ali se encontram em circulação.
Então, produz-se um fenômeno que podia ser definido por “coagulação” etéreo-astral, lembrando o caso da onda de frio que, ao atuar no seio da atmosfera do vapor de água, solidifica-o na forma de gotículas. Lembra, também, a corrente elétrica perpassando por uma solução salina, quando produz a
precipitação verificada em laboratórios de química e física.
As ondas mentais também ficam alteradas e intoxicam a própria atmosfera mental em torno do cérebro humano, produzindo substâncias que, baixando vibratoriamente, tornam-se nocivas e devem ser eliminadas do campo psíquico e áurico do homem. Mas elas, em vez disso, penetram na circulação
humana afetando o sistema endocrínico, linfático, nervoso e sangüíneo, produzindo doenças de origem ignorada. Por isso, as criaturas violentas, coléricas, irritáveis, pessimistas, ciumentas, invejosas e que se injuriam facilmente, quase sempre são vítimas de alergias inespecíficas, urticárias, nefrites e
eczemas neuro-hepáticos, surtos de disenteria ou hemorróidas, conseqüentes do desequilíbrio mental e descontrole psíquico.(1) Os hipocondríacos, por exemplo, são criaturas que vivem presas a infeliz círculo vicioso; elas alteram-se perturbando o psiquismo; e quando este desarmoniza, então adoece
o fígado! Da mesma forma, as ondas mentais, astralinas e etéricas viajam pelo mundo oculto até à pessoa objetivada, no seu impacto enfeitiçante e penetram-lhe na fisiologia do corpo provocando enfermidades.
(1) — Os tipos de eczemas são mais curáveis pela homeopatia e até por benzimentos, por causa de sua origem mais psíquica, geralmente afetando pessoas facilmente encolerizáveis. Entre os produtos homeopáticos para o tratamento de eczemas figuram Grafites, Rhus Tox., Anacardium, Petroleum e outros. No entanto, um dos mais terríveis eczemas pegajosos provindo de um insulto injurioso, em pessoa extremamente encolerizável, pudemos curá-lo com a homeopatia de Staphisagria, acrescida de Chelidonium Maj, como drenador.
PERGUNTA: — Qual é a definição mais clara do pensamento?
RAMATÍS:
— O pensamento é uma vibração da mente; ainda é matéria, embora sutilíssima, que provoca a ruína de outrem, quando lançado sob o impacto tóxico da mente vingativa.
É um fenômeno análogo ao da luz, pois se propaga em ondas, as quais vão-se enfraquecendo à medida que aumenta a distância que percorrem. Mas o pensamento é muitíssimo superior ao fenômeno da luz, porque ele é uma vibração de matéria mais quintessenciada e a sua produção exige múltiplos
fenômenos fisiológicos do corpo humano.
Aliás, a concentração cerebral, exigida pela função de pensar, faz afluir para o cérebro maior volume de sangue. Os médicos provam isso, atualmente, com uma pessoa deitada numa balança, pois esta inclina-se para baixo, assim que se
processa a atividade da pessoa pensar. É evidente que os pensamentos vão muito além das palavras, principalmente quando são vitalizados por uma pessoa de vontade forte e experimentada, que então pode guiá-los tão seguramente quanto o operador à distância maneja o seu controle remoto.
O homem, ao pensar, imprime impulsos vibratórios no seu corpo mental, resultando, simultaneamente, a produção de “ondas” e de “formas-pensamentos”. Conforme a lei de repercussão vibratória, a vibração do corpo mental se propaga
pela matéria que a rodeia, assim como a vibração da campainha se dissemina pelo ar atmosférico ou ambiente onde é acionada. A atmosfera e o éter, que interpenetram todas as coisas do macro e do microcosmo, também estão impregnados de substância mental proveniente da própria Mente Cósmica e respondem prontamente a quaisquer impulsos vibratório da mente humana. Esses impulsos mentais vibratórios produzem uma espécie de ondulação, à semelhança das ondas produzidas pelas pedras lançadas sobre a superfície da água e que se propagam em todas as direções e muitas, assim como acontece com a irradiação da luz do Sol ou da lâmpada.
As ondas mentais, que se formam e expandem-se em todas as direções, são multicores e opalescentes, mas se debilitam à medidas que se difundem à maior distância, lembrando o fenômeno que acontece comumente com as bolhas ou bolas de sabão, que vão se diluindo conforme o seu tempo de vida.

PERGUNTA: — Qual é a diferença na contextura dos bons e os maus pensamentos?
RAMATÍS: — Os pensamentos sublimes e altruístas são de vibração muita rápida e sutil, alimentadas por um combustível diáfano, que não deita resíduos no perispírito. Quando atraídos por outras mentes afins, eles também ativam os sentimentos mais raros, só influem em seres de boa estirpe sideral, As idéias, sugestões e criações mentais sobre o amor, a paz , o bem, em verdade são energias extraordinárias e de qualidade incomum, que adubam o crescimentos sadio do espírito humano. Há pensamentos científicos, religiosos e teosóficos, que influem preferencialmente em certo setor da atividade humana.
Os pensamentos malévolos, vingativos, coléricos e odiosos, imantam-se de magnetismo inferior e sobrecarregam-se de fluido mental, astralino e etéreo, de baixa vibração, agindo tão eficaz e rapidamente na atmosfera terrena, que justificam realmente o velho refrão: “O mal propaga-se mais fácil que o bem”! Enquanto a energia diáfana utilizada pelos bons pensamentos volatiza-se do perispírito absorvida pelo éter superior, a substância mental e astralina necessária para sustentar e mover os pensamentos daninhos e pecaminosos, adere fortemente à vestimenta perispiritual, formando escórias que, mais tarde, produzem ao serem drenadas para a carne, ou desintegradas nos charcos terapêuticos do astral inferior!
O homem é o que pensa; seu espírito, quando escravo das manifestações desregradas, faz da mente apenas o instrumento de sua relação egoísta com o mundo inferior; e depois da morte submerge-se num mar de magnetismo viscoso e aderente. Mas eleva-se aos níveis angélicos sob a lei de que “os humildes serão exaltados”, quem usa o poder mental para aniquilar as paixões do mundo animal, em vez de hostilizar o próximo!
PERGUNTA: — Poderíeis dar-nos um exemplo da diferença entre pensamento elevado e o malévolo, em que um deixa resíduos e outro volatiza-se no perispírito?
RAMATÍS: — Malgrado a exemplificação rudimentar, poderíeis supor dois fogões; um alimentado a lenha e outro a eletricidade/ o primeiro deixa resíduos, como cinza e carvão, e o segundo permanece límpido, porque só usa a eletricidade que se volatiza.
PERGUNTA: — Que mais podeis dizer sobre as ondas mentais?
RAMATÍS: — As ondas mentais, já o dissemos, lembram as ondas geradas pela pedra jogada a superfície da água. Mas não são muito precisas na sua ação porque logo se desfazem onde incidem, sem produzir idéia completa na sua trajetória ou objetivo final. Enquanto a onda mental apenas desperta sensações semelhantes onde recai, já a forma-pensamento transmite a idéia mais completa, porque, além de fortemente sobrecarregada da substância mental de quem a emite, agrega-se facilmente ao campo do pensamentos de outra pessoa e ali perdura a sua ação contagiante.
O corpo mental do homem ao ser tocado por uma forma-pensamento diferente. Tende a produzir na sua mente um pensamento semelhante ao que surge, tanto quanto seja o grau de sua receptividade.
Sem dúvida, o poder e a ação dominante das ondas mentais e das formas-pensamentos projetadas por alguém, variam conforme a força de vontade de quem as emite, enquanto também se enfraquecem tanto quanto mais longe estiverem de sua fonte original!
A onda de devoção, emitida por uma pessoa contrita em sua fé, também desperta noutra pessoa, propícia a tal sentimento, um estímulo de sentimento forte qual seja a força da onda mental e a sensibilidade de seu receptor. Da mesma forma, uma onda mental de natureza especulativa, também ativa, na pessoa receptora, impulso para transações comerciais.
PERGUNTA: — Que são formas-pensamentos?
RAMATÌS: — Enquanto as ondas mentais transmitem mais propriamente os sentimentos, as divagações e reminiscências de especulação propriamente psíquica, as formas-pensamentos recortam figuras nítidas ou configuram símbolos de uma natureza mais objetiva e compreensível para os clarividentes. Através da onda mental, há casos em que o vidente bem desenvolvido chega a ver a pessoa que a transmitiu, enquanto que a forma-pensamento só se impõe por sua própria imagem.
O pensamento produz uma série de vibrações no corpo mental e este então projeta uma porção de si mesmo, em perfeita conexão com a matéria mental circundante. Desse fenômeno, gera-se uma forma-pensamento simples e pura, cuja configuração, radiação, vitalidade, brilhos e colorido, perduram tanto quanto seja a força ou convicção de quem a emite.
A forma-pensamento, também conhecida por elemental ou elemental artificial, lembra uma entidade vivente, temporária, mas dotada de intensa atividade e animada pela idéia-mater que a gerou.
É um produto da própria alma, mas nutrida pela essência elemental vivificante e eletrônica do corpo. Quando maligna, move-se implacavelmente para impor-se sobre a pessoa escolhida para a vítima e alimenta-se pela força do ódio, inveja, cólera, despeito, ciúme ou vingança, que encontra em sua trajetória até arremessar-se no seu alento selvático. É tão obstinada como a semente lançada no seio da terra, que germina, malgrado e a sufonação do solo, a ação destruidora dos vermes, que tudo fazem para devorá-la!
A forma-pensamento constui-se de matéria sutilíssima, embora para alguns seja um produto fantasioso, pois, além de sobrecarregada se substância mental, astralina fortemente vitalizada pelo éter-físico, que se escoar pelo duplo etérico humano também se impregna da eletricidade e do magnetismo biológico da criatura. Eletrizando-se no seu curso benéfico ou maléfico, ela atinge o objetivo qual dardo criador ou destrutivo, valendo conforme a intenção e o poder de quem a projeta (2)
(2) — Vide “Formas de Pensamento”, de Annie Besant e C.W. Leadbeater, obra editada pela Editorial Kiel. Também a obra “O Homem Visível e Invisível” de C.W. Leadbeater, obra editada pela Editora O Pensamento.
Vide o Capítulo XII, “Claridência e Clariaudiência” da obra “Nos Domínios da Mediunidade”, de André Luíz, pág. 104, que assim diz: “Idéias, elaboradas com atenção, geram formas, tocadas de movimento, som e cor, perfeitamente perceptíveis por todos aqueles que se encontrem sintonizados na onda em que se expressam.”
Assim, entra três bilhões de encarnados e o dobro de desencarnados em intercâmbio incessante através do pensamento à superfície da Terra, aura do orbe parece o centro de imenso oceano etérico, vaporoso e cintilante, alimentado pelas fabulosas energias que transmitem e refletem as formas-pensamentos dos homens, lembrando verdadeiros cardumes de peixes fantasioso e coloridos ou pétreos! As mais absurdas e inconcebíveis configurações mentais flutuam, atritam-se e encorpam-se, para projetar-se em várias direções e arrastando-se inapelavelmente formas semelhantes. É um turbilhão de ondas mentais propagando-se em todos os sentidos e forma-pensamento entrecruzando-se e buscando pouso incessante na multiplicidade das mentes que compõem a consciência coletiva da humanidade! Há uma riqueza de cores formosas e fascinantes, porém, que jamais se misturam ou se fundem à massa de tons escuros, repulsivos, irascíveis e pegajosos do submundo mental.
PERGUNTA: — Quais os motivos que determinam essas cores do pensamento?
RAMATÍS: — De conformidade com as lei transcendentais, que regem o mundo mental, e qualidade do pensamento determina-lhe a cor, a natureza do pensamento compõe-lhe a forma; As cores do pensamento são fundamentais e jamais desmentem a sua cromosofia peculiar, isto é, o pensamento de amor ou de paz, de ódio ou de guerra, possui sempre a mesma tonalidade colorida, quer seja produzindo por um europeu, asiático, africano ou latino, Isso acontece , porque a Mente Divina , em qualquer latitude cósmica do espaço, fundamenta a mesma cor do pensamento e interpenetra todos os interstícios da mente humana os pensamentos, além de nutridos pela substância mental, também, impregnam-se do fluido astralino que no momento nutre sentimentos semelhantes.
Assim, em qualquer ponto do Universo, a cor clara e límpida sempre decora os pensamentos de amor puro; o branco prateado fundamenta os sentimentos messiânicos; o azul-celeste identifica a elevada emoção religiosa, enquanto o esforço mental para produzir raciocínio elevados e benfeitores à humanidade, sempre ressalta um formoso matiz amarelo e de ouro chispante, que é a cor do intelecto sublimado. As formas-pensamentos sublimes e benfeitoras são sempre límpidas, translúcidas e formosas, enquanto as formas-pensamentos produtos da mente subvertida e alimentadas pelas energias inferiores , mostram-se obscuras, pétreas e oleosas.
Infelizmente, devido à graduação primária da humanidade terrena, em geral, ainda predominam na aura humana as cores escuras, viscosas e densas, como resultantes de pensamentos nebulosos e próprios das mentes mal desenvolvidas.
PERGUNTA: — Em face da complexidade do assunto, poderíeis dizer-nos como se constituem as formas-pensamentos?
RAMATÍS: — Quando um homem pensa num objeto concreto, como uma casa, um livro, um pássaro ou paisagem , ele também constrói uma diminuta imagem de tal objeto na substância de sua mente ou corpo mental. Assim, quando o pintor, o cientista ou o escultor imaginam alguma criação para o futuro, eles projetam para além de si a forma-pensamento do que pretendem criar no mundo exterior da matéria. Sob a lei de afinidade e correspondência vibratória, essas formas-pensamentos vagueiam até encontrar um campo mental semelhante e então passam a atura com insistência até incorporar outras formas-pensamentos afins. Daí, os acontecimentos desairosos, que por vezes acontecem na Terra , quando certas descobertas ou invenções surgem simultaneamente em mais de um cérebro humano, dando azo a mútuas censuras de plágios.
O novelista, o poeta e o escritor, não só criam os seus personagens quando eles os imaginam, como ainda os impregnam de sua força e vivência mental; comandando-os pela mente criadora a seu bel-prazer, daqui para ali. Embora se trate de imagens ou personagens criados mentalmente, de existência física fictícia e podendo durar muito pouco tempo no campo espacial da mente do orbe , eles ficam sob a dependência do potencial da matéria mental de quem os criou. As imagens ou formas-pensamentos criadas pelos homens, às vezes, são tão vigorosas e perfeitas, que em certos trabalhos espiritistas, urbanistas ou esotéricos, onde o ambiente mental e psíquico se torna hipersensível, os videntes mal desenvolvidos chegam a confundi-los como espíritos desencarnados, o que não passa de um fenômeno de ideoplastia. (3)
(3) — Assim são as histórias de “Branca de Neve e os 7 Anões”, “O Chapeuzinho Vermelho”, “O Gato de Botas”, “Pinocchio”, “Cinderela”, e outras, que fizeram as delícias de nossa infância , cujos personagens permanecem vivos em nossa mente como criações vivas e indestrutíveis. Vide o capítulo “Vidência Ideoplástica”, da obra “Mediunismo”, de Ramatís.
Em trabalhos de hipnotismo é possível conduzir-se o “sujet” a ver numa folha de papel as forma-pensamento criadas simultaneamente pelo hipnotizador, e que, então, lhes parecem objetos físicos e reais. Há personagens criados pelos seus autores, sob tal vitalidade e incessante nutrição mental, que permanecem na esfera da vida de todos os povos e destes ainda recebem mais alimento mental espantando certos espíritos recém desencarnados, que ficam boquiabertos revendo vivos no Espaço os personagens de um mundo fadas!
PERGUNTA: — Como se explica que os pensamentos lançados além do indivíduo que os produz, ainda possam causar-lhes influência pessoal?
RAMATÍS: — Lembramos-vos que no estado presente de evolução humana, a maioria dos pensamentos dos homens ainda estão centralizados neles mesmos, porque são fundamentalmente egoístas e só circulam em torno de seus próprios autores ou pensadores, formando-lhes uma espécie de couraça ao redor do seu corpo mental.
Quando tais pensamentos são mórbidos, odiosos, tristes ou coléricos, os estados emotivos de melancolia, inquietação e desespero, justificando-se a velha lenda que o “feitiço sempre se volta conta o próprio feiticeiro”!
Sem dúvida, os pensamentos heróicos, decididos e animosos e confortantes, também incentivam as mentes sob tal vibração, pois influem incessantemente na propagação de idéias semelhantes. No entanto, os produtos mentais vigorosos, que depois geram vinganças, crimes ou suicídios, são verdadeiros enfeitiçamentos mentais que chegam a impelir outras criaturas a cometer iguais desatinos.
PERGUNTA: — Como se explica isso?
RAMATÍS: — Certos tipos de crimes, suicídios ou acontecimentos trágicos criam formas-pensamentos tão vigorosas, nítidas e duradouras, que chegam a induzir outras pessoas sintonizadas na mesma faixa vibratória , a praticarem atos semelhantes. Eles seguem a mesma linha trágica de ondas e pensamentos iguais aos que deram origem a eclosão aos acontecimentos funestos ocorridos anteriormente. À semelhança das ondas hertziana, essas formas-pensamentos vagueiam e convergem para o primeiro aparelho mental sintonizado na mesma gama vibratória ou semelhança de pensar.
O homem vacilante, mas sob o impulso incontrolável de ódio, que pensa em matar o desafeto, ou ainda num suicídio desesperado, mas falta-lhe a coragem para cometer o desatino, ele pode captar o mesmo impulso mental alucinatório de outrem e fortalecer a sua idéia macabra pela sugestão e influência alheia. As formas-pensamentos que alimentaram os fatos trágicos terminam por preencher o hiato de vacilação mental, impelindo o imprudente, que é ainda vítima de suas próprias emoções, a praticar o crime ou sua destruição. Na verdade, esses pensamentos semelhantes a acionarem a criatura que se deixou auto-hipnotizar por qualquer intenção desesperada.. (4)
(4) — Em Curitiba, além de outras observações pessoais, verificamos que no prazo de 49 dias, que os ocultistas consideram astrologicamente perigoso para a eclosão de acontecimentos semelhantes e trágicos, ocorreram os seguintes fatos de características extraordinariamente semelhantes; três suicídios de pessoas que se atiraram de sacadas, mas antes haviam tentado o suicídio e falhado; três mortes de jovens vítimas de estúpida roleta russa; três mortes a pauladas e três esposas frustadas na tentativa de matarem os maridos.
PERGUNTA: — Essas formas-pensamentos podem durar muito tempo?
RAMATÍS: — A existência da forma-pensamento depende principalmente da vitalidade mental ali acumulada e da força de impulsão de que, lhe deu origem. Há formas-pensamentos que têm a duração de uma bolha de sabão, enquanto outras persistem meses renovando-se mental e continuamente pela adesão ou incorporação de outras formas-pensamentos semelhantes.
Atualmente, já não se opõe dúvida de que os pensamentos são elementos tão poderosos como é a luz, o calor, a eletricidade e outras manifestações de energias mais inferiores. No futuro, tal qual acontece noutros planetas de vida humana superior, as criaturas serão educadas de modo a utilizar-se do pensamento, assim como hoje ensina-se as crianças a bem se utilizarem das mãos.
O pensamento, usado inconscientemente e tolamente, é arma que se volta contra o seu próprio autor, pois ele é realmente força que germina, condensa-se e revigora-se, retornado à fonte de que é lançado. Assim, o pensamento de amor sobre a criatura que nos tem feito mal, é como um refrigério, que lhe cai na mente apaziguando-lhe a raiva, o desespero e ajudando-a à sensibilização espiritual superior.
Mas a energia mental dosada pelo ódio é como a ave feroz que voa num ímpeto destrutivo. A força do pensamento e o vigor da emoção também determina a forma mental e seu tempo de vida, como uma separada do ser. Mas deforma-se numa configuração instável, e sem qualquer tom de beleza, manifestando-se com nódoas repugnantes e mórbidas, quando interpretam desejos, paixões e emoções predominantes do mundo mental.
PERGUNTA: — Os encarnados poderiam ver os pensamentos?
RAMATÍS: — Há médium e ocultistas bem desenvolvidos ou clarividentes inatos, podem ver os pensamentos/ outros os sentem; e, no futuro, a ciência poderá pesar e identificar os pensamentos através de instrumentação de elevada precisão. O pensamento é tão real como o ar que nos rodeia a vida material. Comumente, a sua forma sutil, invisível e de aparência nebulosa, lembra um vapor d’água, que varia na cor, na densidade e na sua conformação característica, em perfeita sincronia com o temperamento e o poder do homem que pensa. Quando os pensamentos são emitidos com veemência e nutridos por aquela “fé que remove montanhas”, da enunciação do Amado Mestre Jesus, eles então absorvem boa quantidade de prana ou fluido vital, que mais lhe fortifica a contextura benéfica ou maléfica que lhes deu origem, multiplicando-lhes a ação em curso para determinado objetivo. Os pensamentos emitidos por diversas pessoas, visando incessantemente a mesma finalidade num certo ambiente, terminam por dar-lhe uma cor ou tom mental, facilmente reconhecido pelas pessoas sensíveis.
PERGUNTA: — Poderíeis exemplificar-nos a respeito?
RAMATÍS: — Há profunda tendência dos pensamentos emitidos por certas pessoas de atraírem-se e combinarem-se a outros pensamentos de natureza semelhante, resultando um aumentos de força além do produzido pela sua força original. Assim, os pensamentos misturam-se e combinam-se entre si, deixando a sua marca característica nos lugares onde são aglomerados, compondo uma egrégora ou aura constante do que ali se pensa freqüentemente. (5)
(5) — Egrégora é uma forma mental coletiva alimentada pelos pensamentos semelhantes; ela nasce, cresce e amplifica-se conforme a alimentação, incessante de pensamentos sob o mesmo diapasão mental.

Os lugares, assim como as pessoas, conservam as peculiaridades e características, boas ou más, depressivas ou vitalizantes, agradáveis ou desagradáveis, que são o produto da soma dos pensamentos ali entretidos durante muito tempo. Há grande diferença de uma igreja, em contraste com um matadouros! As pessoas que penetram numa igreja ou templo religioso, embora não sejam prosélitos de tais religiões, não conseguem fugir a um estado de espírito reverente, pacífico e altamente emotivo, que ali se exsuda da soma dos pensamentos e sentimentos das pessoas freqüentadoras, causando impressões mentais superiores. No entanto, ninguém sentiria a mesma emoção no ambiente de um matadouro, embora esteja tudo limpíssimo ou enfeitado com as flores mais belas! O ar ambiental do mais estético e moderno hospital modifica o nosso pensamento logo à entrada, noa pela sua função material, mas devido à atmosfera mental triste, melancólica e de dolorosa expectativa, que se emana dos enfermos tomados por suas dores e suas apreensões negativas. O ambiente da penitenciária provoca repulsa, depressão e estímulos inferiores contundentes, devido ao aglomerado mental pernicioso, que ali é emitido incessantemente por facínoras, tarados, ladrões, viciados e malfeitores.
Há aldeias, cidades e nações, que nos despertam simpatia ao sentirmos a sua atmosfera mental; outras, no entanto, embora mais progressistas e fascinantes, desagradam-nos à primeira vista, porque sentimos a composição hostil dos pensamentos de seus moradores.
As cidades novas são estimulantes e otimistas, assim como a juventude; mas as metrópoles envelhecidas e condenadas ao desaparecimento breve, traem em sua imanência mental pessimista.
As pessoas costumam dizer que gostaram do “ar” desta ou daquela cidade, deste ou daquela povo e, inadivertidamente, estão realmente referindo-se ao espírito ou egrégora mental da mesma. Esse ar peculiar agradável ou desagradável, é como o calor que persiste num aposento mesmo depois de extinto o fogo; ou o perfume que contínua fragrante na sala, após retirarem o frasco ou as flores que ali estiveram.
As ondas do pensamento projetam-se lenta ou violentamente, fraca ou fortemente, construtiva ou destrutivamente, segundo os sentimentos e as emoções que as geraram. Os pensamentos de amor, candura, tolerância, comiseração, piedade, júbilo, ânimo ou renúncia, impregnam-se de fluidos vitais de um elevado energismo, manifestando-se cores claríssimas e fascinantes, como o rosa, azul-celeste, verde-seda, amarelo-translúcido, carmim, lilás, que ainda se tornam ainda mais belas quando agregadas a outros pensamentos semelhantes. No entanto, quando são gerados por ódio, luxúria, egoísmo, irascibilidade, crueldade, desespero, maledicência ou desânimo, poluem-se durante a sua trajetória incorporando outros produtos mentais inferiores e degradantes, que aumentam o seu teor original.